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ARQUIVO - NO MUNDO DOS FAMOSOS
 


Entrevista Especial com MAURO MENDONÇA FILHO

 

Hoje eu tenho a honra de entrevistar um dos maiores diretores de televisão do Brasil. Ele é filho do casal de atores Mauro Mendonça e Rosamaria Murtinho. Começou a carreira dirigindo um dos maiores sucesso da história da teledramaturgia brasileira que foi a novela “Renascer” e a cada trabalho imprime sua inconfundível marca deixando registrado seu imensurável talento. A “Entrevista Especial” de hoje do “No Mundo dos Famosos” é com o diretor de núcleo da nova novela das onze, “Verdades Secretas”, que estreia hoje na tela da Globo. Confira a seguir o bate papo que eu tive com o talentoso MAURO MENDONÇA FILHO.

“Tudo que será abordado em “Verdades Secretas” acontece em nosso país...”

(Mauro Mendonça Filho)

Jéfferson Balbino: Maurinho, o que o público pode esperar de “Verdades Secretas”, que estreia hoje na tela da Globo? Será uma novela ousada como está sendo rotulada?

Mauro Mendonça Filho: Olha Jéfferson, “Verdades Secretas” traz um tema ousado, muito delicado, um tema forte... E para tratar desse tema tem que ter ousadia sim, mas também tem que ter responsabilidade.

Jéfferson Balbino: Os temas polêmicos de “Verdades Secretas” é inspirado na sociedade brasileira?

Mauro Mendonça Filho: Tudo que será abordado em “Verdades Secretas” acontece em nosso país então a gente conhece a ponta do iceberg, entendeu? E, é isso que a novela tenta retratar, mas tentando entender os prós e os contras para mostrar as tragédias que tem por trás disso aí...

Jéfferson Balbino: Você também fez outros trabalhos memoráveis com o Walcyr Carrasco, como “Amor à Vida” e o remake de “Gabriela”. O que você considera ser a maior importância dele como autor de novelas?

Mauro Mendonça Filho: Acho que o Walcyr tem uma imensa capacidade de retratar a sociedade brasileira. Ele cria personagens sedutores e que você se encanta pelos personagens e quando você percebe você já está entrelaçado com os personagens e com as suas questões mesmo que sejam muito complicadas como a questão da homofobia do pai do Félix em “Amor à Vida” que foi um tema muito delicado, mas que ele consegue tratar de um jeito que flui e por isso você vê e acredita e isso é uma grande virtude!

Jéfferson Balbino: Maurinho, porque o público não aceitou o beijo gay de “Babilônia” como aceitou tão bem o beijo gay de “Amor à Vida”?

Mauro Mendonça Filho: Porque o beijo gay de “Amor à Vida” foi construído muito bem ao longo de toda a novela, ou seja, primeiro os personagens foram amados pelo público - você amava o Félix e você amava o Niko, e por isso você queria que os dois se amassem, entendeu? Então foi uma coisa que foi construída de grão em grão e isso resultou no desejo de ver eles juntos, e esse desejo veio de dentro de cada telespectador que assistia “Amor à Vida”. Enfim, foi um desfecho natural ao contrário de “Babilônia” que já partiu direto do beijo gay o que acabou resultando num temor. São questões puramente dramatúrgicas que não tem tanto a ver com a questão conservadora, existe uma reação conservadora, pois existe uma reação liberal e a gente está aí pra colocar as reações liberais mesmo!

Jéfferson Balbino: Você já trabalhou com muitos autores e muitos diretores ao longo de sua carreira na televisão. Qual foi o profissional que trouxe uma maior contribuição para a sua carreira de diretor?

Mauro Mendonça Filho: O Roberto Talma. Grande Robertão...

Jéfferson Balbino: Tem alguma cena que você dirigiu ao longo de sua carreira que foi a mais difícil ou a que mais exigiu seu profissionalismo?

Mauro Mendonça Filho: Eu terminei recentemente de dirigir a série “Dupla Identidade” onde havia uma psicopata que matava friamente e não era nada fácil de dirigir esse tipo de cena. Era muito difícil fazer aquilo...

Jéfferson Balbino: E quando você terminava de gravar as cenas em que o Edu, personagem do Bruno Gagliasso, matava alguém você ainda ficava impressionado com toda aquela crueldade do personagem?

Mauro Mendonça Filho: Sim... Eu ia pra casa com um nó na garganta, mas eu era obrigado a entender aquela frieza do personagem. Algumas das cenas mais difíceis que eu já fiz em toda a minha carreira estavam ali.

Jéfferson Balbino: Até que ponto a nossa querida Rosinha [Rosamaria Murtinho] e o grande Maurão [Mauro Mendonça Filho] contribuíram para você e seus irmãos seguirem a carreira artística?

Mauro Mendonça Filho: Pelo fato de sermos criados nesse ambiente artístico que era um ambiente divertido foi surgindo o interesse, o desejo pela profissão, afinal a minha mãe me levava desde criança para as coxias dos teatros e eu ficava assistindo escondido algumas peças adultas. Ia muito para as gravações de novelas que meus pais faziam. E devia ter nesse meio algum cara que dirigia bem e que me fez querer ser diretor também...

Jéfferson Balbino: Certa vez a Rosinha me disse que tanto ela quanto o Maurão nunca obrigaram você e seus irmãos a seguir a carreira artística... 

Mauro Mendonça Filho: Não... Eles nunca nos forçaram nada...

Jéfferson Balbino: E pelo fato dos seus pais serem dois ‘monstros sagrados’ da dramaturgia brasileira facilitou o seu reconhecimento como profissional?

Mauro Mendonça Filho: Não, pelo contrário, pois a cobrança é maior. Essa carreira é muito difícil e por isso você precisa provar ser muito bom independente de onde você veio e de quem você é filho.

Jéfferson Balbino: E em algum momento da sua vida você chegou a cogitar outra profissão que não fosse à de diretor?

Mauro Mendonça Filho: Nunca tive dúvida, pois aos 15 anos de idade e naquela época de vestibular eu já tinha certeza que queria mesmo é ser diretor, pois desde cedo eu já via muitos filmes.

Jéfferson Balbino: E nunca passou pela sua cabeça ser ator como seus pais e seu irmão? Ou então ser um diretor que também atua, como o Wolf Maya?

Mauro Mendonça Filho: Como profissional não... Só quis ser para entender o ofício e tal... Daí eu fiz alguns cursos, mas vi que eu era péssimo (risos).

Jéfferson Balbino: A Rosinha também me disse que nos trabalhos que vocês fizeram juntos como nas novelas “O Astro” e “Amor à Vida” ela nunca foi a ‘primeira mãe’, pois sempre se portou como uma atriz subordinada às orientações do diretor. Como é dirigir a Rosinha?

Mauro Mendonça Filho: Somos muito profissionais e na hora H o subjetivo dança um pouquinho e eu sou o diretor e ela a atriz, entendeu? E não temos muito tempo a perder, pois temos que colocar outras coisas na frente.

Jéfferson Balbino: Mas é mais fácil ou mais difícil ter que dirigir a própria mãe?

Mauro Mendonça Filho: É mais fácil, pois temos intimidade e isso facilita na hora de dirigir, entendeu? Mas tanto ela como o meu pai na hora H somos todos muito profissionais e é melhor que seja assim, afinal em casa é uma coisa e no trabalho tem que ser outra coisa.

Jéfferson Balbino: E quais foram os trabalhos dos seus pais, em televisão, que você mais gostou?

Mauro Mendonça Filho: Do meu pai: “A Favorita”, “Despedida de Solteiro” e “Cabocla”. E da minha mãe: todos os trabalhos dela nos anos 1970, pois ela estava maravilhosa. Gostei muito dela também em “O Astro”, ela estava muito bem. Gostei muito dela em “O Espigão” e em “Pecado Capital”, enfim os dois têm uma carreira gigante.

Jéfferson Balbino: E você é um diretor severo como foi o lendário Walter Avancini?

Mauro Mendonça Filho: Severo não, mas eu acho que sou um diretor exigente, mas não sou severo não! Meu esquema ainda é o da camaradagem , de falar no ouvido, porém, sou exigente e procuro ficar naquela atmosfera de tirar o máximo de todo mundo, mas sempre na camaradagem.

Jéfferson Balbino: Quando eu entrevistei seu pai, o magistral ator Mauro Mendonça, ele me disse que “é pago para fazer novela e não assistir novela” (risos). Você é um diretor que gosta de assistir novela?

Mauro Mendonça Filho: Concordo com ele (risos), pois eu acho que fazer novela é muito mais divertido do que ver. Não assisto muito novela não!

Jéfferson Balbino: Maurinho, foi uma honra imensurável ter você como entrevistado aqui “No Mundo dos Famosos”, afinal sempre admirei muito seu trabalho, reconheço a enorme importância que você tem na história da teledramaturgia brasileira e também porque possuo um carinho enorme pela sua família, amo demais a sua mãe, tenho um profundo respeito por seu pai e admiro cada vez mais você, o Rodrigo e o João Paulo... Parabéns pela brilhante trajetória profissional, muito mais sucesso e um grande abraço!

Mauro Mendonça Filho: Obrigado Jéfferson, fico muito feliz em ouvir isso. Sucesso pra gente, um abraço!

 

 



Escrito por No Mundo dos Famosos às 11h47
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TV Tudo por Jean Marcos Rivelles

AS REPRISES DO SEGUNDO SEMESTRE


Desde tempos atrás, sempre tomei gosto de saber qual novela antiga iria voltar ao ar, para adocicar as tardes dos telespectadores fiéis de novelas como eu. E há um tempo perdi esse tesão, pois foram pouquíssimas as novelas que deram gosto de ver de novo e matar as saudades. Seja na TV aberta ou fechada.

A salvação vem do Canal Viva, que ano passado fez bonito com a inédita reprise de Dancin Days. Teve também A Próxima Vítima, História de Amor e, sobretudo, A Viagem, fazendo a alegria das tardes do canal. Essa trinca deu recordes de audiência e liderança na TV fechada. Esse ano ainda temos O Dono do Mundo, um fracasso na exibição original em 1991, mas que dá o que falar agora, 24 anos depois. Até porque chega a sua última semana (Fera Ferida vem aí). E Despedida de Solteiro entra no lugar de Tropicaliente, que apesar de ser escolhida a voto público, parece não ter agradado. Para o lugar de Pedra Sobre Pedra, boa escolha feita, em agosto vem Cambalacho.

Seria bom mesmo é se o Viva voltasse a exibir, integralmente, as minisséries, como fazia desde que foi inaugurada há cinco anos.

Saindo das fechadas, falemos da TV aberta. Sobretudo, a Globo e seu Vale a Pena Ver de Novo, que parecia morto com as últimas novelas reprisadas e chegou a ser ameaçada de extinção, com os fracassos recentes de O Profeta e Cobras e Lagartos (estranho...).

Mas quando menos se espera, a sessão ressurge do pó e volta a ficar em evidência. Graças a acertadíssima escolha de O Rei do Gado, anunciada ainda em outubro passado. A novela levantou em pelo menos 5 pontos a audiência do horário e faz a festa dos executivos globais que definiram por sua segunda reprise. E sendo que já havia passado no Viva anos antes. Um sucesso arrebatador.

Com isso, a Globo volta a tratar o Vale a Pena com o carinha que merece desde sua criação, em 1980. Está escolhendo a todo cuidado qual será a substituta de Bruno Mezenga e companhia. Ao que tudo indica, parece que acertará de novo, visto que Por Amor é a mais cotada. Caminho das Índias e Cordel Encantado (recém-lançada em DVD) também estão na disputa. Em breve teremos a resposta.

As reprises não se resumem nas organizações globais para este segundo semestre que bate na porta. O SBT, entendido como é do assunto, vem com Pérola Negra para o lugar de Maria Esperança, para sua quarta exibição. Protagonizada por Patrícia de Sabrit e Dalton Vigh, não fez grande sucesso, mas quando reprisou a primeira vez, em 2004, venceu facilmente a reprise global da época, Deus nos Acuda. Que coisa.

E parece bem limitado o acervo de novelas do SBT. Tramas de grande sucesso e apelo popular, tal como Éramos Seis, nunca passam novamente. Por que será? Só para constar, há chances de Maria do Bairro voltar após A Usurpadora. Ainda é de se ressaltar o sucesso da inédita mexicana Coração Indomável, que chega a marcar expressivos dez pontos, vencendo com sobras a Record.

Eu disse Record? Sim, a Record exibe o enfadonho Programa da Tarde, em vez de investir num horário de reprises de recentes novelas bem sucedidas do canal, na época que imperava na vice-liderança e ameaçava a Globo. Pois bem, esse tal programa será extinto (aleluia), e novelas poderão pintar nas tardes do canal. Dizem que é para ajudar a melhorar a audiência do Cidade Alerta. Desculpinha boa, não sei se realmente vai funcionar. Mas se tiver novela, qual será? A grande maioria das obras recentes seriam bastante picotadas, por conter muitas cenas inapropiadas para o horário vespertino. Independente disso, seria uma boa rever novelas do naipe de Amor e Intrigas e Chamas da Vida. Ou por que não Vidas em Jogo, último sucesso da emissora?

Eis então os caminhos tomados para a programação de novelas da tarde para o segundo semestre. Quais seriam suas escolhas para cada emissora? O Viva faz bem em reprisar Fera Ferida? Fale sua opinião!


Escrito por No Mundo dos Famosos às 09h14
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