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ARQUIVO - NO MUNDO DOS FAMOSOS
 


Entrevista Especial com JOANA FOMM

 

A “Entrevista Especial” de hoje aqui “No Mundo dos Famosos” é com um dos maiores nomes da dramaturgia brasileira. Ela nasceu em BH, porém, radicou-se no Rio. Esteve, desde a infância, ligada à arte de representar. Fez estreia no Cinema no ano de 1962, e na TV, em 1964. E esta desde sempre no sagrado palco do Teatro. No que diz respeito à teledramaturgia brasileira ela sempre será uma sumidade, pois atuou em inesquecíveis novelas, deu vida a marcantes personagens, trabalhou com os maiores novelistas e diretores que o Brasil já conheceu. Minha entrevistada de hoje é a querida e ‘monstruosamente’ talentosa atriz JOANA FOMM.

“Talento? Eu não acho que possuo um talento tão imenso assim (risos). Quero mais!”

(Joana Fomm)

Jéfferson Balbino: O que te motivou a seguir a carreira de atriz? Houve alguma influência nessa escolha?

Joana Fomm: No jardim de infância fui escolhida para fazer uma peça. Estava tudo ótimo. Só que a timidez me fazia falar muito baixo. Acho que aí começou a vontade.

Jéfferson Balbino: Qual a maior experiência que você aprendeu na vida e/ou na arte?

Joana Fomm: Foi ter um filho. O nascimento é um momento inesquecível.

Jéfferson Balbino: Você já deu vida a inúmeras mulheres arrogantes e más na TV. Sente falta de não ter feito mais mulheres boas?

Joana Fomm: Eu fiz mulheres boas. Mas as más fizeram mais sucesso.

Jéfferson Balbino: A propósito, porque você acha que foi mais escalada para fazer vilãs do que mocinhas ao longo de sua carreira televisiva?

Joana Fomm: Depois de “Dancin’ Days” o público me queria má. E, é muito bom "fazer à má".

Jéfferson Balbino: Yolanda Pratini, de “Dancin’ Days”, ou Perpétua, de “Tieta”. Qual delas você considera ser sua obra-prima?

Joana Fomm: A Perpétua, em “Tieta”. Foi o trabalho mais marcante de toda minha carreira.

Jéfferson Balbino: Adorei ver você como a Carmen Maura na novela “Vamp”. Que lembranças você tem dessa personagem? E como foi contracenar com a grande Cleyde Yáconis nesse trabalho?

Joana Fomm: Foi o trabalho que me aproximou das crianças, foi ótimo! E trabalhar com Cleyde foi um privilégio...

Jéfferson Balbino: O que você considera ter sido sua maior contribuição para a história da teledramaturgia brasileira?

Joana Fomm: Todo meu trabalho em teledramaturgia.

Jéfferson Balbino: O que você destacaria de sua carreira teatral?

Joana Fomm: Acho que no início da carreira, vivi uma temporada muito boa no Teatro Santa Rosa sob a direção de Léo Jusi. Uma temporada importante no Teatro de Arena, fazendo pela primeira vez um teatro contemporâneo brasileiro. Também a minha estreia sob direção de Sérgio Cardoso no Teatro Dulcina foi inesquecível, não podia deixar de falar disso.

Jéfferson Balbino: Você é uma atriz que assiste novelas? Quais foram às melhores que já assistiu?

Joana Fomm: Não sei "quais" foram às melhores que já vi, mas sem dúvida as novelas de Dias Gomes são as minhas preferidas.

Jéfferson Balbino: Recentemente você fez uma participação especial na novela “Boogie Oogie”. Fazer essa participação foi uma espécie de revival de “Dancin’ Days”?

Joana Fomm: Não senti “Boogie Oogie” como um ‘revival’ de “Dancin’ Days”, pois foi outro tempo...

Jéfferson Balbino: Quais são seus maiores ídolos?

Joana Fomm: Judy Dench e Vanessa Redgrave. Fui fã ardorosa de Philip Seymour Hoffman - insubstituível.

Jéfferson Balbino: Existe alguma personagem interpretada por outra atriz em novelas que se você pudesse ter tido a oportunidade gostaria de ter feito?

Joana Fomm: Não...

Jéfferson Balbino: A que ou quem você atribui o imenso sucesso da sua carreira?

Joana Fomm: Muito trabalho... Talento? Eu não acho que possuo um talento tão imenso assim (risos). Quero mais!

Jéfferson Balbino: Atualmente você está em cartaz no teatro. O que o público pode esperar desse novo espetáculo?

Joana Fomm: É uma peça divertida, sem grandes pretensões. O público gosta...

Jéfferson Balbino: A propósito... Qual foi o seu trabalho no Teatro que mais lhe deu prazer?

Joana Fomm: “2x Pinter”, dirigida por Ítalo Rossi que foi um gênio de ator!

Jéfferson Balbino: E quando teremos o privilégio de ter ver novamente nas novelas? Tem algum projeto?

Joana Fomm: Não, infelizmente.

Jéfferson Balbino: Foi uma honra entrevistar você que é uma das maiores atrizes brasileiras de todos os tempos. Obrigado por tudo que você fez em prol do oficio e parabéns pela belíssima trajetória profissional. Um afetuoso abraço e muito mais sucesso!

 

Joana Fomm: Um abraço e obrigada...



Escrito por No Mundo dos Famosos às 10h01
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TV TUDO por Jean Marcos Rivelles

 

NOVO ZORRA, VELHOS SÁBADOS

 

O ano de 2015 fica marcado por uma significativa mudança que agrada aos telespectadores mais exigentes. Depois de anos de lamúrias, clamando por mudanças e tudo mais, a Globo finalmente cedeu. Mais ou menos. O "Zorra Total" enfim virou passado. Mais ou menos. Bem mais. Mudou tudo, até retiraram o "total" do nome. Virou só "Zorra".

No ar desde 9 de maio, é um novo formato que já adaptou uma cara bem diferente daquele antigo Zorra, que embora tenha personagens históricos e marcantes, como Severino, Ofélia, as duplas Jajá e Juju, Jorginho e Pedrão, Valéria e Janete, e elenco primoroso do naipe de Paulo Silvino, Jorge Dória (saudades), Fabiana Karla, Marcius Melhem, Leandro Hassum... uma infinidade de talentos que deixaram marcas num programa bastante sem graça e por vezes apelativo. Isso mais pelos últimos anos, porque nos primeiros, a partir de 1999, era ótimo. Sempre nas noites de quinta-feira, depois passou para os sábados.

Sábados onde permanecem desde então. Com ou sem "Total" no seu nome. Fato é que o novo Zorra é novo mesmo. Mudou tudo praticamente. Até aquela filmagem de cinema, comum nas novelas desde 2012, foi implantada. E um elenco repaginado, com o reforço de Dani Calabresa, por exemplo.

De bom ficou o primeiro programa, ajudado pela alta expectativa se realmente as mudanças correspondiam. Destaque para o musical do início do mesmo, onde, categoricamente, zombou de artistas que "iriam para a geladeira, ou a RedeTV!". Que cutucada monstruosa. Claro que a RedeTV respondeu depois, dentro do programa "Encrenca", exibidos aos domingos, zombando a Globo por, ao exemplo, ceder diversos ex-BBBs ao canal 9 de São Paulo.

No mais, esquetes rápidas e objetivas. Algumas ótimas, engraçadas, mas outras não. Pelo menos, tudo sem apelar muito. O mais legal, desde então, e ficar ao estilo parecido com o elogiado "Tá no Ar", do marido de Dani Calabresa, Marcelo Adnet.

Não tenho acompanhado os últimos Zorras. Mas ao pouco que vi, posso dizer que, pelo menos, esse novo formato melhorou o Q de qualidade humorística que a Globo pede para seu entretenimento. É melhor que o combalido Zorra dos últimos tempos. Se fará sucesso daqui para frente, só o tempo dirá.

 

Uma coisa é certa. As chamadas com o jargão "quem sair de casa na noite de sábado vai ter que se explicar" não colou nem um pouquinho.



Escrito por No Mundo dos Famosos às 15h05
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COMPARAÇÃO por Rômulo Diniz

 

Para comemorar os trinta anos da novela de maior sucesso do país, hoje iremos comparar e lembrar não só essa, mas a sua primeira versão que foi censurada. Com vocês, o comparativo de Roque Santeiro.

Asa Branca, cidade conhecida por não se encontrar no mapa, mas também pela lenda do homem que defendeu a cidade do bandido navalhada, porém, tudo não passava de uma crendice criada pelos poderosos políticos do local para manter sua fortuna explorando a fé alheia.

Quando a primeira versão foi produzida, em 1975, a visão do autor era revolucionar a trama com algo realista, mostrar o país como ele é, além de ser a primeira novela das oito a ter cores, o elenco estava pronto, a produção prometia e o texto na ponta da língua, até a censura descobrir que a novela se tratava da peça de teatro O Berço do Herói que havia sido censurada, nesse ponto, o autor achava que poderia enganar os militares, apesar dos cortes já previstos pelos censores, eles descobriram as intenções dele e trataram logo de censurar a trama, causando certo prejuízo até a estreia da novela inédita - Pecado Capital – escrita pela mestra Janete Clair.

Dez anos depois, em 1985, finalmente podemos ver uma versão de Roque Santeiro, dessa vez, feita com a parceria do autor Aguinaldo Silva. Dias Gomes escreveu alguns capítulos e Aguinaldo escreveu a maioria, claro, causando um desentendimento entre eles, mas tudo porque a trama foi febre por onde passou.

Betty Faria estava cotada para ser a Porcina e Francisco Cuoco seria Roque  na primeira versão, mas acabaram sendo remanejados para Pecado Capital por conta da censura. Em 1985, Regina Duarte interpretou uma das melhores personagens da sua carreira: a viúva Porcina e fez uma dupla hilariante com Sinhozinho Malta, feito pelo grande ator Lima Duarte, além do saudoso José Wilker, perfeito como Roque.

Além de Lima Duarte, Elizângela fez parte das duas versões, na primeira seria Tânia (em 1985 o papel ficou com Lídia Brondi) e na segunda versão voltou como Marilda.

Um retrato ácido e crítico, porém, divertido e prazeroso de se ver, um elenco digno com direção impecável e texto de dois grandes autores inspirados, a trama também revelou várias estrelas, como Patrícia Pillar e Cláudia Raia, e mostrou o poder da dramaturgia da TV Globo.

No cinqüentenário da emissora, Roque Santeiro será sempre lembrada pela originalidade e qualidade em volta para um país em crise, mantendo vários assuntos taxados como atuais para os nossos dias...

 

Espero que tenham gostado da análise e até semana que vem!



Escrito por No Mundo dos Famosos às 14h59
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TAPETE VERMELHO por Andrew Monquelat

DALTON VIGH

O ator que homenagearei hoje aqui no “Tapete Vermelho” do “No Mundo dos Famosos” é o talentoso Dalton Vigh que estará em dose dupla na nossa telinha a partir dessa segunda (29) já que reestréia a novela “Pérola Negra”, no SBT.                                           

Nascido no Rio de Janeiro em 10 de Julho de 1964, Dalton estreou na TV na extinta Rede Manchete com a novela “Tocaia Grande”, em 1995. Ainda na mesma emissora fez “Xica da Silva”, em 1996. Porém, o auge de sua carreira veio com o Tomás, o mocinho cafajeste de “Pérola Negra”, em 1998, no SBT. Na trama o galã fez uma bela dupla com a atriz Patrícia de Sabrit e ainda repetiu a excelente parceria em 2000, dessa vez na Rede Record com a novela “Vidas Cruzadas”. Em 2001 fez o vilão Said de “O Clone”, na Globo, e em 2006, viveu o vilão Clóvis em “O Profeta” que era um vilão sem escrúpulos que trancava a própria esposa, Sônia (Paola Oliveira), no sótão de sua casa. Em 2007, fez Marconi Ferrado/Adalberto Rangel o protagonista da novela “Duas Caras”. Na Globo ainda fez Renê em “Fina Estampa”, no ano de 2012. Por coincidência do destino, atualmente dá vida a outro Tomás na novela das sete “I Love Paraisópolis”, ou seja, teremos o Dalton Vigh, a partir da próxima semana, vivendo dois Tomás... 



Escrito por No Mundo dos Famosos às 14h54
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