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ARQUIVO - NO MUNDO DOS FAMOSOS
 


Entrevista Especial com FERNANDA MONTENEGRO

 

Ontem, 26 de abril, foi o aniversário de 50 anos da TV Globo. Hoje, 27 de abril, é o meu aniversário de 25 anos. E para encerrar com chave de ouro a trilogia de entrevistas (as outras duas são com as atrizes: Regina Duarte e Nathália Timberg) que comemora os 8 anos do portal NO MUNDO DOS FAMOSOS, completados no dia 17 de março, trago a vocês um grande presente: uma exuberante “Entrevista Especial” com um dos monstros sagrados da dramaturgia brasileira de todos os tempos. Ela é unanimidade em tudo que faz, pois é aclamada pelo público, reverenciada pela crítica, respeitada por todos os colegas de profissão e aplaudida em pé por todos os brasileiros, além de ser renomada no exterior por seu sucesso retumbante no longa “Central do Brasil” que rendeu a única indicação de uma atriz brasileira ao Oscar. Confira a seguir uma profunda entrevista com a intérprete da Zulmira, da peça “A Falecida”, da Dora de “Central do Brasil”, da Cândida Olinto da novela “A Muralha”, da Charlô de “Guerra dos Sexos”, da Naná de “Cambalacho”, da Vó Manuela da minissérie “Riacho Doce”, da Olga Portella de “O Dono do Mundo”, da Jacutinga de “Renascer”, da Bia Falcão de “Belíssima”, da  Dona Picucha do seriado “Doce de Mãe” e, enfim, da Teresa da atual novela das nove, “Babilônia”. Com muito orgulho, com imensurável honra que trago nesse dia tão especial que é o meu aniversário uma das minhas melhores entrevistas de todos os tempos, minha entrevistada de hoje é a grande dama do teatro brasileiro, uma das maiores referências do cinema nacional e um grande mito da TV brasileira, a magnífica atriz FERNANDA MONTENEGRO.

“A minha vida no teatro é o que me formou, é o que me sustenta e, é a minha régua e compasso. A televisão eu faço com muito amor e dedicação, mas o resultado da minha vida está nos meus 65 anos no palco do teatro.”

(Fernanda Montenegro)

Jéfferson Balbino: Atualmente, a maioria dos atores que estão iniciando na profissão, almeja fazer sucesso na televisão antes de ser sucesso no palco. A senhora acredita ser possível isso?

Fernanda Montenegro: Acho que podem fazer uma vida profissional com qualidade dentro da TV, pois é uma técnica especifica, não é obrigatório fazer teatro antes de chegar à televisão até porque é outro processo de trabalho.

Jéfferson Balbino: Mas o fato do ator não ter tido contato com grandes referencias da dramaturgia universal não compromete o seu desenvolvimento e sua maturidade cênica?

 

Fernanda Montenegro: Não é regra, para se tornar um bom ator, ter encenado grandes dramaturgos, basta ter uma curiosidade cultural e ler Shakespeare, ler Molière, etc... Por isso eu não acho que o ator tem que ser do palco, mas acontece que quem é bom no palco, é bom em qualquer sistema de expressão artística dentro da representação.



Escrito por No Mundo dos Famosos às 20h34
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Entrevista Especial com FERNANDA MONTENEGRO

 

 

Jéfferson Balbino: Em “Babilônia” o beijo gay que a senhora encenou com a Nathália Timberg gerou muitas expectativas e grandes polêmicas. A senhora acredita que o beijo gay ainda é considerado um tabu na sociedade brasileira consumidora da telenovela?

Fernanda Montenegro: Acho que a sociedade não estava preparada para ver uma cena de beijo gay até chegar à novela “Amor à Vida” e mostrar a cena. A partir dessa novela, eu acredito que o público chegou à maturidade em relação a isso, pois aquele beijo teve uma grande aceitação, foi tudo bem envolvido, foi uma boa interpretação.

Jéfferson Balbino: Semana passada foi ao ar em “Babilônia” a participação do ator e diretor Dênnis Carvalho onde ele reviveu um filho seu na ficção e sendo novamente numa novela do Gilberto Braga, afinal vocês também deram vidas a mãe e filho na novela “Brilhante”, porém, nessa trama você era a Chica Newman que era uma homofóbica que não aceitava a orientação sexual do filho diferentemente da Tereza de “Babilônia” que é uma ativista homossexual que lutou a vida inteira para reconquistar o amor do filho homofobico. Como foi reviver esse contraponto de personagens com o brilhante Dênnis Carvalho?

Fernanda Montenegro: Pois é, quem diria que 34 anos depois estaríamos nós novamente em papéis com características invertidas?! Lembro que numa das cenas a Chica dizia: “Meu filho, o que é que você faz toda noite na sauna?”, pois a Censura não permitia que utilizássemos a palavra gay...

Jéfferson Balbino: Foi o desafio de interpretar uma lésbica na televisão que te motivou a aceitar viver Teresa na novela “Babilônia”?

Fernanda Montenegro: Acho que o trio de autores que eu amo e que são meus amigos de muitos anos. E também porque sei que eles não me deixaram esperando o capítulo no corredor para gravar. E nem por me convidar para uma personagem nada que só fica andando pelo cenário. Mas na minha vida na TV Globo eu não me lembro de ter sido chamada para fazer uma personagem que não acontece, pode não ser protagonista, mas são consistente.

Jéfferson Balbino: Mas nos primeiros capítulos de “Babilônia”, a senhora e a Nathália Timberg roubaram os hofotes dos protagonistas...

Fernanda Montenegro: Mas não somos as protagonistas da novela, porém, a nossa história caminhou paralela a trama principal dos protagonistas. As protagonistas são: a Camila [Pitanga], a Glória [Pires] e a Adriana [Esteves].

Jéfferson Balbino: Está sendo muito gratificante fazer uma personagem tão humana e repleta de nuances como a Teresa?

Fernanda Montenegro: Sim... Eu tenho muito orgulho de estar em “Babilônia”, de estar nesse elenco e fazendo essa personagem.

Jéfferson Balbino: A senhora acha que a teledramaturgia brasileira contribuiu para diminuir o preconceito contra os gays ao abordar de maneira contumaz nas tramas das novelas temas inerentes na sociedade como é o caso deste?

Fernanda Montenegro: Ah sem dúvidas... Acho que contribuiu – e muito. Foi através das novelas que essa temática conseguiu entrar na casa das pessoas.

 

 



Escrito por No Mundo dos Famosos às 20h33
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Entrevista Especial com FERNANDA MONTENEGRO

 

Jéfferson Balbino: Pelo fato da telenovela ter uma contribuição social enorme nesse quesito que salientamos agora, a responsabilidade de vocês, intérpretes, aumentam diante da sociedade brasileira?

Fernanda Montenegro: Jéfferson, eu acredito que a responsabilidade social do ator é a mesma responsabilidade que tem que ter qualquer cidadão.  A gente não tem nem mais e nem menos do que os outros. A gente enquanto cidadão temos que ter vergonha na cara e ter consciência que a responsabilidade é nossa e de todo o país.

Jéfferson Balbino: Com que olhos a senhora vê o fato da atual política brasileira estar um caos, o povo indo para as ruas pedir o impeachment da presidente Dilma e a violência aterrorizando a todos nós devido a péssima segurança pública, a péssima educação e a péssima saúde pública

Fernanda Montenegro: Eu vejo toda essa situação com os mesmos olhos do resto de todo o país no mesmo estupor. Quando você pensa que chegou num top, vem algo a mais, entende? É sempre algo a mais que não estava presente nem no imaginário mais louco.

Jéfferson Balbino: Qual a solução plausível que a senhora acredita que existe para toda essa calamidade na política brasileira?

Fernanda Montenegro: Eu não sei se tem solução... É de tal ordem e tão amplo que eu não vou ficar aqui ‘falastrando’, pois não adiantaria.

Jéfferson Balbino: Fernanda, atualmente está sendo reprisada a novela “O Dono do Mundo” onde a senhora deu um show de interpretação como a irreverente Olga Portella...

Fernanda Montenegro: [interrompendo] Você tem visto?

Jéfferson Balbino: Sim, e tenho adorado, pois é uma personagem muito diferente de tudo que eu já vi a senhora fazendo...

Fernanda Montenegro: [sorrindo] Que bom, porque eu adoro a Olga Portella!

Jéfferson Balbino: A senhora também tem acompanhado a reprise de “O Dono do Mundo”. Como é se rever após 24 anos?

Fernanda Montenegro: Sim, sempre que posso eu vejo. E eu me achei muito bem fazendo a Olga Portella, sem nenhum pudor (risos). Eu acho essa personagem maravilhosa, com muito espírito, era rival da [personagem] Nathália [Timberg], mas independe de tudo isso, acredito ser uma personagem muito rica, muito boa de comédia com muita personalidade e de um ‘humor cão’.

Jéfferson Balbino: E como é se rever numa reprise de novela? Se revê com um sentido autocrítico ou de mero telespectador?

Fernanda Montenegro: Crítico... Até porque a gente tem isso muito implicado na gente. Quando me vejo sempre fico falando que a pele estava melhor, que os papos eram menores, reparo muito no batom forte que ela usava. E percebo que a gente avançou muito em termos de cenário e tecnologia.

Jéfferson Balbino: Em breve, o Canal Viva reprisará novamente a novela “Cambalacho” que a senhora protagonizou ao dar vida à trambiqueira Leonarda, a Naná. A senhora sente falta de não ter feito na televisão mais personagens pobres e populares?

Fernanda Montenegro: Na televisão eu realmente fiz muito mais mulheres ricas e sofisticas, porém, no cinema eu fiz muitas mulheres pobres.

Jéfferson Balbino: Como a memorável Dora do filme “Central do Brasil”, né?

Fernanda Montenegro: Exatamente! No cinema eu consegui me especializar em fazer mulheres pé de chinelo (risos).

Jéfferson Balbino: Mas na teledramaturgia a senhora sente falta de não ter feito essas mulheres pobres que a senhora vivenciou no cinema?

Fernanda Montenegro: Não... Até porque eu não faço muita televisão. A última novela que eu fiz antes de “Babilônia” foi “Passione” e isso já faz entre 4 e 5 anos. Depois eu fiz a Picucha na série “Doce de Mãe” e ela não era uma mulher rica. E depois eu fiz uma participação no remake de “Saramandaia” onde eu contracenava com galinhas (risos).

Jéfferson Balbino: Qual a sua consideração sobre a velhice?

Fernanda Montenegro: Eu não sou jovem e por isso eu não tenho falsas ambições. O que é bom na velhice é que sai da gente uma parte da tal ansiedade, a gente quando é jovem há uma ansiedade tremenda, não é nem questão de aceitação, você não se levanta dando pulo, se levanta correndo enquanto na minha idade a gente se levanta com calma e caminha com mais calma ainda.

Jéfferson Balbino: A maioria das atrizes de sua geração reclama da escassez de bons personagens devido o peso da idade. A senhora acha que esse ocorrido é uma injustiça com aqueles que viveram uma vida inteira em prol do oficio?

Fernanda Montenegro: A gente tem que entender que não tem protagonismo em cima de velho... O negócio vai até em torno dos 45 anos pra homem ainda há protagonistas na casa dos 50 anos. Porém, existe bons [personagens] coadjuvantes pra gente fazer na velhice e são os coadjuvantes que tocam a novela.

Jéfferson Balbino: Agora há pouco relembramos da Dora, sua personagem no filme “Central do Brasil” e foi graças a esse trabalho que a senhora foi premiada internacionalmente sendo inclusive indicada ao Oscar como Melhor Atriz Estrangeira. Podemos classificar esse trabalho como o divisor de águas na sua carreira pelo fato de ter propiciado à senhora tamanha repercussão internacional?

Fernanda Montenegro: “Central do Brasil” foi um trabalho de imensa repercussão que nos fez ter aceitação mundial por todos os lugares do mundo que andamos. É sim, portanto, uma referência na minha vida como na vida do Walter [Salles, o diretor].

Jéfferson Balbino: O que a senhora acredita que falta para o Cinema Brasileiro voltar a deslanchar internacionalmente e se fazer presente na premiação do Oscar?

Fernanda Montenegro: Não sei exatamente, mas creio que falta o cinema brasileiro falar, retratar o que o cinema argentino faz muito bem: contar histórias de quem paga para ir ao cinema, da elite, dos homens do poder. Não digo que não tenha que retratar as mazelas sociais, mas não ficar estagnado nisso.

Jéfferson Balbino: Então podemos considerar esse trabalho como a ‘obra-prima’ de sua maravilhosa carreira?

Fernanda Montenegro: Não meu filho, não...

Jéfferson Balbino: E tem alguma personagem que a senhora considera ter sido sua ‘obra-prima’?

Fernanda Montenegro: Eu tenho cerca de 70 peças de teatro, eu fiz autores da maior importância na história do teatro mundial, por isso eu tive momentos marcantes no teatro que eu nunca tive igual, é claro, que tem aquela platéia que opta por ir ao teatro, porque o teatro dá trabalho até pra quem assiste, porque o cara chega do trabalho e paga pra ir ao teatro e por isso que quando vai uma platéia de 400 pessoas na realidade é o equivalente a uma platéia de 40 mil pessoas, compreende? Porque não é o montante doméstico, mas sim uma opção de vida. E por isso que a gente tem que dá retorno. A minha vida no teatro é o que me formou, é o que me sustenta e, é a minha régua e compasso. A televisão eu faço com muito amor e dedicação, mas o resultado da minha vida está nos meus 65 anos no palco do teatro.

Jéfferson Balbino: Tanto o [Antônio] Fagundes quanto a Regina Duarte me confidenciaram que eles têm personagens que não foram grandes sucessos de público e crítica, mas que pra eles foram de uma imensurável significação. A senhora também possui alguma personagem assim?

 

Fernanda Montenegro: Olha eu não me lembro de nenhum papel que eu tenha feito e que tenha sido apenas um prazer particular meu. Não me lembro...



Escrito por No Mundo dos Famosos às 20h31
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Entrevista Especial com FERNANDA MONTENEGRO

 

Jéfferson Balbino: Entre seus trabalhos marcantes estão a Vó Manuela, na minissérie “Riacho Doce” e a Jacutinga da novela “Renascer”. O que esses trabalhos representam na sua carreira?

Fernanda Montenegro: A Jacutinga foi um presente que o nosso querido Benedito Ruy Barbosa me deu, ele que é um autor extraordinário. Eu considero a Jacutinga uma jóia de personagem. E foi um desafio pra mim fazer a Vó Manuela no “Riacho Doce” e eu agradeço ao Aguinaldo [Silva] por ter me convidado pra fazer esse trabalho, embora eu não sei se ele tenha ficado satisfeito com o que eu fiz, eu fiquei muito satisfeita por ele ter aceitado que eu fizesse esse papel.

Jéfferson Balbino: Geralmente, como ocorre o processo de composição de suas personagens?

Fernanda Montenegro: É tudo de dentro pra fora... O bigode, a corcunda, a verruga, a peruca não vai resolver o meu problema como atriz.

Jéfferson Balbino: Mas a senhora tem algum método, como o do próprio Stanislavsky, que usa rigorosamente quando vai criar uma personagem?

Fernanda Montenegro: Olha meu filho, todos nós queremos ou não capturamos todos esses processos, o do Stanislavsky, o brescthiano... Porque isso já foi muito cultuado, dogmatizado, mas hoje em dia isso tudo está no ar...

Jéfferson Balbino: Ainda existe algum tipo especifico de personagem que a senhora sonha em interpretar?

Fernanda Montenegro: Não meu filho... O que vier agora é um presente dos deuses.

Jéfferson Balbino: A Tereza não é a sua primeira lésbica na carreira, né? A senhora já fez no Teatro não é?

Fernanda Montenegro: Fiz sim, e por 4 anos, e foi uma peça de muito sucesso, viajei o Brasil todo com a peça “As Lágrimas amargas de Bentra Foncant”, de um autor alemão chamado Fanz Pindher.

Jéfferson Balbino: O que a senhora acredita ter sido a sua maior contribuição para a história da teledramaturgia brasileira?

Fernanda Montenegro: Eu sou pioneira, fui à primeira atriz contratada, no Rio de Janeiro, para a TV, isso em Janeiro de 1951. Eu acho que a TV me proporcionou muita improvisação, muita solicitação inventiva e me desenvolveu muita coragem de ir lá e fazer.

Jéfferson Balbino: E a senhora é uma atriz que assiste novelas também?

Fernanda Montenegro: Não meu filho, porque eu trabalho muito, mas quando eu posso eu assisto.

Jéfferson Balbino: E tem alguma que a senhora assistiu como telespectadora e que gosto muito e que poderia citar pra gente?

Fernanda Montenegro: Eu me lembro de cenas, como, por exemplo, a do beijo do Mateus Solano e do Thiago Fragoso em “Amor à Vida”. Assisti muito o trabalho do [Alexandre] Nero, sempre que passava na estação e ele estava passando eu parava pra vê-lo.

Jéfferson Balbino: O fato de a senhora ser uma unanimidade, considerada por todos como um mito e um monstro sagrado da dramaturgia brasileira te incomoda?

 

Fernanda Montenegro: (risos) Isso é uma bobagem Jéfferson... E isso não me incomoda e não me assusta porque eu não tomo conhecimento dessas constatações (risos). Isso é uma viagem que não me pertence.



Escrito por No Mundo dos Famosos às 20h29
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Entrevista Especial com FERNANDA MONTENEGRO

 

Jéfferson Balbino: E quais são seus maiores ídolos na dramaturgia brasileira?

Fernanda Montenegro: Ah... Nelson Rodrigues, [Ariano] Suassuna, [Gianfrancesco] Guarnieri, Millôr Fernandes, já estou me esquecendo de alguns...

Jéfferson Balbino: E de atores?

Fernanda Montenegro: Eu não vou dizer nome de ator e nem de atriz nenhuma porque tenho envolvimento extremamente duradouro e amoroso com a minha ração. Eu amo a minha raça!

Jéfferson Balbino: Devido o fato de a senhora ser uma atriz renomada com uma imensurável bagagem teatral, cinematográfica e televisiva se incomoda em responder a uma entrevista onde a pauta predomina em temas como: moda e assuntos estéticos?

Fernanda Montenegro: Não me incômodo, imagina... Podem me perguntar tudo o que querem até mesmo a marca do batom que eu uso só não garanto que vou saber responder que marca é...

Jéfferson Balbino: Como foi contracenar com a nossa querida e amada Nicette Bruno em “Rainha da Sucata”?

Fernanda Montenegro: Uma delícia, pois a Nicette é uma jóia de atriz. A Nicette é uma atriz maravilhosa e extremamente sedutora, além de talentosa e muito querida. Ela é do palco, é um bicho de palco.

Jéfferson Balbino: O fato de a senhora ser vangloriada por colegas do porte da senhora, como: a Nicette Bruno, a Rosamaria Murtinho, o Mauro Mendonça, a Nathália Timberg te faz constatar que a senhora chegou ao apogeu de sua carreira?

Fernanda Montenegro: Não tem apogeu pra mim meu filho...

Jéfferson Balbino: Foi à senhora que motivou a sua filha, a contentíssima atriz Fernanda Torres a seguir a carreira artística?

Fernanda Montenegro: Essa pergunta só ela pode te responder, faz pra ela... (risos).

Jéfferson Balbino: Mas eu quero saber da senhora (risos)... A senhora acredita que de alguma forma a influenciou na escolha da profissão?

Fernanda Montenegro: Não acredito que influenciei até porque ela viu de dentro de casa como é difícil, como é o recomeçar todo dia, como é um trabalho suado. Se houve alguma influência ela passou por cima de todos esses obstáculos. A única coisa que eu acho que tanto eu quanto o Fernando [Torres] não erramos muito porque senão ela não teria vindo pra mesma profissão.

Jéfferson Balbino: E ela se revelou além de ótima atriz uma excelente escritora...

Fernanda Montenegro: Ela é ótima mesmo, de um talento múltiplo. Tudo que a Nanda quiser fazer na vida eu acredito que ela irá fazer absolutamente e extraordinariamente bem.

Jéfferson Balbino: E em algum momento de sua vida a senhora cogitou a possibilidade de escrever um livro ou alguma coisa na área da escrita, como uma peça de teatro ou uma autobiografia?

Fernanda Montenegro: Não... nada! Nunca pensei em sentar pra escrever a minha vida...

Jéfferson Balbino: Qual foi o trabalho feito pelo magistral Fernando Torres que pra senhora foi o melhor da carreira dele?

Fernanda Montenegro: O maior trabalho do Fernando, a maior peça, o maior espetáculo que já fizemos foi “Seria Cômico se não fosse Sério”...

Jéfferson Balbino: Fernanda, foi um dos maiores prazeres da minha vida entrevistar uma referência suprema da Arte Brasileira como a senhora. Muito obrigado pela entrevista concedida ao “No Mundo dos Famosos”, e muito obrigado também por tudo que a senhora fez em prol da (tele) dramaturgia brasileira. Um afetuoso abraço!

 

Fernanda Montenegro: Muito obrigada meu filho...



Escrito por No Mundo dos Famosos às 20h25
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Tapete Vermelho: Xuxa

Ela é loira, elegante, carismática, alegre e muito corajosa. Seu poder é tão grande que quando participa de algum evento é praticamente impossível dar um passo sem ser parada pelos fãs. Fãs de diferentes idades, classe social, famosos ou anônimos. Não é atoa que é considerada uma Rainha. Sim, ela é: Xuxa Meneghel.

Maria da Graça Xuxa Meneghel nasceu em Santa Rosa (RS) em 27 de março de 1963. Aos seis anos de idade, sua família se mudou para o Rio de Janeiro. Aos dezesseis seu rosto estampou pela primeira vez a capa de uma revista, na década de 80 tal fato virou rotina, pois dezenas de publicações traziam Xuxa nas capas, principalmente ao ter maior visibilidade durante o namoro com o ex-jogador Pelé. Em 1983 o diretor Mauricio Sherman a convidou para apresentar o “Clube da Criança” na “TV Manchete”, após fazer grande sucesso com o publico infantil em pouquíssimos anos foi contratada pela “Globo”, onde em 1986 estreou o “Xou da Xuxa” que ficou no ar até 1992. Desde então não parou mais, apresentou: “Programa da Xuxa”(1993), “Xuxa Park”(1994-2001), “Planeta Xuxa”(1997-2002), “Xuxa no Mundo da Imaginação”(2002-2004), “TV Xuxa”(2005-2014), entre outros. Além de apresentar, Xuxa participou de novelas, especiais, lançou diversos discos e produtos e fez um sucesso estrondoso nos cinemas. Xuxa participou diversos filmes, sendo que “Lua de Cristal” (1990) teve mais de 5 milhões de expectadores.

Em fevereiro de 2015 Xuxa deu uma grande virada em sua vida e na TV Brasileira ao deixar a toda poderosa “Globo” e assinar com a “Record”, após 29 anos de contratação. Nossa Rainha ainda não estreou na emissora paulista, mas o país espera ansiosamente para lhe estender um “Tapete Vermelho” rumo a cada um dos lares... Xuxa, o Brasil lhe Venera.

Até a próxima.



Escrito por No Mundo dos Famosos às 18h03
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TV Tudo: 50 Anos da TV Globo


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50 ANOS DA TV GLOBO

Este domingo do dia 26 de abril de 2015 é histórico. Um dia de festanças na história da televisão brasileira. É o aniversário de 50 anos da TV Globo, canal 4 do Rio de Janeiro. A maior emissora do país e a segunda maior do planeta, agora cinquentenária, ano a ano conquistou o carinho do público, com grandes produções, coberturas, eventos, transmissões, de tudo um pouco, com credibilidade e prestação de serviço.

É bem verdade que a Rede Globo também tem o conhecido "lado negro". Nos primeiros anos, teria apoiado a ditadura militar. Manipuladora de mentes? Depende, nos anos de eleição presidencial os jornalistas da emissora tem o "costume" de apoiar um determinado partido político. Posso estar errado, mas há fatos que evidenciam isso. O famoso debate de 1989, editado, favoreceu diretamente para a eleição de Fernando Collor contra Luiz Inácio Lula da Silva. Três anos depois, porém, sofreria um histórico "impeachment".

Existe sim esse "lado obscuro" da emissora fundada por Roberto Marinho (1904-2003), o que deveras é uma pena.

Felizmente, existe o "lado bom". A "Vênus Platinada" é uma referência mundial, desde sua existência, em produções de telejornais, transmissões e, acima de tudo, na teledramaturgia, alçando o Brasil como a maior produtora de novelas do mundo. Por mais audiência que chegue à perder nos últimos anos, devido à concorrência de outras emissoras que também já tiveram seus pontos altos fazendo muita história, a Globo é e sempre será líder de audiência nacional, querendo ou não. Errando ou não sempre fica em primeiro lugar. As coberturas jornalísticas de fatos históricos são referência mundial. Os eventos esportivos também (É TETRA!).

Tudo isso (de bom) foi recordado na mega festa do "Show 50 Anos", gravado na última quinta-feira, no Rio de Janeiro, o coração do canal. Pedro Bial e Fátima Bernardes narraram para a TV todos os shows musicais, e relembraram-se grandes momentos das novelas e do esporte. Com o locutor Galvão Bueno narrando as vitórias brasileiras, fez-se o melhor momento da noite.

De "Ilusões Perdidas" (primeira novela) até "Babilônia". Grandes sucessos ou grandes fracassos a serem lembrados, serão sempre NOVELAS. Passando por históricas produções, que são praticamente infinitas. Personagens históricos, eternos, lendas vivas da TV, que são insubstituíveis na nossa memória.

Não haverá outros Odoricos Paraguaçu, outros Irmãos Coragem, Júlias de Dancin´Days, Charlôs e Otávios, Viúvas Porcinas, Sinhozinhos Malta, Jôs Penteados, Odetes Roitmanns, Marias Escandalosas, Brunos Mezengas, Marias Altivas.... mais recentes históricos, não haverão outras Nazarés Tedesco, Carminhas, Félix.... esses personagens são poucos dos milhares que haveria de citar aqui.

Reginas Duartes, Antônios Fagundes, Tarcísios Meiras, Glórias Menezes, Tony Ramos, Glórias Pires, Neys Latorracas, Josés Wilker, Josés Mayer, Malus Mader, Eduardos Moscovis, Camilas Pitangas, Adrianas Esteves, Julianas Paes, Rodrigos Lombardis, Manoéis Carlos, Sílvios de Abreu, Ivanis Ribeiros, Janetes Clair, Dennis Carvalhos, Wolfs Mayas, Jorges Fernandos, Denises Saracenis... ufa! Nomes únicos de atores, atrizes, autores, diretores. Sejam jovens, sejam veteranos, são partes desta instituição de artes e talento puro.

Selvas de Pedras, Mulheres de Areias, As Viagens, Roques Santeiros, Vale Tudo (não tem plural), Salvadores da Pátria, Os Reis dos Gados, As Indomadas, Pecados Capitais, Os Clones, Senhoras dos Destinos, Belíssimas, Paraísos Tropicais, Insensatos Corações... diferentes novelas, diferentes plurais para homenagear as obras dramatúrgicas da cinquentenária emissora. Unicamente, NOVELAS. Unicamente, um mundo de arte, e cada dia mais, novas descobertas talentosas, novas gerações.

Gerações essas que sempre ouvirão falar algo sobre Rede Globo. Do lado bom ou mal, saberão da história rica desta gigante da TV brasileira.

PARABÉNS REDE GLOBO! A minha e a nossa simples, mas verdadeira e poética homenagem!

PÓSTUMA: esse post também é dedicado à uma outra personalidade importante nesses 50 anos de Rede Globo. Perdemos o diretor Roberto Talma, aos 65 anos, que comandou de forma ousada e brilhante gravações de dezenas de novelas e seriados.. Nossas condolências e nossa saudade ao mestre Talma.


Escrito por No Mundo dos Famosos às 18h01
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