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ARQUIVO - NO MUNDO DOS FAMOSOS
 


Entrevista Especial com ALESSANDRO MARSON

 

Hoje eu entrevisto aqui “No Mundo dos Famosos” um dos colabores de “A Regra do Jogo”, a nova novela das nove da TV Globo. Ele conta tudo sobre a nova trama escrita por João Emanuel Carneiro, conta ainda como foi colaborar no fenômeno “Avenida Brasil” e ainda tudo que envolve o oficio de escrever telenovelas. A “Entrevista Especial” de hoje é com o querido e talentoso ALESSANDRO MARSON.

“Eu sempre digo que um autor de novelas é uma grife, se você está trabalhando para um autor você tem que escrever da forma que ele escreveria aquela determinada cena que você está escrevendo...”

(Alessandro Marson)

Jéfferson Balbino: Querido, o que o público brasileiro ainda pode esperar da novela “A Regra do Jogo”? Vai ser melhor que “Avenida Brasil” (risos)?

Alessandro Marson: Essa é uma pergunta muito difícil (risos), pois são novelas muito diferentes. “Avenida Brasil” era uma novela intimista, focada muito em sentimento, em vingança. Já “A Regra do Jogo” é uma novela de ação, ela tem muita ação, diferente de “Avenida Brasil” que tinha aquele núcleo familiar que se passava no subúrbio já essa é uma favela. Acho “Avenida Brasil” uma novela muito interna e “A Regra do Jogo” uma novela muito externa... Enfim, são novelas muito diferentes e por isso é muito difícil comparar, mas acho que o público pode esperar uma excelente novela, porque não me lembro de nunca ter visto uma novela nesse estilo, a forma como ela está sendo dirigida através de uma forma totalmente nova, ou seja, além da novela ter uma história sendo contada, ela está sendo contada de uma forma nova, chega a ser um certo clichê, mas não parece novela de tão boa que ficou, parece que você está vendo outra coisa...

Jéfferson Balbino: O fato de a novela abordar no enredo cenas e tramas de violência, assim como “Babilônia”, a antecessora no horário, pode assustar e, conseqüentemente, afugentar os telespectadores da novela?

Alessandro Marson: É sempre um risco que a gente corre, mas pra mim, tudo é “perdoável” quando é justificável na história e no nosso caso a violência – se é que há violência – é necessária para contarmos a história, porém acho que a coisa é muito mais insinuada do que explicita.

Jéfferson Balbino: eu li na sinopse da novela que o personagem do Dú Moscovis é um gay enrustido. Teremos um beijo gay em “A Regra do Jogo”? Como será abordada essa questão?

Alessandro Marson: No ponto da novela que a gente está escrevendo, que ainda está muito no começo, o fato dele ser gay não influencia nada a trajetória dele. É um elemento. Geralmente, quando alguns dramaturgos trabalham com gays, o personagem é o gay e toda característica dele gira em torno disso, mas o personagem do Dú não, ser gay é só um aspecto da vida dele que em algum momento terá uma conseqüência. Portanto o personagem dele não esta na novela para viver um romance gay, mas como novela é obra aberta a gente não sabe o que pode vir.

Jéfferson Balbino: A equipe de roteiristas de “A Regra do Jogo” é praticamente a mesma de “Avenida Brasil”, né?

Alessandro Marson: Não... De “Avenida Brasil” têm eu, a Thereza Falcão e o Antônio Prata que fizemos juntos “Avenida Brasil”. E, além da gente têm a Paula Amaral, o Claudio Simões e o Fábio Mendes que não fizeram “Avenida Brasil”.

Jéfferson Balbino: O fato de vocês terem feito “Avenida Brasil” com o João Emanuel [Carneiro] facilita o entrosamento de vocês para contar essa nova história?

Alessandro Marson: Facilita sim, porque quando você é colaborador você tem que mimetizar o estilo do autor. Por exemplo, quando eu trabalho com a Duca [Rachid] e a Thelma [Guedes] eu escrevo de um jeito, quando eu trabalho com o [Walther] Negrão eu já escrevo de outro jeito... Eu procuro escrever da forma que eu imagino que aquele determinado autor escreveria, porque a obra é dele e eu estou apenas colaborando. Então o fato de eu já ter feito uma novela com o João acho que já cheguei mais pronto para colaborar com ele nessa.

Jéfferson Balbino: O maior desafio de um colaborador de novelas é se adaptar ao universo dramatúrgico de cada autor com que você trabalha?

 

Alessandro Marson: Sem dúvidas, Jéfferson. Eu sempre digo que um autor de novelas é uma grife, se você está trabalhando para um autor você tem que escrever da forma que ele escreveria aquela determinada cena que você está escrevendo. Se eu for escrever uma novela minha, espero que um dia eu escreva uma novela minha (risos), eu vou tentar imprimir um estilo próprio. Os bons autores conseguem imprimir seus próprios estilos então ao você trabalhar com um bom autor você irá tentar fazer algo para que ele aprove e por isso você tem que escrever como ele escreveria.



Escrito por No Mundo dos Famosos às 20h59
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Entrevista Especial com ALESSANDRO MARSON

 

Jéfferson Balbino: As novelas das nove da Globo procura focar muito os temas sociais, a realidade brasileira nua e crua, ao contrário das novelas das seis que continua apostando em histórias mais leves, romanceadas... Você acha que as novelas das nove tem que ter essa pegada social? Como você avalia esse atual cenário da teledramaturgia brasileira?

Alessandro Marson: Eu acho, Jéfferson, que as coisas podem em muito pouco tempo mudar tudo. Por exemplo, você pode ver uma série pelo Netflix a qualquer hora do dia, é você que resolve. Então essa coisa de grade programação vai sendo aos pouco alteradas. É claro que a gente deve respeitar a classificação indicativa e por isso a novela das seis tem que ser mais ingênua, a novela das nove que já é quase novela das dez (risos) já pode falar de várias coisas e o público espera isso: um romance as seis, um humor as sete e uma novela mais realista as nove.

Jéfferson Balbino: Você como profissional do meio, acredita que a novela das nove precisa ter essa responsabilidade social? Esse cunho social de maneira tão estridente?

Alessandro Marson: Acho que não tem que ter... A novela tem que contar uma boa história antes de tudo, porém, acho que dá para você aproveitar o espaço que você tem – do tamanho que a novela das nove tem – para fazer o bem para as pessoas, através de campanhas esclarecedoras, para conscientizar as pessoas, para tentar fazer uma sociedade mais justa, melhor, igualitária. E qualquer tentativa de fazer isso, é válida!

Jéfferson Balbino: E você tem algum projeto de estrear como autor - titular?

Alessandro Marson: Olha Jéfferson, a gente sempre tem... Eu trabalho muito com a Thereza Falcão, a gente tem alguns projetos, mas até março ou abril de 2016 a gente esta focado somente na novela.

Jéfferson Balbino: E você tem escrito para outros veículos também, né?

Alessandro Marson: Eu escrevo, freqüentemente, para teatro. Esse ano também fiz um longa-metragem que será lançado no começo do ano que vem que se chama “apaixonados”, inclusive com a Roberta Rodrigues, a Nanda Costa, o Raphael Vianna, o João Baldasserini estão no elenco, uma galera bem bacana. É um longa legal... E estou fazendo com a Thelma Guedes um musical muito legal que deverá estrear no segundo semestre do ano que vem com as Olimpíadas, um musical sobre Bossa Nova.

Jéfferson Balbino: Você que escreve para os três veículos tem preferência por um em detrimento de outro? Ou escreve para todos os veículos com a mesma paixão?

Alessandro Marson: Eu venho de teatro, comecei sendo ator de teatro, depois fui para a televisão para fazer uma novela no SBT, era um remake da novela “Meus Filhos, Minha Vida” com a Irene Ravachi, o [Gianfrancesco] Guarnieri, a Ana Paula Arósio que era a novela “Razão de Viver”. Eu gosto de escrever para teatro, porém, é praticamente impossível você conseguir viver de teatro, então a televisão é meu ganha pão. E aprendi a gostar de escrever para televisão e o que me fascina na televisão é a rapidez, pois você escreve uma cena e alguns dias depois já vê, diferentemente do cinema que você escreve e vai ver depois de um ano... E tem também o numero de pessoas que você alcança ao escrever para televisão, então é muito bom escrever para televisão, pois é um meio muito poderoso.

Jéfferson Balbino: O horário nobre da TV aberta brasileira está cada vez mais acirrado no quesito audiência, pois temos a Record que vem obtendo uma audiência impressionante com a novela “Os Dez Mandamentos” e o Sbt com uma audiência mais modesta, porém, significante com a novela infantil “Cúmplices de um Resgate”... Enfim, você é um autor que se preocupa com a audiência?

Alessandro Marson: Quando eu escrevo uma cena eu tenho alguns filtros que uso, como se eu poderia assistir uma determinada cena com a minha avó (risos)... Eu procuro sempre ser o mais claro possível e detesto autores que pensam que o público é burro, que não tem sutileza, que não possui clareza... Então a gente tem que saber dosar tudo isso e sempre fazer a cena da melhor maneira possível para atrair a audiência esperada.

Jéfferson Balbino: Já aconteceu de você escrever uma cena maravilhosa e o mérito ir todo para o autor titular? Caso sim, isso te frustra quando acontece?

Alessandro Marson: Não... Eu trabalho com 4 autores fixamente e eles são tão generosos, dão tanto crédito pra gente que não tem isso. A Duca, a Thelma, o Negrão e o João sempre foram generosos comigo e não são como alguns autores que assumem todo o mérito pra si próprio. Dei muita sorte de trabalhar com eles...

Jéfferson Balbino: E você é um autor que assiste novelas?

Alessandro Marson: Às vezes... Eu assisto novela quando eu gosto...

Jéfferson Balbino: E quais foram às melhores novelas que você assistiu?

Alessandro Marson: Ah teve várias... Gosto muito das novelas de humor. Todas de humor dos anos 1980 e 1990 do Cassiano [Gabus Mendes] e do Silvio [de Abreu] eu gostei muito de assistir, pois foram novelas que me fizeram ter vontade de trabalhar com isso, como: “Ti Ti Ti”, “Elas por Elas”, “Cambalacho”, “Guerra dos Sexos”, “Sassaricando”... É o estilo que gosto: mistura de aventura, humor e romance. Tanto que eu acho que quando eu for um autor - titular eu irei para o horário das sete.

Jéfferson Balbino: E se você pudesse escrever um remake de algum desses clássicos que você assistiu, qual seria?

Alessandro Marson: “Elas por Elas”, do Cassiano. Eu adoro essa novela!

Jéfferson Balbino: Querido, foi uma honra ter você como entrevistado aqui “No Mundo dos Famosos”, abraço e muito mais sucesso!

Alessandro Marson: Obrigado, Jéfferson!

 

 



Escrito por No Mundo dos Famosos às 20h59
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TV TUDO por Jean Marcos Rivelles

AS PRAGAS QUE FAZEM O ÁPICE DO SUCESSO: OS DEZ MANDAMENTOS ASSOMBRA A CONCORRÊNCIA!

 

Acabou a paz. Para a concorrência, é claro, pois A RECORD VOLTOU AOS HOLOFOTES DA AUDIÊNCIA. E escrevo em maiúscula mesmo, pois a concorrência está aterrorizada com o grande êxito que a novela "Os Dez Mandamentos" alcança desde sua estreia, em 23 de março. No tempo em que consolidou o segundo lugar no horário das 20h30, poucas vezes foi ameaçada, especialmente pelo SBT, cujas novelas infantis, apesar do terceiro lugar, ainda alcançam facilmente dois dígitos.

Falando do que interessa, o êxito vem desde seu começo, mas o auge chegou a partir de 31 de agosto. Precisamente, quando a Globo estreou sua aguardadíssima nova novela das nove, "A Regra do Jogo" (que vai sofrer para emplacar), na tentativa de driblar a crise herdada pelo fiasco "Babilônia". Mas é uma difícil missão, afinal o público simplesmente abandonou o canal carioca em seu principal horário, diante de histórias pesadas e enfadonhas. No próximo post explico melhor o que penso sobre a trama de João Emanuel Carneiro. Estou gostando do que vi, mas...

Agora sim, falando do que interessa NESSE post (não vou mais desviar do assunto), "Os Dez Mandamentos" é o maior acerto da Record em tempos. A emissora demorou demais para entender que tal horário era "o melhor" para conquistar bons índices de audiência. Decisão acertadíssima do canal. Tardou, mas não falhou. E claramente, não se esperava índices tão altos como agora. Os primeiros meses oscilavam entre 12 e 14 pontos, com alguns recordes de 16.

Mas desde a data citada acima, foram recordes atrás de recordes. Atingiu-se a casa dos 20 pontos de média, encostando na principal novela global. Quer mais feito histórico? Nesta sexta, veio a VITÓRIA dos mandamentos (ironia ou não, a antecessora se chamava "Vitória"). Por 12 minutos, deixou a Globo amargando o segundo lugar, mesmo com alguns décimos de diferença. Uma façanha!

E o porquê de todos esses feitos? Mais do que a novela impressionar pelas belas imagens do Egito Antigo, pelo bom elenco apresentado, é a chegada da esperada fase das pragas. Por coincidência, iniciada junto com a estreia da concorrente. Segundo a autora Vivian de Oliveira, já estava programada para tal data. Diante do sucesso estrondoso, essa fase pode ser estendida por mais um tempo. A trama está com previsão de acabar em novembro, para dar lugar à "Escrava Mãe", uma novela de época.

Sobre essa fase, está na história bíblica original que explica os mandamentos. São dez pragas que assolaram todo o Egito Antigo. As três primeiras já foram ao ar. Primeiro, a água do Rio Nilo se transforma em sangue, como pode ser visto na foto acima, com a egípcia Nefertari (Camila Rodrigues). Chocante! Nessa praga, representada pelas lágrimas da deusa Ísis, não há mais água purificada. Por causa dessa transformação súbita, tem-se a segunda praga, as rãs que saem do Rio Nilo e se multiplicam pela cidade. A terceira se trata dos piolhos, que atingem não apenas os cabelos dos deuses e sacerdotes, como o corpo todo, tornando-os impuros. Devastação total. E faltam mais sete pragas, sendo que a quarta já começou no capítulo de sexta: moscas!

As próximas pragas vão de úlceras até a morte dos primogênitos, passando por granizos e gafanhotos. Todos os personagens serão diretamente afetados.

Explicadas as pragas, que são o motivo do atual sucesso de audiência, deixo minha opinião sincera. Apesar de NÃO assistir assiduamente, pois nesse horário vejo "Cúmplices de um Resgate" (boa escolha?), "Os Dez Mandamentos" está sendo um primor a parte. Do elenco destaco as atuações dos protagonistas, Guilherme Winter (Moisés) e Sérgio Marone (Ramsés). E destaca-se a competente autora Vivian de Oliveira, que iniciou as produções bíblicas da Record. É só lembrar que desde 2010 elas dão o tom no horário nobre, sendo minisséries. Já vimos "A História de Ester", "Sansão e Dalila", "Rei Davi", "José do Egito" e "Milagres de Jesus". As duas últimas foram mais para seriados, já que eram exibidas uma vez por semana. "Os Dez" é a primeira história bíblica a ser NOVELA. E novela das boas, para marcar época.

Agora a missão da Record é manter a marca de um sucesso conquistado com esta obra-prima, e esperar ver se "Escrava Mãe" também será sucesso.

E o "Jornal Nacional", podemos dizer, "já era".

 

 

 



Escrito por No Mundo dos Famosos às 15h03
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