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ARQUIVO - NO MUNDO DOS FAMOSOS
 


Entrevista Especial com FLÁVIO MIGLIACCIO

 

Hoje eu entrevisto aqui “No Mundo dos Famosos” um grande ator da dramaturgia brasileira. Ele começou a carreira de ator fazendo peças de teatro na periferia da cidade de São Paulo, mas também já trabalhou de mecânico e balconista visto que a profissão de ator não lhe proporcionava uma renda suficiente, porém, nunca desistiu de atuar e começou a investir na carreira ao fazer um curso de teatro com o grande diretor italiano Ruggero Jacobbi o que lhe abriu as portas para atuar profissionalmente no renomado Teatro de Arena. Na televisão deu vida a inúmeros personagens de grande sucesso como o Xerife da novela “O Primeiro Amor” e o Tio Maneco da TVE... Minha “Entrevista Especial” de hoje é com o magistral ator FLÁVIO MIGLIACCIO.

“Eu prefiro ser aquele personagem tipicamente brasileiro que é o que eu sei fazer (risos)”.

(Flávio Migliaccio)

Jéfferson Balbino: O que você pode falar do seu novo personagem, o Josias na novela “Eta Mundo Bom”?

Flávio Migliaccio: Eu faço um veterinário, um caipira com sotaque...

Jéfferson Balbino: Portanto será um personagem cômico?

Flávio Migliaccio: Sim, mas será aquele tipo de cômico que eu gosto de fazer que é a comédia realista. Eu nunca forço aquele tipo de comédia que está muito em evidência na TV brasileira que é o humor escrachado. Eu procuro fazer um humor realista, é o único humor que sei fazer e que sempre fiz... É isso que eu estou fazendo nessa nova novela!

Jéfferson Balbino: Quando falamos de sua carreira não tem como não se lembrar da série “Shazan, Xerfe e Cia”. Como foi fazer esse importante trabalho ao lado do magistral Paulo José?

Flávio Migliaccio: Foi maravilhoso, pois eu sempre quis fazer um personagem único, ou seja, um personagem que ficasse para o resto da vida. E foi muito bom trabalhar com o Paulo [José], pois eu aprendi muito com ele que é uma criatura extraordinária já que é ator, diretor, cenógrafo... E, por isso temos que falar de tudo sobre ele inclusive como ser humano.

Jéfferson Balbino: E você e o Paulo José já eram amigos antes desse trabalho?

Flávio Migliaccio: Não, mas já havíamos feito alguns filmes juntos antes... Nós fizemos o filme “Vai, Vai, Vai Bem” e por causa desse filme que o Daniel Filho resolveu pegar a gente pra fazer a novela “O Primeiro Amor”.

Jéfferson Balbino: Em 1998, na novela “Era uma vez...” você e o Paulo José reviveram essa dupla marcante... Como foi a emoção de revistar esses inesquecíveis personagens?

Flávio Migliaccio: Foi muito legal, pois ele quis comemorar os 25 anos desses personagens e voltamos fazer os mesmos personagens em outra novela, nessa novela... Foi legal, pois nós já velhinhos tentando fazer as mesmas coisas que eles faziam na época da novela e do seriado.

Jéfferson Balbino: Podíamos classificar o Xerife como o personagem que foi a sua obra-prima na história da teledramaturgia brasileira?

Flávio Migliaccio: Sim... Sempre costumo dizer que têm dois personagens que eu gostei muito de fazer. O Xerife de “O Primeiro Amor” e o Tio Maneco na TV Educativa.

Jéfferson Balbino: Você deu um show de interpretação como o Neco na versão original da novela “O Astro”. Já na segunda versão da trama de Janete Clair coube ao ator Humberto Martins reviver esse personagem. Como é ver num remake outro ator fazendo um personagem que já foi seu?

Flávio Migliaccio: Eu não vejo (risos).

Jéfferson Balbino: Por quê? Tem ciúmes do personagem que já foi seu?

Flávio Migliaccio: Sim, tenho – e bastante. A gente não consegue entender como tem outro cara fazendo um personagem no lugar da gente (risos).

Jéfferson Balbino: Como é se ver na telinha? É muito autocrítico?

Flávio Migliaccio: Sou muito crítico comigo tanto que procuro nem assistir meus trabalhos. E fazer é uma coisa, mas assistir é outra coisa completamente diferente.

Jéfferson Balbino: E você é um ator que assiste novela? Quais foram as melhores que já assistiu?

Flávio Migliaccio: Não assisto novela (risos).

Jéfferson Balbino: Outro personagem marcante que você fez ao longo da carreira foi o Seu Moreiras na novela “Rainha da Sucata”. Como foi dar vida à esse personagem que até hoje povoa nosso imaginário?

Flávio Migliaccio: Foi um trabalho muito gostoso e que me deu muito prazer em fazer. Deu tanto prazer em fazer essa novela que quando passa de novo eu nem assisto, pois é algo único.

Jéfferson Balbino: Você não sente falta de fazer na sua carreira personagens dramáticos?

Flávio Migliaccio: E se eu te disser, Jéfferson, que todos os personagens que eu fiz na minha carreia também são dramáticos?! Não entendo porque o povo não acha isso até porque eu procuro fazer da melhor maneira possível tornando-o muito realista, ou seja da maneira que a vida é... Mas não tenho culpa se o público ri... Eu até gosto de saber que o público riem dos meus personagens, mas eu faço com muita seriedade, sem nada carnavalesco. Enfim, estou procurando fazer o mais dramaticamente possível...

 Jéfferson Balbino: Foi você que influenciou a sua irmã, grande e inesquecível Dirce Migliaccio a seguir a carreira de atriz?

Flávio Migliaccio: Sim, foi eu que coloquei ela nesse meio. Uma vez eu estava fazendo teatro e o diretor precisava de uma garota para fazer uma personagem daí eu disse a ele que tinha uma porção de garotas em casa que era só ele escolher e daí foi a Dirce fazer e não parou mais.

Jéfferson Balbino: Entre os trabalhos que ela fez qual foi o que você mais gostou?

Flávio Migliaccio: Eu fiquei encantado com uma peça que eu fiz com ela, “Ratos do ano 2030” que ela fez de maneira brilhante. Foi um trabalho inesquecível...

Jéfferson Balbino: Caso ela ainda fosse viva, possivelmente, ainda estaria na ativa ainda, né?

Flávio Migliaccio: Sim. E, inclusive, ainda estaria no elenco de “Eta Mundo Bom” que é a cara dela (risos).

Jéfferson Balbino: O que você acha mais gratificante na carreira de ator?

Flávio Migliaccio: É você se ver diante de um novo elenco, de um novo diretor, de um novo autor. Essa expectativa louca pra saber como vai sair, se vai dar certo. Está sendo tudo maravilhoso pra mim nessa novela. Eu sempre tive sorte de encontrar bons profissionais na minha caminhada pela profissão de ator...

Jéfferson Balbino: E o que você acredita ser a sua maior contribuição para o seu oficio?

 

Flávio Migliaccio: Eu não sei, mas tenho impressão que seja a maneira que eu faço meus personagens, dessa maneira patética, pois eu nunca faço a graça para conseguir a graças, mas sim de uma maneira dramática. 



Escrito por No Mundo dos Famosos às 22h21
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Entrevista Especial com FLÁVIO MIGLIACCIO

 

Jéfferson Balbino: Qual foi o seu personagem que mais te emocionou?

Flávio Migliaccio: O tio Mané que era um personagem incrível e que só não fez tanto sucesso quanto o Xerife porque ele foi feito numa emissora do Estado que era a TV Educativa.

Jéfferson Balbino: Como é a sua relação com essa nova geração de atores que vem chegando?

Flávio Migliaccio: Eu vou te dizer uma coisa Jéfferson: no inicio agente via os novos atores como simples modelos, mas isso vem mudando muito porque agora vem surgindo grandes atores que podem até ter vindo do mundo da moda, mas que estão vindo com bagagem de ator e tem se tornado incríveis. Eu até me emocionando de falar isso, mas sempre achei que temos que ser solidários com eles e ajudarem da melhor maneira possível, pois eles são brilhantes e tem se tornado atores maravilhosos.

Jéfferson Balbino: Ainda existe algum tipo especifico de personagem que você sonha em interpretar?

Flávio Migliaccio: Não... O que vier está bom. Eu não posso escolher uma peça de Shakespeare... Eu prefiro ser aquele personagem tipicamente brasileiro que é o que eu sei fazer (risos)...

Jéfferson Balbino: Alguma vez você já recusou algum tipo de papel do qual tenha se arrependido posteriormente?

Flávio Migliaccio: Muita coisa... Mas eu recusei sem menosprezar o personagem, pois nunca na minha vida eu menosprezei um personagem. Eu já fiz até pontas em novelas, pontas em teatro, já fui figurante em teatro, já fui até o homem da claquete... Então nunca menosprezei nenhum personagem, pois todos têm a sua importância.

Jéfferson Balbino: Como ocorre o processo de composição de seus personagens?

Flávio Migliaccio: Eu pego tudo o que o autor escreveu ou pediu e procuro colocar coisas minhas, do meu interior, no personagem e nisso eu tenho dado muita sorte, pois tem dado certo o que eu tenho colocado nos meus personagens e tem acrescentado alguma coisa boa nos meus personagens. No meu personagem em “Eta Mundo Bom” eu tenho procurado acrescentar muitas coisa do meu interior para os meus personagens, de lá de dentro...

Jéfferson Balbino: Quem são seus maiores ídolos na dramaturgia brasileira?

Flávio Migliaccio: Tenho vários ídolos: Millôr Fernandes, Jaguar, Ziraldo, Cassilda Becker, Ziembinsky, Brandão Filho todos grandes colegas que eu tive... Até me emociono quando falo deles, pois eles deram muitas coisas boas pra gente.

Jéfferson Balbino: Qual a sua consideração sobre a velhice?

Flávio Migliaccio: A velhice é uma benção. É muita legal a velhice quando você aceita ela e sabe viver com ela e desfrutar tudo o que a velhice tem de bom e tudo que ela te da de ruim. O segredo é você aceitar o que ela está te dando, pois cada idade te da uma coisa. A velhice vai te dar coisas que nenhum outra idade te deu antes então cabe você saber aceitar e viver bem com ela.

Jéfferson Balbino: Querido, foi uma honra entrevistar um mito sagrado como você. Parabéns pela belíssima carreira que construiu ao longo de todos esses anos. E obrigado por tudo que fez em prol da arte brasileira, Muito mais sucesso e um afetuoso abraço!

 

Flávio Migliaccio: Obrigado você, Jéfferson, por todo esse reconhecimento. Abraço! 



Escrito por No Mundo dos Famosos às 22h20
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TV Tudo

UM NOVO ANO COMEÇA COM PERIGOSAS LIGAÇÕES, E ALTAS EXPECTATIVAS DE FUTURAS PRODUÇÕES

 

'Ligações perigosas': série da Globo tem atingido boas médias de audiência

 

Feliz 2016, telemaníacos! Depois de uma belíssima folga de um final de semana com 3 dias, celebrando o Ano Novo, foi dada à largada para novos produtos, já no dia 4. E vem da Globo a primeira grandiosa atração desse ano que mal começou, mas já considero pacas (eu e minhas gírias de internet...).

"Ligações Perigosas" é a mais nova minissérie de 10 capítulos que veio de passagem na telinha para causar alvoroços e dividir a opinião pública. Bem ao exemplo dos sucessos anteriores de "Amores Roubados" e "Felizes para Sempre?". A autoria é da estreante Manuela Dias, que já começa mandando muito bem. E ao seu favor, a atual minissérie tem o "privilégio" de não ter que dividir sua exibição com o enjoativo "Big Brother Brasil" em seus primeiros dias.

O sucesso de crítica, como esperado, já bombou, embora sua audiência (que chegou à uma média de 23 pontos) seja menor que "Amores Roubados", que em 2014 fechou com excelente média de 26 pontos. Muito se deve aos seus primeiros capítulos apenas razoáveis, e o que recebe do público ainda baixo de "A Regra do Jogo" e a péssima fase do horário das nove. A história parece ter começado a pegar mesmo à partir do terceiro capítulo...

Falando da minissérie em si destaca-se o ponto mais diferente das últimas produções: simplesmente ser de uma época antiga, nos idos dos anos 20, na fictícia Vila Nova, litoral paulista, e é livremente baseada no clássico homônimo da literatura francesa. Retrata com fidelidade o erotismo sutil e o avançado figurino da época em que se passa. A protagonista Isabel D´avila é quem dita o ritmo de toda a história. Brilhante interpretação de Patrícia Pillar, em sua grande fase que perdura desde a maquiavélica Flora de "A Favorita". Outro destaque é o retorno à altura de Selton Mello em uma produção televisiva, como Augusto de Valmont. E Marjorie Estiano vai bem como Mariana. Sem falar nas jovens Alice Wegmann e Isabela Santoni.

O fato é que "Ligações Perigosas" insinua no erotismo, mas não chega a mostrar o que se promete, o contrário que ocorreu com "Verdades Secretas", ano passado.

E isso é tudo que posso dizer. Não chega a ser um primor, mas também longe de brochar. Pelo pouco que vi, posso considerá-la uma boa minissérie.

Terminando brevemente este post, fica a pergunta. O que esperar de 2016?

As principais emissoras investirão ao máximo nas novelas. Parece que vem, enfim, uma "trinca dos sonhos" na Globo, com os três horários reservados para bons folhetins. "Eta Mundo Bom!" estreia logo ali, no dia 18, substituindo "Além do Tempo". Para tentar sanar a crise no horário nobre, em março entra "Velho Chico", pronta para dar um basta na sequência em tramas passadas em favelas e facções criminosas. Às sete, vem em cena o remake de "Sassaricando", intitulada "Haja Coração". Imagina o clima retrô que vem aí.

A faixa das onze, consolidadíssima, terá duas novelas pela primeira vez: "Joaquina" e "Liberdade Liberdade".

Na Record, continuam os investimentos em histórias bíblicas, podendo ser tudo o mais do mesmo, mas prontinha para desbancar a principal concorrente. Veremos a segunda temporada de "Os Dez Mandamentos", e em seguida "A Terra Prometida". Sem falar em "Escrava Mãe", que era para começar em novembro passado, mas... vocês sabem o restante da história, é capaz dela ser engavetada por um booom tempo ainda.... E no SBT, como sempre o público-alvo será o infantil. Vai rolar o remake de "Carinha de Anjo" após "Cúmplices de um Resgate". Será a quarta novela infantil do canal desde 2012, a quarta de Íris Abravanel, e a quarta que começa com C. Cruzes!

 

 



Escrito por No Mundo dos Famosos às 02h42
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