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ARQUIVO - NO MUNDO DOS FAMOSOS
 


Entrevista Especial com ZEZEH BARBOSA

 

Hoje chega ao fim a novela “I Love Paraisópolis” e a nossa “Entrevista Especial” é com uma das atrizes que brilharam no elenco dessa trama que já é inesquecível. Ela descobriu que gostava de atuar por intermédio de seu irmão que a escalou para uma peça infantil por não encontrar outra criança para atuar e aí pegou gosto pela coisa e não parou mais de atuar. Enfrentou todos os obstáculos que todo ator em inicio de carreira enfrenta, porém, como é uma grande guerreira enfrentou e superou todos os obstáculos que a vida lhe impôs, inclusive, um câncer. Em sua marcante galeria de personagens têm tipos impagáveis como a Latoya de “A Lua me Disse” e tipos que nos tocaram pela emoção como a Conceição em “Malhação”. É com muita honra que o “No Mundo dos Famosos” recebe como entrevistada a grande e querida atriz ZEZEH BARBOSA.

“Eu acho o preconceito à arma mais baixa que existe”...

(Zezeh Barbosa)

Jéfferson Balbino: Querida, começa nos falando como surgiu seu interesse pela carreira de atriz...

Zezeh Barbosa: Então Jéfferson, o meu irmão mais velho tinha um grupo de teatro e eu, aos 8 anos, como era muito próxima à ele acabei indo fazer um espetáculo chamado “O Negrinho do Pastoreio”, um texto muito antigo, acabei fazendo essa peça porque ele não encontrou outra criança. Foi aí que eu descobri que gostaria de ser atriz...

Jéfferson Balbino: O seu irmão é ator?

Zezeh Barbosa: Não... Hoje em dia ele é professor. Essa peça era de um grupo amador da Escola. Nos apresentamos umas três vezes...

Jéfferson Balbino: Podemos dizer que seu irmão foi uma espécie de mentor pra você seguir essa profissão?

Zezeh Barbosa: Digamos que ele facilitou essa escolha. Pois, a ocasião propiciou muito e confirmou o que eu queria seguir.

Jéfferson Balbino: E você também passou por todas aquelas imensuráveis dificuldades que todo ator em inicio de carreira atravessa?

Zezeh Barbosa: Passei... Como eu tinha 13 irmãos, e meu pai era mecânico e serralheiro, a minha mãe não trabalhava pra fora, eu não tinha dinheiro e teve uma época que meu pai ficou muito doente e eu tive que ir trabalhar desde os 9 anos de idade e não parei mais, pois até hoje trabalho – graças à Deus, mas lembro que todos os cursos que eu fiz foram os que a Prefeitura dava e que eu pedia bolsa, pois não tinha condição de pagar. Fiz a Escola de Teatro Macunaíma e eu trabalhava no guarda-roupa da escola para poder pagar a mensalidade, porque eu não tinha dinheiro.

Jéfferson Balbino: Esses cursos que você cita foram pela Prefeitura de Osasco?

Zezeh Barbosa: Sim, a minha cidade.

Jéfferson Balbino: Sua estreia em novelas foi em “Brasileiras e Brasileiros”, lá no SBT, né?!

Zezeh Barbosa: Eu comecei a trabalhar na TV graças à Escola de Arte Dramática que eu fiz na USP, pois os produtores da TV Cultura iam lá procurar calouros para fazer programas educativos como o “Tele-Curso 2000” e “Mundo da Lua”. Eu e a Rosi Campos fizemos muitas novelas de rádio pela Lintas e foi aí que um dia um produtor me viu por lá e me chamou pra fazer essa que foi a minha primeira novela em televisão e que teve a direção do Walter Avancini. Tinha muitos bons atores nessa novela e eu adorei fazer, foi uma novidade e uma possibilidade a mais de trabalhar.

Jéfferson Balbino: E que lembranças você tem da Jacinta que você fez magistralmente na novela “Salsa & Merengue”?

Zezeh Barbosa: Eu acho que a coisa mais curiosa da Jacinta é que o Miguel não ia batizar essa personagem com esse nome, mas sim de Rosemeire e lembro que uma vez eu tive um sonho com meu avô e como eu acredito muito em espiritualidade toda vez que eu estava em apuros eu sonhava com meu avô que se chamava Jacinto e nessa época eu pedi muito ao meu avô – abaixo de Deus – que me ajudasse. O mais estranho que uma semana ou duas depois que eu aceitei esse papel o Miguel [Falabella] me ligou dizendo que iria mudar o nome da personagem para Jacinta e isso até hoje me arrepia. E foi maravilhoso fazer essa novela, pois trabalhei com atrizes que sempre admirei como Rosamaria Murtinho, Laura Cardoso, Débora Bloch... Descobri o Wolf Maya que é um grande diretor, enfim tudo nessa novela me surpreendia.

Jéfferson Balbino: E como foi trabalhar com a minha querida amiga Rosamaria Murtinho em “Salsa & Merengue”?

Zezeh Barbosa: A Rosamaria Murtinho é uma das nossas grandes damas e que tem muito a nos ensinar e que tive a honra de trabalhar com ela. Acho a Rosinha muito carinhosa, ela foi muito disponível e chegou abrir a porta da casa dela pra eu fazer uma festa enorme festa de aniversário na casa dela. Ela é muito generosa, uma grande companheira de cena. Eu amo muito a Rosamaria Murtinho!

Jéfferson Balbino: E com o [Miguel] Falabella você fez uma grande parceria atuando ainda em outras novelas dele como: “A Lua me Disse”, “Negócio da China” e “Aquele Beijo”. O que esse magistral artista representa na sua vida?

Zezeh Barbosa: Ele é pra mim um grande irmão... Desde que eu conheci ele quando eu fazia a peça “Mambembe” e ele foi no camarim falar comigo tivemos uma grande sintonia. Ficamos muito amigos e eu cheguei a morar durante um ano e meio na casa dele. Ele é uma pessoa muito generosa e com o coração muito grande...

Jéfferson Balbino: Por falar em “A Lua me Disse” como você compôs a excêntrica Latoya?

Zezeh Barbosa: Eu acho que tenho uma coisa de fazer cada personagem de um jeito. E quis fazer ela toda ao meu avesso. E como eu sou contra preconceito e tenho muito orgulho da minha raça procurei fazer ele daquela maneira (risos). Eu e o Miguel procuramos brincar com essa personagem cheia de preconceitos e a parte louca da personagem me inspirei na minha irmã Renata.

Jéfferson Balbino: No ano passado eu entrevistei a dona Ruth de Souza que me disse que “enquanto a direção e autoria das novelas tiverem nas mãos de profissionais brancos não teremos a chance de ver atores negros em grandes papéis”. Você também acredita nessa ‘teoria’?

Zezeh Barbosa: Com certeza... Eu acho que tem os dois lados... A gente precisa ter chance, mas precisamos também de gente muito boa. Temos que fazer a nossa parte, provar que somos e podemos ser bons. A gente também não pode se vitimar e temos que correr atrás e mostrarmos o quanto podemos.

Jéfferson Balbino: Quando eu entrevistei a Léa Garcia, outra brilhante atriz, ela me disse ter sofrido preconceito velado por alguns profissionais da classe artística. Você já passou por alguma situação dessas?

Zezeh Barbosa: Eu acho o preconceito à arma mais baixa que existe... Já passei, embora eu não possa citar, por algumas situações nem tão veladas assim, mas acredito que só pelo fato de fazer bons personagens que me permitiram chegar ao coração das pessoas já calei a boca dessas pessoas preconceituosas. Então não fui atingida por esses preconceitos que já sofri por parte de alguns colegas, porém, nunca passei dentro da emissora.

Jéfferson Balbino: O que você acha mais gratificante na carreira de atriz?

Zezeh Barbosa: É maravilhoso quando eu percebo que cheguei ao coração das pessoas. Quando as pessoas me abordam falando das minhas personagens... É muito bom!

Jéfferson Balbino: E qual a parte chata da carreira de atriz?

 

Zezeh Barbosa: Acho que toda carreira tem a parte chata que é quando você tem insegurança, quando você não tem um papel bom, quando você fica muito cansada com algumas coisas que acontece, mas que são superadas por seu amor à profissão que está acima de tudo.



Escrito por No Mundo dos Famosos às 01h47
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Entrevista Especial com ZEZEH BARBOSA

 

Jéfferson Balbino: Você também deu vida a Dedé em “O Profeta” e à Jurema em “Lado a Lado”. Qual o maior desafio e viver uma personagem de época numa novela?

Zezeh Barbosa: Queridão, eu sempre busco as minhas personagens pela alma e não me atendo a essas características. Eu sempre vivo em novelas personagens que são mães, já tive filhos de várias cores, filhos adotivos e só agora – por milagre – em “I Love Paraisópolis” que eu não fui mãe, mas em quase todas as novelas que fiz fui mãe e procuro seguir sempre o caminho da alma da personagem. A época pra mim é importante pra eu localizar a personagem, mas a essência busco sempre na alma.

Jéfferson Balbino: E quando acaba uma novela você fica triste em ter que deixar a personagem que te acompanhou durante alguns meses?

Zezeh Barbosa: Choro sempre. Nas festas de despedidas sempre tem atores inconsoláveis e eu sou uma (risos). Quando eu fiz “Malhação” e soube que minha personagem morreria, eu fiquei tão nervosa que a minha pressão foi a 19. Fico assim porque a minha personagem que leva meu contato para o público.

Jéfferson Balbino: E alguma vez já aconteceu alguma coisa inusitada com você tipo sonhar com sua personagem (risos)?

Zezeh Barbosa: Sim... Já sonhei com a Latoya me dando conselhos (risos). Eu acho que tem uma hora que o personagem se materializa em você e que você acaba se encontrando com eles. Já li que tem atores que quando ficam velhos passam a ver seus personagens.

Jéfferson Balbino: Ainda existe algum tipo especifico de personagem que você sonha em interpretar?

Zezeh Barbosa: Ah querido... Eu já fiz tanta coisa... Eu acho que tenho vontade de fazer Nelson Rodrigues, pois só fiz na faculdade.

Jéfferson Balbino: Você atuou na novela “Lado a Lado” que foi coroada com o Emmy. À que você atribui o imenso sucesso dessa novela?

Zezeh Barbosa: Eu adorei essa novela, primeiro porque dava dados verídicos da história do negro no Brasil. Era uma novela de arrepiar. Nunca eu havia feito uma mãe de santo e amei fazer. Eu me sentia muito inebriada fazendo essa novela, foi uma honra!

Jéfferson Balbino: Qual foi o trabalho no Cinema que você mais gostou de fazer?

Zezeh Barbosa: Foi o filme “Bendito ao Fruto” que fiz com o Otávio Augusto e que tinha uma história que tratava de vários tipos de preconceito e que me rendeu o prêmio de melhor atriz de cinema daquele ano.

Jéfferson Balbino: Em 2008, você atuou na novela “Negócio da China” que trouxe a minha conterrânea, daqui de Jacarezinho (PR), a atriz Grazzi Massafera como protagonista. No início da carreira a Grazzi foi muito injustiçada pelo fato de ser uma ex-BBB. Como você vê ela como atriz?

Zezeh Barbosa: A Grazzi é muito minha amiga. Sofreu muito preconceito, mas sempre teve humildade e disponibilidade para aprender e não tem medo de ser humilde e aprender e por isso cresceu muito na profissão e se tornou uma grande atriz. Ela usa muito o coração e conquista todo mundo. Eu freqüento um templo japonês aqui no Rio e sempre a encontro muito. Enfim, gosto muito da Grazzi tanto como atriz quanto como pessoa.

Jéfferson Balbino: E como surgiu o convite pra você dar vida a Dália em “I Love Paraisópolis”?

Zezeh Barbosa: No ano passado me convidaram para fazer a série “A Segunda Dama” onde a Heloísa Perissé me convidou e era uma série do mesmo núcleo dessa novela e daí vim fazer e logo volto a fazer a segunda temporada da série da Lolô. Tinha 14 anos que eu não trabalhava com o Wolf [Maya]...

Jéfferson Balbino: E como foi ser repórter do “Vídeo Show”?

Zezeh Barbosa: Tinha um quadro que eu gostava muito que era o “Me chama que eu vou” onde eu e o Miguel Falabella ia em festas de casamentos, batizados, aniversários... E quase sempre de famílias pobres, na comunidade... E a gente era tratado com muito carinho e era muito bom, pois mostrava como todo mundo é igual. Gostei também do quadro “Peru de Natal” (risos)...

Jéfferson Balbino: E tem projetos para o Teatro?

Zezeh Barbosa: Estou desesperada querendo fazer teatro. Estou lendo tudo o que eu posso, mas ainda não tenho nada certo.

Jéfferson Balbino: Quando nos encontramos na festa de lançamento da novela “I Love Paraisópolis” você comentou comigo sobre o câncer que teve. Como foi esse período de sua vida?

Zezeh Barbosa: Eu acho que a gente tem que ter equilíbrio quando passamos por essa situação. Eu estava no Teatro, terminando de gravar um filme, gravando “Negócio da China” e com um irmão doente, mas mantinha o equilíbrio espiritual e por isso não fui derrubada, pois a gente que manda em nosso corpo.

Jéfferson Balbino: E você é uma atriz que assiste novelas? Quais foram às melhores que já viu?

Zezeh Barbosa: Sim, eu assisto e gosto muito de novelas. Procuro ver todas... Adorei ver recentemente “O Rei do Gado” no “Vale a Pena Ver de Novo”, gostei de “Chocolate com Pimenta”, “Joia Rara”, gostei de todas que fiz...

Jéfferson Balbino: Que conselho você daria pra quem almeja seguir a carreira de ator?

Zezeh Barbosa: Se aquilo que você quer é legitimo você tem que batalhar até conseguir. Eu acho que não é por ser pobre, negro ou gay que tem que desistir de um sonho. Porque sonhos são feitos para serem realizados.

Jéfferson Balbino: Querida, foi uma honra ter você aqui “No Mundo dos Famosos”. Parabéns pela brilhante carreira e muito mais sucesso. Um grande beijo!

 

Zezeh Barbosa: Obrigado você meu querido. Um beijo!



Escrito por No Mundo dos Famosos às 01h43
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Comparação: As duas versões de A ESCRAVA ISAURA

 

A história da dócil escrava branca, que viveu um inferno por conta do seu malvado senhor, em meio às dificuldades de obter a sua liberdade, encontra o seu grande amor, após muitos problemas e sofrimento, onde personagens memoráveis que foram criados por Bernardo Guimarães saltaram para as telas da TV Globo e Record, com vocês o comparativo da clássica obra A Escrava Isaura.

 

1 - A História

Isaura é uma escrava branca que sabe apenas que a sua mãe, a mulata Juliana, foi mucama na fazenda de seus senhores, em Campos dos Goytacazes, Rio de Janeiro. Órfã desde o nascimento, Isaura recebeu o amparo da sua senhora, Dona Ester, que lhe dedica as mesmas atenções e afeto que a uma filha, mas é desprezada pelo seu senhor, o Comendador Almeida. Dócil e submissa, mesmo assim, a escrava sonha em conquistar a sua liberdade. Desde que descobriu o paradeiro da filha, seu pai, o ex-feitor Miguel, luta para comprar a escrava e dar a liberdade a Isaura.

O amor surge na vida da moça na figura de Tobias, proprietário de um engenho vizinho. Envergonhada, ela não revela suas origens ao rapaz e passa a se encontrar com ele em segredo. O romance vai bem quando volta da Europa o filho dos senhores de Isaura, Leôncio, de caráter mesquinho. O jeito, os modos e educação de Isaura impressionam-no. Acreditando que ela seja uma presa fácil para os seus caprichos, persegue-a insistentemente.

Com a morte de Ester, sua protetora, Isaura se vê cada vez mais acuada. A escrava revela sua condição a Tobias, e ele tenta, de todas as maneiras, obter licença para se casar com ela. Mas Leôncio está cada vez mais obcecado por Isaura. Tanto que não hesita em pôr fogo numa cabana onde estava Tobias, que morre carbonizado. Entretanto, Leôncio não contava que lá estava também Malvina, sua mulher, com quem havia se casado por interesse.

A vida de Isaura transforma-se em uma sucessão de suplícios infringidos por Leôncio, que não hesita nem mesmo em poupá-la do tronco, como forma de castigo. Sua única esperança é fugir, o que finalmente consegue com a ajuda do pai Miguel e de um casal de escravos amigos, André e Santa. Enquanto Leôncio os procura desesperadamente, os fugitivos vão parar em Barbacena, Minas Gerais, onde Isaura assume outra identidade, Elvira, com medo de ser descoberta. É quando conhece Álvaro, um jovem e rico abolicionista que se apaixona por ela. Mas a moça, depois da morte de Tobias, passou a viver como viúva, e tem como única preocupação juntar dinheiro o suficiente para fugir do país e do alcance de Leôncio.

Álvaro, no entanto, consegue conquistar seu coração e convence-a a deixar a reclusão em que vivia e ir a um baile. Descuido total, pois ela é desmascarada por Martinho, um caçador de recompensas, denunciada e finalmente capturada por Leôncio. Este, por má administração de seus negócios, e se vendo na iminência da falência, casa-se, pela segunda vez, com a jovem e rica Aninha Matoso. Louco por sentir-se rejeitado por Isaura, e enfurecido por saber que a escrava ama outro homem, Leôncio resolve casá-la com o velho Beltrão, jardineiro aleijado do engenho, apaixonado por ela. Mas a essa altura, os bens de Leôncio já não lhe pertencem mais. Nem mesmo sua escrava Isaura.

2- Curiosidades 1976

A primeira versão da trama, que estreou em 11/10/1976, foi um fenômeno de exportações mundo a fora, a novela mudou hábitos, fez parar guerras e encantou e emocionou milhões de pessoas com o sofrimento de Isaura e a torcer contra as maldades de Leôncio.

Marcou a estreia da atriz Lucélia Santos e do ator Edwin Luisi na Tv Globo, onde interpretaram o casal protagonista Isaura e Álvaro, além de ter marcado para sempre a carreira de Norma Blum como Malvina, Léa Garcia como Rosa, Roberto Pirillo como Tobias, e com certeza o maior personagem da trama, o malvado vilão Leôncio, interpretado brilhantemente pelo saudoso ator Rubens de Falco.

Antológica cena do incêndio na cabana onde foram vitimados Tobias e Malvina, tudo na verdade, não passava de um plano de Leôncio para matar Isaura, só que ele não contava que a esposa estaria lá também.

Outra cena antológica foi quando Isaura, que escondendo sua condição de escrava, foi desmascarada na frente de todos.

Escrava Isaura parou a guerra da Croácia quando era exibida. Foi a primeira novela brasileira a furar o bloqueio da Cortina de Ferro, onde fez muito sucesso. Na Rússia, a palavra “fazenda”, antes inexistente no país, entrou para o dicionário na versão hispânica: “hacienda”. Em Cuba, o governo chegou a cancelar o racionamento de energia elétrica durante o horário da novela. Na Bósnia, em pleno calor da guerra contra a Sérvia (1997), os dois exércitos decretaram cessar-fogo durante a exibição dos capítulos. Na China, Lucélia Santos ganhou o Prêmio Águia de Ouro, com os votos de cerca de 300 milhões de pessoas – foi a primeira vez que uma atriz estrangeira recebeu um prêmio no país. Na Polônia, milhares de pessoas lotaram um estádio para assistir a uma competição de sósias dos personagens Isaura e Leôncio.

No romance de Bernardo Guimarães, Isaura só encontra o amor em Álvaro a dois terços da história. O adaptador do livro, Gilberto Braga, criou então o personagem Tobias, para evitar tanto tempo de Isaura no ar sem um interesse afetivo. Tobias sumiu da trama num entrecho folhetinesco magistral: foi morto num incêndio, por Leôncio.

O centésimo e último capítulo de Escrava Isaura foi ao ar em 04/02/1977. A vilã Rosa fingia estar arrependida de suas maldades e sugeria um brinde, oferecendo à sua inimiga Isaura um ponche envenenado. Na confusão, Rosa toma o veneno por engano e morre. O telespectador mais atento pôde observar que na verdade foi Isaura quem tomou a bebida letal. Apesar do erro de continuidade, a heroína sobreviveu e viveu feliz para sempre ao lado de seu amor Álvaro.

No romance de Bernardo Guimarães, Isaura só encontra o amor em Álvaro a dois terços da história. O adaptador do livro, Gilberto Braga, criou então o personagem Tobias, para evitar tanto tempo de Isaura no ar sem um interesse afetivo. Tobias sumiu da trama num entrecho folhetinesco magistral: foi morto num incêndio, por Leôncio.

3- Curiosidades 2004

Vinte e oito anos depois do estrondoso sucesso da primeira versão, a obra de Bernardo Guimarães ganhava uma nova versão, dessa vez para a Tv Record, onde estreou em 18/10/2004.

O diretor da segunda versão era Herval Rossano, o mesmo que dirigiu a primeira versão, segundo ele, era a oportunidade de dar uma estética diferente para a trama, além dos avanços tecnológicos se comparado com antigamente.

Segundo o diretor, a primeira versão da trama, tinha muito mais o estilo do autor Gilberto Braga do que do Bernardo Guimarães, e que dessa vez, seguiria fielmente mais na narrativa do autor do romance original.

Destaque para a interpretação da atriz Bianca Rinaldi como a dócil Isaura, que mesmo comparada com Isaura de Lucélia Santos, mostrou esforço, talento e maturidade, além de Leopoldo Pacheco como o pérfido Leôncio, e sem esquecer-se de Patrícia França, no seu melhor papel da sua carreira como a vilã Rosa.

A trama se firmou como o primeiro grande sucesso da emissora, após a sua retomada ao ramo das novelas, onde conquistou público precioso e desbancando a novela concorrente Começar de Novo (Tv Globo-2004).

Um filão bem manjado, mas sempre bem vindo foi usado, o ‘’Quem Matou?’’, dessa  vez, o vilão Leôncio morre misteriosamente, colocando a nossa heroína sob acusação do assassinato, e vários personagens se tornaram suspeitos até a revelação do assassino no último capítulo, onde vários finais foram gravados, uma estratégia bacana para ser diferente da primeira versão.

O capataz Chico foi o assassino de Leôncio, mas uma curiosidade, em uma reprise no canal fechado Fox Life, a escrava Rosa era a assassina do vilão, de qualquer maneira, o suspense aguçou a curiosidade do público.

Norma Blum que interpretou a doce Malvina na versão de 76, retornou numa participação especial como Gertrudes a protetora de Isaura, e Rubens de Falco, o temido Leôncio, retornou como o Comendador Almeida, os únicos atores da primeira versão que participaram da segunda versão.

O sucesso fez de A Escrava Isaura uma novela vitoriosa. Ela foi esticada de 100 capítulos do original para 140, que em seguida ganhou mais 27.

4- Conclusão

Duas obras carismáticas, fortes, carregadas na emoção dos personagens, além de mostrar em tom de romance, uma época complicada da história do Brasil, onde apesar de uma obra ter diferenças, sejam técnicas ou dramatúrgicas, o famoso “Lerê-Lerê” de Dorival Caymmi ainda ecoa nos nossos ouvidos, onde podemos torcer para Isaura ser livre para viver seu amor, um belo romance, que faz o espectador querer ler o livro e ver as tramas ao mesmo tempo.

 

Espero que tenham gostado e até a próxima.

 

 

 

 

 

 



Escrito por No Mundo dos Famosos às 10h43
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VIDA DE ARTISTA

A fé inabalável da atriz Mariza Marchetti

(Matéria de Rod Yazbek)


Mariza Marchetti iniciou sua jornada muito cedo, ainda criança começou a fazer campanhas publicitárias e teatro amador na escola, foi paixão a primeira vista.

Após realizar 20 peças de teatro profissional, protagonizar duas webnovelas, se formar em Direito e Artes Cênicas, fazer diversos cursos de extensão de Artes Dramáticas e passar por algumas emissoras, incluindo Rede Globo, no Rio de Janeiro, ficou sem contrato em 2014, o que a fez voltar a morar na cidade de São Paulo.

Em meio às dificuldades, Mariza, por curiosidade, resolveu conhecer o TEMPLO DE SALOMÃO (Avenida Celso Garcia, 605 - Brás, São Paulo). Ao colocar os pés no Templo, foi tomada por uma energia “ímpar”, que a conduziu à sensação de extrema paz.

Após frequentar a Igreja com mais assiduidade, houve um certo domingo, que a atriz acordou ás 5 horas da manhã, com o coração disparado e muita vontade de chorar.

“Era um misto de alegria e libertação, não encontro palavras para explicar...”

Mariza então, começou a ouvir músicas de louvores e, algo muito forte lhe dizia que havia chegado o momento de ser batizada.

“Fui tocada pelo Espirito Santo de Deus!”.

Sem pensar duas vezes, Mariza se levantou e logo saiu de sua casa, rumo ao Templo de Salomão. Assistiu ao culto e, quando terminou, pediu orientações de como prosseguir com este chamado. Em seguida foi conduzida ao batistério pelos Levitas que, por sinal, são muito bem instruídos e atenciosos.

No dia seguinte Mariza recebeu uma ligação da REDE RECORD Era um convite para fazer parte do elenco da novela “ESCRAVA MÃE”, sucessora de “OS DEZ MANDAMENTOS”.

No Templo, Mariza fez o propósito da “Aliança com Deus” e, percebeu que isso abriu as portas para o seu reconhecimento profissional e sucesso sentimental, devido a sua fé.

“Eu tinha muito preconceito com a “Igreja Universal do Reino de Deus”, por conta de maldizeres de pessoas sem conhecimento de causa, mas após o primeiro passo tudo se modificou, selei minha Aliança com Deus, fui batizada, encontrei minha verdadeira fé e me casei  com quem namorei por 9 anos. Hoje posso dizer com convicção, que sou uma mulher completa e abençoada!”

Mariza Marchetti será “REBECA” na novela “ESCRAVA MÃE”. Uma mulher muito viajada, independente, Inteligente e madura, REBECA mexerá com a cabeça dos rapazes da cidade. Por ser à frente de seu tempo, tentará mudar o destino das moças da Vila. A novela está prevista para estrear em janeiro de 2016.

 

“Para mim, está sendo um privilégio trabalhar na Rede Record de Televisão. Uma emissora que valoriza seus funcionários. É uma verdadeira família!”



Escrito por No Mundo dos Famosos às 16h41
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TV Tudo

"DE VOLTA PARA O FUTURO", MUITO "ALÉM DO TEMPO"!

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Galera, perdoem o atraso! Demorei alguns dias para bolar o texto que segue abaixo, ciente que este TV Tudo promete muito. Afinal, farei uma junção que, até certo ponto, poucos jornalistas tiveram ou ainda terão esta ideia. Pode ser loucura, mas faz total sentido! Vamos viajar no tempo? Falo isso literalmente.

Hoje falo especialmente para os saudosos fãs do cinema dos anos 80, que presenciaram, entre outras marcantes aventuras, a saga "De Volta para o Futuro". Dividida em três filmes, de 1985 até 1990, foi uma das franquias mais bem sucedidas da história, tendo como protagonistas Michael J. Fox e Christopher Lloyd, na pele dos cientistas malucos Marty McFly e Doc Brown, respectivamente. Nela, eles viajam pelo tempo, do passado para o presente e o futuro. Mais precisamente no segundo filme da saga, eles embarcam na recém-celebrada data em questão, destacada em verde na imagem acima. Entre acertos e erros, mostrou de forma sucinta como seria o mundo moderno em 2015. De uma forma ou de outra, realmente estamos cada vez modernos. Só falta mesmo um skate voador!

E o que Marty McFly e Doc Brown teriam visto verdadeiramente, no exato dia 21 de outubro de 2015? Tudo? Nada?

Aqui no Brasil, pode-se dizer que um ineditismo nunca visto na sua televisão. Pode ser loucura, mas é isso que presenciamos.

Presenciamos a maior passagem de tempo de uma história. Precisos 120 anos (e alguns insistem em dizer 150, está errado). A novela "Além do Tempo", consolidada ao sucesso de audiência, chegou à tão esperada nova fase. E de forma surpreendente, caprichosa e espetacular!

Na pesada cena final do século XIX, morrem todos os protagonistas, sem conseguir viver um final feliz. Lívia e Felipe (bom trabalho do casal Alinne Moraes e Rafael Cardoso) namoram a beira de um penhasco de Campobello, quando Pedro (Emílio Dantas) desafia o mocinho. Nisso, Melissa (Paolla Oliveira, sempre arrasadora), empurra Lívia penhasco abaixo. Felipe a mata com uma espada. Na tentativa de salvar a amada, cai junto com ela ao mar aberto, e morrem abraçados. Logo na sequência devastadora, começa uma nova história, agora contemporânea. As novas encarnações de Felipe e Lívia se encontram novamente, em um metrô superlotado.

Felipe agora é casado com Melissa, numa versão mais doce, e cuida de uma vinícola na mesma região gaúcha onde se passava a fase antiga, mas com novo nome: Belarrosa. Lívia é noiva de Pedro e também gosta do mundo dos vinhos. E adivinha? Vitória (Irene Ravache) e Emília (Ana Beatriz Nogueira) são rivais novamente. O núcleo cômico agora é encabeçado por Massimo (Luís Melo). Antes um exímio chefe de família rica, agora é um chefe de escritório relaxado, imerso à bagunça de casa. Destaca-se ainda a entrada de novos atores na fase moderna, como Klara Castanho na pele de uma adolescente frustrada com o péssimo relacionamento de seus pais.

Antes de "Além do Tempo" começar, falava-se que era um risco enorme colocar no meio dela um salto de tantos anos assim, que parecia loucura. Só parecia mesmo, e os críticos de TV erraram novamente. A novela é um sucesso absoluto, reergueu de vez a faixa das seis, que há um bom tempo não via uma história romântica e empolgante. Muito pela competência da autora, Elizabeth Jihn, que acerta mais uma vez com sua temática espírita (como em Escrito Nas Estrelas e Amor Eterno Amor). Mesmo no horário de verão (tema do último TV Tudo), um arrojo para derrubar as audiências, o sucesso só aumenta. Como prêmio, já anuncia-se mais um esticamento: a trama vai até fevereiro.

 

Walcyr Carrasco e "Eta Mundo Bom" (mais um nome cafona) que esperem na fila, porque "Além do Tempo" ainda tem muito pela frente para se consolidar na história da nossa dramaturgia. O público agradece, com louvor!



Escrito por No Mundo dos Famosos às 14h21
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