Arquivos

Votação
 Dê uma nota para meu blog

Outros links
 UOL - O melhor conteúdo
 BOL - E-mail grátis




ARQUIVO - NO MUNDO DOS FAMOSOS
 


Entrevista Especial com ROSI CAMPOS

 

Hoje eu entrevisto aqui “No Mundo dos Famosos” uma grande atriz que vem dando um show de interpretação na nova novela das seis da Globo. Ela já deu vida a inúmeras personagens marcantes sendo quase todas elas cômicas – para a nossa alegria!  Atualmente vive a Eponina em “Eta Mundo Bom”, mas antes disso viveu a Bruxa Morgana no “Castelo Rá-Tim-Bum”, a Maria Tomba-Homem em “Hilda Furacão”, a Jorgete em “Meu Bem Querer”, a Consuelo n’ “A Casa das Sete Mulheres”, a Edilásia Sardinha em “Da Cor do Pecado”, a madame Rúbia n’ “O Profeta”, a Tuca em “A Favorita”, a Miquelina em “Joia Rara”, a Zélia em “Babilônia” entre outras... A “Entrevista Especial” de hoje é com a talentosa atriz ROSI CAMPOS.

“Infelizmente, o Brasil ainda é muito preconceituoso”...

(Rosi Campos)

Jéfferson Balbino: Querida, começa nos falando como está sendo trabalhar com o talentosíssimo Sérgio Guizé na novela “Eta Mundo Bom”?

Rosi Campos: Embora eu tenha feito até agora poucas cenas com ele foi muito legal. Gravei pouco com ele porque o personagem dele foi embora da fazenda, pois quando ele chega na fazenda ele tem um medalhão que a mãe verdadeira dele deixou com ele para que ela o reconheça quando ele ficar adulto e a minha personagem tratou ele como se fosse filho dela lá na fazenda. Ela tratou o Candinho melhor do que a personagem da [Elizabeth] Savalla que sempre foi muito grossa com ele (risos). Por isso, infelizmente, eu e o Sérgio [Guizé] tivemos poucas cenas, pois logo no primeiro capítulo o Candinho já foi embora pra Capital... Vamos ver daqui pra frente...

Jéfferson Balbino: Sua personagem Eponina pertence ao núcleo cômico da novela. Como está trabalhar diretamente com tantos atores bons como a nossa querida Elizabeth Savalla e o sempre competente Ary Fontoura?

Rosi Campos: Pertenço ao núcleo da Fazenda que têm também o Ary Fontoura que é meu irmão, sou cunhada da [Elizabeth] Savalla, tia da Mafarda que quem faz é a Camila [Queiróz], tem também o Zé dos Porcos que o Anderson [di Rizzi] faz, enfim é núcleo muito interessante, muito divertido.

Jéfferson Balbino: A maioria de suas personagens em televisão foram cômicas... Você é uma atriz que prefere fazer comédia em detrimento do drama?

Rosi Campos: Não... O que acontece é que acabou calhando deu fazer mais personagens cômicas, divertidas do que personagens dramáticas. O bom é que fazer personagens cômicas à gente se diverte muito mais, pois são mais tranquilas de fazer até porque o drama já requer uma preparação, porém, na verdade eu sempre gostei de fazer mais comédia ainda mais atuando com esses colegas tipo o Ary Fontoura que é um palhaço (risos).

Jéfferson Balbino: Muitos atores já me confidenciaram em entrevistas que é muito mais difícil fazer comédia do que drama. Você também compartilha dessa opinião?

Rosi Campos: Não... Mas é difícil por conta dessa coisa do ritmo da comédia, do jogo... No teatro, principalmente, é mais difícil de fazer comédia porque tem que fazer muito exercício, mas tudo é bom de fazer até porque o ator tem que fazer de tudo, né? O ator tem que ser dramático, sempre inventar coisas, sempre chorar, rir e eu acho que “Eta Mundo Bom” vai causar um reconhecimento muito grande por parte do público e as pessoas vão gostar muito.

Jéfferson Balbino: Quais os cuidados que você vem tendo na hora de interpretar a Eponina por conta desse sotaque caipira dela?

Rosi Campos: A gente tem aula de prosódia, mas como a maioria do elenco é do interior de São Paulo não chega a ser complicado, pois de certa forma estamos acostumados, não tem problema nenhum, a gente pode até exagerar. E o bom dessas aulas de prosódias que temos é que dá uma unificada até porque tem ator de Minas [Gerais], tem ator de São Paulo, tem ator do Rio de Janeiro fica difícil dar uma equalizada sem essas aulas, mas com as aulas estamos conseguindo...

Jéfferson Balbino: Li em algum lugar que você havia feito à novela “Cortina de Vidro” que foi a primeira trama escrita pelo Walcyr Carrasco, é verdade?

Rosi Campos: Não. Também já li essa informação, mas é equivocada. Eu estreei com o Wolf Maia na novela “Cara & Coroa”, na Globo, mas já fiz outras coisas com o Walcyr como a novela “O Profeta” que ele supervisionou.

Jéfferson Balbino: Ah sim... E por isso eu te pergunto: O que você ressaltaria do texto desse magistral novelista?

Rosi Campos: Ele é muito bom, ele escreve muito bem para todo mundo, pois todos os núcleos tem um destaque muito legal. Quando ele vê que a personagem está indo bem ele investe na personagem é uma pessoa muito aberta. Inclusive, Jéfferson, eu estudei jornalismo com ele há muito anos atrás lá me São Paulo e está sendo muito prazeroso reencontrar com o Walcyr nesse trabalho, pois ele é um cara que faz muito sucesso e tem essa característica de trazer essa coisa do interior e que agrada muito, afinal nós vivemos num país que é muito caipira, né?! Se você chega em São Paulo e perguntar quem é nascido em São Paulo você verá que ninguém é de São Paulo e sim do interior, mesma coisa acontece com a maioria das pessoas que moram no Rio de Janeiro então a base do brasileiro é o interior.

Jéfferson Balbino: Pra você, o que é mais gratificante da carreira de atriz?

Rosi Campos: Eu acho que é uma carreira gostosa, pois a gente brinca e se diverte enquanto os outros estão se esforçando (risos). É claro que também nossos esforços, mas é uma carreira mais tranquila de se levar não temos tanto percalços como, por exemplo, os médicos.

Jéfferson Balbino: A teledramaturgia brasileira sempre assumiu um papel social diante da sociedade brasileira. Você acha que essa responsabilidade social também recai sobre o ator ou somente em quem escreve a novela?

 

Rosi Campos: Não... Acho que essa responsabilidade é de todo mundo, pois quando a gente interpreta estamos dando voz e corpo ao texto que o autor escreveu. E os autores brasileiros estão cada vez mais fazendo obras muito bonitas, muito contundentes... Você vê que as novelas das onze estão com uma temática mais pesada onde você pode mexer com assuntos mais sérios e tratar as coisas com mais profundidade, temos também os seriados que tem abordados temas muito legais, enfim hoje em dia as pessoas já estão se acostumando em ver temas sociais na teledramaturgia e isso é muito legal assim como já acontece nos Estados Unidos onde temas importantes de aspecto social são tratados abertamente na televisão e lá não tem essa onda conservadora e retrógrada que tem no Brasil. Infelizmente, o Brasil ainda é muito preconceituoso!



Escrito por No Mundo dos Famosos às 20h40
[] [envie esta mensagem
] []





Entrevista Especial com ROSI CAMPOS

 

Jéfferson Balbino: Por falar em preconceito, você integrou o elenco da novela “Babilônia” que enfrentou toda essa sociedade conservadora por conta do beijo lésbico da Fernanda Montenegro com a Nathália Timberg o que fez os autores da novela mudar completamente a sinopse da trama para reconquistar a audiência perdida. Essa repercussão negativa que a novela teve chateou vocês atores?

Rosi Campos: Chateou muito, mas também o erro foi da própria novela, pois não poderia botar a cena do beijo logo no primeiro capítulo sem ninguém conhecer antes a história e porque estava acontecendo aquilo, [os autores] tinham que explicar antes a história para que o público vesse que era uma relação bonita de duas senhoras que se amam como muitas outras que tem uma história assim pelo Brasil a fora...

Jéfferson Balbino: Então você acredita que se a cena do beijo entre elas não tivessem ocorrido no primeiro capítulo de “Babilônia”, mas sim no decorrer da trama não teria ocorrido toda essa polêmica que afetou a audiência e, consequentemente, a história da novela?

Rosi Campos: Com toda certeza... Mas foi bom acontecer tudo isso pra vermos como  brasileiro ainda é preconceituoso, retrogrado e que para certos assuntos estamos lá em 1800 e por isso que vemos ainda o homem batendo na mulher, beijo gay incomodando não adianta o Brasil ainda é um mundo machista, com muita violência, enfim foi bom porque a gente desmascarou essa mentira, porque esse moralismo no Brasil é camuflado por uma grande mentira...

Jéfferson Balbino: Rosi, se você pudesse classificar alguma personagem que mais lhe satisfez como atriz qual seria?

Rosi Campos: Ah Jéfferson, houve várias... A Maria Tomba-Homem de “Hilda Furacão”, a Mamuska de “Da Cor do Pecado”, a Jorgete de “Meu Bem Querer” que eu fiz com a Marília Pêra, gostei muito de contracenar com ela nessa novela. Enfim, cada personagem tem uma coisa que você gosta, todo trabalho que faço é sempre bom, sempre prazeroso.

Jéfferson Balbino: Quando a gente fala da Mamuska de “Da Cor do Peado” já lembramos da família Sardinha (risos). Como foi conviver durante vários meses com aquela ‘filharada’? Mantém contato com eles?

Rosi Campos: Era muito bom... O Pedro Neschiling está sempre conversando comigo, mas agora ele foi pra Portugal. Volta e meia sempre encontro com o Cauã [Reymond], enfim vejo pouco eles, pois moro em São Paulo e o resto do pessoal no Rio.

Jéfferson Balbino: Quando você faz uma personagem marcante e de sucesso como a Mamuska você fica triste em ter que deixar essa pessoal ficcional que viveu com você durante vários meses?

Rosi Campos: Gosto muito da Morgana também que fiz em “Castelo Rá-Tim-Bum”... Mas voltando pra sua pergunta eu fico sim muito triste, no caso da Mamuska, no final da novela, a gente fez até uma camiseta de toda família Sardinha pra entregar pra produção, enfim foi um trabalho muito feliz e que todos gostaram de fazer. “Da Cor do Pecado’ foi um caso a parte, um sucesso que dava 50 pontos de audiência no horário das sete, era uma loucura! Como aconteceu com várias novelas ao longo da história.

Jéfferson Balbino: E quando a novela não atinge o sucesso esperado como “Babilônia”? Você fica frustrada?

Rosi Campos: Não fico frustrada, mas sim chateada até porque a novela é um empreendimento com varias pessoas envolvidas e com dinheiro sendo gasto, mas novela é algo maluco, pois as vezes dá audiência, outras vezes não dá e não tem como prever. É um produto que você não sabe o que vai acontecer por isso quanto mais empenho você põe maiores às chances de ter um bom resultado.

Jéfferson Balbino: E se você pudesse dar vida a uma personagem clássica da teledramaturgia vivida por outra atriz. Qual seria?

Rosi Campos: Seria legal fazer a Porcina de “Roque Santeiro”, a Nazaré Tedesco de “Senhora do Destino” são personagens muito fortes que ótimas atrizes viveram dando um toque especial.

Jéfferson Balbino: E você é uma atriz que assiste novela? Quais foram às melhores que você assistiu?

Rosi Campos: Assisto e gosto de assistir novela. Hoje em dia eu assisto mais, porque não faço muito teatro como antigamente. Gostei muito de “Avenida Brasil” e tem também novela de época como “Que Rei Sou Eu?”, “Alma Gêmea”, “Chocolate com Pimenta”... Enfim, gosto muito de novela de época!

Jéfferson Balbino: Rosi, muito obrigado por conceder essa entrevista ao “No Mundo dos Famosos”, parabéns pela brilhante carreira. Um grande beijo e muito mais sucesso!

 

Rosi Campos: Obrigada você, Jéfferson!



Escrito por No Mundo dos Famosos às 20h39
[] [envie esta mensagem
] []





TV TUDO

UM FINAL TRIPLAMENTE QUALIFICADO!

 Resultado de imagem para alemão os dois lados do complexo

2016 mal começou e já tivemos as primeiras despedidas para lamentar. Mortalmente falando, tivemos esta semana duas marcantes perdas, vindas da Inglaterra, que deixam saudades na arte contemporânea. Uma foi o icônico cantor David Bowie, que acabara de lançar um novo disco dois dias antes de morrer, em seu aniversário. A outra perda foi o ator Alan Rickman, famoso intérprete do professor Snape, da saga de Harry Potter. Ambos tinham 69 anos e lutavam contra o câncer.

-----

Mas deixemos as tristezas de lado e falamos do melhor da nossa TV! Neste final de semana, nada menos que três produções da Globo se despediram da telinha com muita honra e aplausos da crítica.

Obviamente, o destaque maior é para "Além do Tempo". GRANDE NOVELA! NOTA 10! Para a autora Elizabeth Jihn e todos os seus colaboradores, pelo grandioso cuidado que tiveram ao longo da produção para a conta a história. Ou melhor, histórias, afinal, foram duas fases. A de época, sem dúvidas a mais contagiante, e a fase contemporânea, que não chegou a ser nenhum espetáculo, o que causou frustração para boa parte do público que perdeu o interesse na reta final.

Mas que nem por isso prejudicou a audácia do enredo narrado por Elizabeth. Queira ou não, foi uma história de amor impecável de qualquer jeito, do início ao fim. O trio protagonista encantou muito, como há tempos não se via. Alinne Moraes e Rafael Cardoso tiveram a química perfeita de um casal principal, bem como a vilã, brilhantemente feita por Paolla Oliveira. Lívia e Felipe (que tal Livipe?) penaram com Melissa, sobretudo na segunda fase. Mas não posso deixar de mencionar a espetacular atuação de Irene Ravache, como Vitória, rivalizando brigas com Emília (Ana Beatriz Nogueira), nas duas fases. Enfim tiveram uma reconciliação merecida! Felipe Camargo, como Bernardo, retomou com muito gosto como sabe fazer personagens importantes, coisa que não fazia há tempos. Sem falar no novato Emílio Dantas, que surpreendeu como Pedro, que virou um vilãozão dos grandes. Na segunda fase, destacou-se o veterano Juca de Oliveira, como Alberto.

Resumindo o último dos 161 capítulos, foi um espetáculo a parte. Assim como ao término da primeira fase, remetemos novamente à cena da cachoeira, onde Lívia e Felipe encontram-se debruçados a beira do abismo (da morte). Seriam eles mortos novamente por Pedro? Não dessa vez, porque Melissa, cansada de ser má, chegou a tempo para impedir uma nova tragédia, 120 anos depois, acabando por matar o malvado. E ainda salvou os pombinhos de caírem lá do alto, com a ajuda do anjo Ariel (Michel Melamed).

 

Depois de toda a adrenalina, o merecido final feliz do casal principal, da ex-vilã, a paz reinada por Emília e Vitória, e por fim de todo o elenco celebrando o final da história. Com direito a uma rápida homenagem à Flora Diegues, a Bianca. Para quem não sabe, em dezembro a filha do cineasta Cacá Diegues sofreu um aneurisma e teve de fazer uma cirurgia de emergência, não podendo retornar à trama. Que se recupere logo o/

E para encerrar com chave de ouro "Além do Tempo", melhor que isso impossível, só um poema do grande e famoso médium e espírita Chico Xavier (1910-2002). LINDO DEMAIS! Assim esperamos por novas histórias que ultrapassam os limites da ousadia e criatividade, além do seu tempo!

Que venha "Eta Mundo Bom!"!

----------

Mais tarde, nos despedimos de "Ligações Perigosas". Como reportei no post anterior, surpreendendo pelo triste fim de Isabel (Patrícia Pillar), que terminou sem o seu amor falecido Augusto (Selton Mello), porém não menos abalada, ganhando vingança contra seu ex-amante, Heitor (Leopoldo Pacheco). Dramático e profundo.

Em seguida, o desfecho de "Alemão: Os Dois Lados do Complexo", que nada mais foi que a exibição compacta do filme que chegou às telonas do Brasil em 2014, reportando a histórica batalha da operação da polícia civil contra o tráfico de drogas, que resultou na tomada do Complexo do Alemão, em novembro de 2010. A grande diferença, para a TV, é que foram inseridas reportagens jornalísticas reais em meio à trama. Nomes como Cauã Reymond e Antônio Fagundes fizeram parte.

--------

Por isso o título triplamente qualificado deste post. Não é todo dia que se vê três produções terminando num mesmo dia.

 

 



Escrito por No Mundo dos Famosos às 23h38
[] [envie esta mensagem
] []



 
  [ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]