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ARQUIVO - NO MUNDO DOS FAMOSOS
 


Entrevista Especial com MARCELLO NOVAES

 

O entrevistado de hoje “No Mundo dos Famosos” é um dos grandes destaques de “A Regra do Jogo”, a novela das nove da TV Globo. Ele já viveu memoráveis personagens tanto no drama quanto na comédia e em cada trabalho reforça cada vez mais seu talento que tanto nos fascina. A “Entrevista Especial” que eu trago pra vocês é com o querido ator MARCELLO NOVAES.

“Cada vez que eu saio de um personagem eu fico cada vez mais verdadeiro comigo mesmo, no meu entendimento, no meu desenho da vida, na minha personalidade”...

(Marcello Novaes)

Jéfferson Balbino: Embora seja personagens criados pelo mesmo autor, o João Emanuel Carneiro, o Vavá é o oposto do Max, né?! O que o público ainda pode esperar desse personagem?

Marcello Novaes: Ele é bem diferente do Max. O Vavá marca a minha volta para a comédia. O Max também vivenciava situações cômicas, mas não era um personagem cômico e sim tragicômico. Já o Vavá é completamente cômico e o oposto do Max.

Jéfferson Balbino: É perceptível sua felicidade com esse novo personagem (risos)...

Marcello Novaes: O João me deu o presente de voltar à comedia. E esta sendo um desafio me readaptar a esse estilo que exige muito do ator. E sim, estou muito feliz (risos).

Jéfferson Balbino: E como foi o processo de composição do Vavá?

Marcello Novaes: Então ele é um personal traineer... E, por isso fiz pouco laboratório, pois o foco do personagem não está em cima da profissão dele, mas sim pela comédia. E como eu sempre fiz muita atividade física e como ele dá aula pra idosas ficou muito fácil compor o Vavá.

Jéfferson Balbino: Embora você tenha me falado que foi um desafio voltar para comédia, você fez toda a escola do [Carlos] Lombardi visto que atuou em várias novelas do autor, como: “Quatro por Quatro”, “Vira Lata” e “Uga Uga”. Porque está achando um processo dificultoso essa sua volta ao gênero?

Marcello Novaes: É porque eu comecei fazendo comédia e agora estou há muitos anos sem fazer comédia e daí deu uma esfriada (risos).

Jéfferson Balbino: Já o Max de “Avenida Brasil” era um personagem extremamente complexo, né?

Marcello Novaes: O Max era de muita complexidade, porque ele tinha drama e comédia misturada. Ele tinha um passado obscuro que o tornava um personagem verdadeiro diferente do Vavá que é um personagem que dá pra gente brincar com ele...

Jéfferson Balbino: Você credita que “A Regra do Jogo” ficará marcada pelo assim como aconteceu com “Avenida Brasil”?

Marcello Novaes: Acho que sim!

Jéfferson Balbino: Mesmo não tendo ainda se aproximado do patamar de audiência conquistado por “Avenida Brasil”?

Marcello Novaes: Creio que o João [Emanuel Carneiro] pesou mais a mão em “A Regra do Jogo”, mas ainda assim é uma novela de muita qualidade.

Jéfferson Balbino: Você acredita que o motivo que prejudicou a audiência de “A Regra do Jogo” tenha sido o excesso de violência no roteiro?

Marcello Novaes: Então Jéfferson, eu não sou um grande entendedor de roteiro, o que posso te dizer é que acho “A Regra do Jogo” uma novela de peso e com uma história ótima por trás. É uma historia pesada, mas muito boa.

Jéfferson Balbino: Porque em “Babilônia”, a novela que antecedeu “A Regra do Jogo”, a violência atrapalhou a audiência da trama...

Marcello Novaes: Eu não assisti Babilônia, pois quase não assisto novela. Mas em “A Regra do Jogo” é um peso justificável. Mas eu sou do lado leve da novela. Já em “Avenida Brasil” eu já estava do lado pesado.

Jéfferson Balbino: Você já deu vida aos mais variados tipos de personagens... Ainda existe algum tipo especifico que você almeja fazer?

Marcello Novaes: Tem muitas coisas... Às vezes eu vejo algum personagem e vejo que é próximo de algum que fiz há algum tempo. Às vezes tive medo de esgotar o repertório de tipos de personagens que já fiz. Mas agora quero seguir com personagens cômicos, quero ficar mais na comédia até porque você leva aquela leveza pra sua casa. Estou me sentindo muito bem com a minha volta à comédia.

Jéfferson Balbino: Então você não tem um tipo de personagem que sonha em interpretar?

 

Marcello Novaes: Ah gostaria de fazer personagens com doenças psíquicas, como psicopatas, doentes mentais. E também um cadeirante...



Escrito por No Mundo dos Famosos às 14h15
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Entrevista Especial com MARCELLO NOVAES

 

Jéfferson Balbino: O que é mais gratificante na carreira de ator?

Marcello Novaes: Eu acho que o ator tem esse barato de pesquisar e viver outras vidas e isso você vai acatando cada vez mais e sendo cada vez mais você...

Jéfferson Balbino: E como você se sente quando acaba um trabalho e tem que deixar o personagem que te acompanhou durante algum tempo?

Marcello Novaes: Cada vez que eu saio de um personagem eu fico cada vez mais verdadeiro comigo mesmo, no meu entendimento, no meu desenho da vida, na minha personalidade...

Jéfferson Balbino: Outro trabalho marcante de sua carreira foi o delegado Dias na série “Dupla Identidade”. Como você trabalhou o perfil psicológico desse personagem?

Marcello Novaes: A pesquisa que fiz tanto para o Max em “Avenida Brasil” quanto para o Dias em “Dupla Identidade” foi barra pesada, porque é muito difícil ver a morte de uma maneira natural, chega a ser cruel... Acho que não conseguiria viver uma vida daquela. Não saberia e não seria bom nisso...

Jéfferson Balbino: E tem algum personagem que você tem um carinho muito especial?

Marcello Novaes: O Raí, o Max e o Timóteo que foi um personagem que eu criei especialmente para as crianças.

Jéfferson Balbino: Então o Timóteo que você fez na novela “Chocolate com Pimenta” você fez voltado para as crianças?

Marcello Novaes: Sim... Fiz uma cena para meus filhos que gostaram e eu disse que eu faria para as crianças, mesmo sendo um personagem de risco com muita informação e que eu poderia ter me dado mal.

Jéfferson Balbino: Você já trabalhou com diversos autores, como Gilberto Braga, Walther Negrão, Silvio de Abreu, Carlos Lombardi, Lauro César Muniz, Glória Perez, Walcyr Carrasco, Duca Rachid, entre outros. É difícil se adaptar ao estilo dramatúrgico de cada novelista?

Marcello Novaes: Eu acho que você tem que respeitar, acreditar e entender o autor, porque daí fica mais fácil fazer o personagem que ele escreve para você.

Jéfferson Balbino: Qual você considera ser a obra-prima de sua carreira?

Marcello Novaes: É difícil, porque o que eu não sabia, por exemplo, na época do Raí hoje eu já sei, portanto o faria totalmente diferente, com outro suporte... É muito difícil, pois cada época tem o personagem ideal e por isso eu gostaria de refazer todos.

Jéfferson Balbino: Querido, obrigado por conceder essa entrevista ao “No Mundo dos Famosos” foi uma honra ter você como entrevistado. Muito mais sucesso e um grande abraço!

 

Marcello Novaes: Obrigado você Jéfferson. Foi um prazer ter dado essa entrevista, abraço!



Escrito por No Mundo dos Famosos às 14h04
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TV Tudo

HORÁRIO DE VERÃO, O TERROR DA TV BRASILEIRA

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É amigos, ele chegou de novo! No último domingo entrou em vigor mais um horário brasileiro de verão, que é implementado anualmente no Brasil desde os anos 80. Desde 2008, sempre passou a começar no terceiro domingo de outubro, indo acabar em fevereiro do ano seguinte, também no terceiro domingo (exceto quando este domingo coincide com o Carnaval, o que acarreta uma semana a mais do famigerado horário, como ocorreu em 2015). Ele gera uma economia anual de, ao menos, 4% de energia elétrica em todos os Estados que aderem o período, nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Bahia e Tocantins também adotavam antigamente ao horário, mas "pularam fora".

E o que o horário de verão pode ser ruim para a televisão brasileira? Simplesmente pelo fato do verão estar se aproximando, e assim o número de televisores desligados aumentam drasticamente, o que rende a queda de audiência. Principalmente na época de Natal e Ano Novo. Nada desesperador, porque é a coisa mais comum do mundo televisivo.

O ocaso é que, nesses últimos anos, com a mudança da medição de audiência aferida pelo Ibope, os números apresentam quedas após quedas, e como a previsão de que o próximo verão será o mais quente da história (como foi os últimos dois!), é bom preparar o sinal vermelho para cada emissora, porque tudo tende a cair. Ou pelo menos quase tudo.

Pior do que ver tais números é também ter que mudar a grade de programação em regiões que não seguem o horário de verão, no caso, Norte e Nordeste. Como há casos de não mudarem nada, sobretudo TV fechada, o seu programa favorito acaba começando uma hora mais tarde que o habitual.

Visando esse contratempo, destaco a medida tomada pela Globo desde 2008, com a criação da Rede Fuso, vigente em todos os períodos recentes de horário de verão. Exemplifica-se, no Nordeste, que o Jornal Nacional vai ao ar após o telejornal local e, aí sim, entra a novela das sete, precisamente às 20h15, 20h30, e em seguida a novela das nove, que no horário de verão está começando simultaneamente. É bem confuso, mas funciona.

A confusão chega aos telejornais nacionais. O Jornal Hoje, por exemplo, não é exibido ao vivo para as regiões sem o horário. Entra no ar pouco após a versão ao vivo (mesmo) acabar para as regiões com o horário.

Para confundir mais ainda a explicação, se liguem no que ocorreu no dia 9 de janeiro neste ano. A França vivia momentos de tensão no combate a ataques terroristas, que haviam matado 12 pessoas, na sede de um jornal satírico. A Globo, em cadeia nacional, interrompeu a programação normal para anunciar que tais terroristas foram capturados e mortos. E para as regiões Norte e Nordeste, cada qual com horário diferente do de Brasília (no Acre, por exemplo, são três horas a menos), foi usada a vinheta do "Plantão".... dentro do Jornal Hoje! Isso gerou burburinho nas redes sociais.

E por isso penso... Com ou sem horário de verão para tal local, não era mais fácil adequar a programação regional para que se possa exibir, igualmente, em todo o Brasil, o mesmo conteúdo? Seja ao vivo, seja gravado, poderia haver essa solução.

Enquanto não há, o jeito é aproveitar o calorão.

 

HOMENAGENS

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Para encerrar, abro espaço para homenagens a artistas que "viraram estrelas no céu".

Em menos de uma semana, duas perdas irreparáveis para a nossa dramaturgia. No último dia 14, morreu o ator, diretor, cantor, apresentador... o showman, pronto! Luiz Carlos Miele, aos 77 anos, nos deixou repentinamente, ainda em plena atividade, que chegava a 67 anos de carreira. Dirigiu diversos espetáculos de bossa nova, com participações de cantores como Roberto Carlos, participou de diversos programas musicais e entretenimento. Até apresentou o "Cocktail", no SBT, em 1991.

Recentemente, fez a novela "Geração Brasil", integrou o elenco da última "Dança dos Famosos" e fez peças de teatro. Sua última aparição foi no programa "Tomara que Caia".

 

E no dia 20, aos 80 anos, Yoná Magalhães se despediu de nós. Ela estava internada havia um mês, e infelizmente não se recuperou. Yoná foi a primeira mocinha de novelas da Globo, na novela "Eu Compro essa Mulher". E atuou em diversas novelas da casa, como "Roque Santeiro", "Tieta". "Vida Nova", "A Padroeira"... para mim seu melhor trabalho foi em "Senhora do Destino", como a tresloucada Flaviana, sogra de Giovanni Importta, do também saudoso José Wilker.

Seu último trabalho foi "Sangue Bom".

 

 



Escrito por No Mundo dos Famosos às 12h42
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