Arquivos

Votação
 Dê uma nota para meu blog

Outros links
 UOL - O melhor conteúdo
 BOL - E-mail grátis




ARQUIVO - NO MUNDO DOS FAMOSOS
 


Entrevista Especial com TARCÍSIO FILHO

 

O entrevistado de hoje do “No Mundo dos Famosos” é um dos grandes atores que esse país conhece. Dono de um imensurável talento, possivelmente, herdado pelos pais, afinal ele é filho do magistral casal de atores Tarcísio Meira e Glória Menezes. Já atuou em mais de 25 novelas ao longo de seus 35 anos de profissão, deu vida a inúmeros e marcantes personagens, sempre conquistou o público com sua simpatia e talento e, ainda sempre seduziu as mulheres com seu ar galante. A “Entrevista Especial” de hoje é com o querido TARCÍSIO FILHO.

“Eu quero sempre ficar fora da linha de conforto. Eu quero que os personagens venham até mim e que me desestabilize um pouco”...

(Tarcísio Filho)

Jéfferson Balbino: Quem te motivou a seguir a carreira de ator? O seu pai, o grande ator Tarcísio Meira ou sua mãe, a brilhante atriz Glória Menezes?

Tarcísio Filho: Eu não sei dizer... O que eu costumo dizer para as pessoas é que eu tenho mais dois irmãos que são mais velhos que eu...

Jéfferson Balbino: Os filhos do primeiro casamento da sua mãe, né?!

Tarcísio Filho: Sim, eles são filhos do primeiro casamento da minha mãe e que também foram criados pelo meu pai, enfim... E os dois não são atores. Então, Jéfferson, é evidente que tanto meu pai como a minha mãe me influenciaram a seguir essa carreira, mas só não sei te dizer até que ponto foi essa influência deles.

Jéfferson Balbino: Como está sendo voltar a atuar numa novela escrita por nosso querido e competente Walcyr Carrasco?

Tarcísio Filho: Cara, já é o quarto trabalho que eu faço com ele e, é sempre muito bom quando você trabalha com uma pessoa que você conhece os códigos e quem os personagens muito bem definidos, muito bem claros e, ele é um trabalhador incansável que tem uma marca bem definida, enfim é muito gostoso voltar a trabalhar com o Walcyr.

Jéfferson Balbino: E você é um dos poucos atores que não fica restrito às panelinhas de um determinado autor, pois você já transitou no universo dramatúrgico de diversos novelistas. Você já encontrou alguma dificuldade em ter que se adaptar ao estilo dramatúrgico de algum novelista?

Tarcísio Filho: Na verdade não, Jéfferson, sabe por quê? Cada grande autor tem seu próprio universo, assim como o Walcyr Carrasco tem o dele, o Benedito [Ruy Barbosa] tem o dele, o Gilberto Braga tem o dele e a gente tem que procurar se moldar e se moldando de uma maneira melhor e o próprio exercício para se moldar naquilo é que faz parte da coerência no nosso trabalho, enfim é boa essa diferença de estilos dramatúrgicos na qual passamos.

Jéfferson Balbino: Você já deu vida a diversos e inusitados tipos de personagens. Ainda existe algum tipo especifico de personagem que você sonha em interpretar?

Tarcísio Filho: Ah Jéfferson, sempre tem né?! Eu não sonho com um tipo em especifico, pois sempre gosto de ser surpreendido. Eu quero sempre ficar fora da linha de conforto. Eu quero que os personagens venham até mim e que me desestabilize um pouco...

Jéfferson Balbino: Em 1986, você deu um show de interpretação na novela “dona Beija”...

Tarcísio Filho: Jéfferson, agora você foi longe hein?! (risos).

Jéfferson Balbino: (risos) Então... Como você se prepara para viver personagens históricos e reais como foi o caso do D. Pedro em “Dona Beija”?

Tarcísio Filho: Curiosamente, na época desse personagem em especifico, meu pai [o ator, Tarcísio Meira] havia feito no Cinema o personagem Dom Pedro e eu também já o havia feito quando era criança então como eu já havia feito, já havia participado do filme, acompanhado as gravações do filme, lido vários livros que tinha sobre o personagem em casa acabou sendo tranquilo. Mas eu gosto muito de fazer personagens reais justamente pela referencia histórica, pois você pode dar seu sabor para um cara que, às vezes, está no inconsciente do imaginário popular então acaba sendo bom brincar com isso.

Jéfferson Balbino: Geralmente, como ocorre a composição de seus personagens? Você busca referenciais externos ou somente deixa se levar pelo que vem previamente definido na sinopse?

 

Tarcísio Filho: Depende do que vem do texto. Se você quer propor alguma coisa através do personagem tem que pesquisar por fora, enfim depende muito de como te chega o texto, de que natureza que ele... 



Escrito por No Mundo dos Famosos às 11h51
[] [envie esta mensagem
] []





Entrevista Especial com TARCÍSIO FILHO

 

Jéfferson Balbino: Outro trabalho marcante seu ocorreu na novela “Pantanal”. Como foi contracenar com a nossa querida Rosinha [Rosamaria Murtinho]?

Tarcísio Filho: Eu tenho um problema com a Rosa (risos), porque ela estava trabalhando com a minha mãe [a atriz Glória Menezes] quando ela estava grávida de mim. Eu sou meses mais velho que o Maurinho [Mauro Mendonça Filho], ou seja, meu ‘quadradinho’ foi pro Mauro [Mendonça] então toda vez que eu vejo ele eu falo: “E aí velho quando vai devolver meu quadradinho?” (risos)... E a rosa foi minha mãe na ficção umas duas ou três vezes. Enfim, Jéfferson, a Rosa é pra mim uma mãezona, uma queridona...

Jéfferson Balbino: Por falar em “Pantanal”, essa novela foi o trabalho mais desafiante que você já teve como ator?

Tarcísio Filho: Foi, porque a gente era muito jovem e formamos um grupo muito bom, pois é muito difícil você ver um trabalho com um grupo onde todos tem muito peso, afinal todos que estavam ali continuaram a carreira e estamos todos – quase 30 anos depois – atuando. E naquela época a gente era um bando de guri dormíamos no mesmo quarto, era uma brincadeira, uma festa até porque gravávamos pouco no Rio, pois a maioria das gravações era naquela fazendo lá no Pantanal então tivemos uma grande vivencia, pois estávamos verdadeiramente inseridos naquele contexto.

Jéfferson Balbino: E como é quando você acaba um trabalho? Fica triste em ter que deixar o personagem te acompanhou meses a fio?

Tarcísio Filho: Eventualmente fico triste...

Jéfferson Balbino: E como foi atuar em “Éramos Seis” lá no SBT?

Tarcísio Filho: Ah Jéfferson, foi um trabalho muito bonito de fazer, porque a gente estava inaugurando um novo núcleo de teledramaturgia. Eu já havia passado pela Globo, pela Manchete e ali no SBT foi um susto para todos nos, pois era um trabalho de época que começava nos anos de 1930 e ia até o final da década de 1940 e foi uma novela muito bem produzida, muito bem estruturada com valores familiares iguais agora que o público clama por isso. Então “Éramos Seis” deu um encantamento nas pessoas e que foi muito bonito de ver e fazer.

Jéfferson Balbino: E você prefere dar vida a vilão ou a personagens bonzinhos?

Tarcísio Filho: A gente traça o que vier, sendo um bom personagem a gente faz.

Jéfferson Balbino: Outro trabalho marcante seu ocorreu na minissérie “Queridos Amigos” que foi uma produção belíssima... Como foi atuar nessa maravilhosa obra da nossa querida Maria Adelaide Amaral?

Tarcísio Filho: Foi muito engraçado, porque tinha ali vários colegas que eu já conhecia há muito tempo, mas a Denise [Saraceni] fez um processo de laboratório com a gente pra gente viver junto. Então a gente chagava às 9 horas da manhã e ficava o dia todo, ela montou um apartamento no estúdio e a gente ficava lá conversando, batendo papo, cozinhando e incorporando os personagens. Era uma relação intimista que tivemos quase a mesma que tivemos em “Pantanal” com a única diferença que lá tínhamos 20 e poucos anos e em “Queridos Amigos” já tínhamos passado dos 40 e poucos anos...

Jéfferson Balbino: O que você acredita ter sido sua maior contribuição para o seu oficio e para a história da teledramaturgia brasileira?

Tarcísio Filho: Ishi Jéfferson... Se você pergunta para meu pai que tem 60 anos de carreira fazer esse tipo de retrospectiva creio que ele também não vai saber te responder por que a gente não pensa nisso, a gente só pensa em fazer. Olha bem, ele podia nessa altura da carreira e da vida dele ficar quieto em casa, mas não decidiu fazer teatro porque ele sente a necessidade de estar sempre fazendo, sempre em movimento.

Jéfferson Balbino: Se você pudesse eleger uma obra-prima do seu pai e da sua mãe que tenha servido de inspiração suprema pra você, qual seria?

Tarcísio Filho: É gozado isso, porque sempre vai ser o último. Esses dois personagens que eles estavam fazendo no teatro agora são sensacionais e reveladores de suas personalidades que são o Sir do Tarcisão em “O Camareiro” e a Maude que mamãe fez na peça “Ensina-me a Viver” e que eu acho um trabalho antológico.

Jéfferson Balbino: E você é um ator que assiste novelas? Quais foram às melhores novelas que já assistiu?

Tarcísio Filho: Eu gosto de ver porque daí eu vejo os colegas. Não vou citar pra não ser injusto (risos).

Jéfferson Balbino: Tarcisinho, muito obrigado por conceder essa entrevista para o “No Mundo dos Famosos”, parabéns por essa carreira brilhante que você vem construindo ao longo do tempo. E parabéns também por ter pais tão talentosos e tão maravilhosos como o casal Tarcísio Meira e Glória Menezes. Abraço pra todos vocês!

 

Tarcísio Filho: Muito obrigado, Jéfferson. Abraço!



Escrito por No Mundo dos Famosos às 11h51
[] [envie esta mensagem
] []





TV Tudo

NOVA ESCOLINHA DO PROFESSOR RAIMUNDO TIRA NOTA DEZ E TERÁ CONTINUIDADE

escolinha professor



Uma aula de humor!

Demorou, mas ela voltou. Assim como demorei para dedicar um post sobre. Desde que passou primeiramente no Viva, com cinco episódios, e depois da chegada à Globo, com direito a mais dois capítulos inéditos, nunca cheguei à citá-la nesta coluna, nem mesmo nos melhores de 2015, por ser simplesmente de curta temporada.

Mas, felizmente, uma experiência exuberante para todos os envolvidos. Definitivamente, a saudosa "Escolinha do Professor Raimundo" voltou. Agora sob o subtítulo "Nova Geração". Viva o humor e salve Chico Anysio!

Ao mesmo tempo, também, é de se lamentar que esta grande homenagem venha de forma tardia. Já pensaram como seria melhor fazê-la enquanto o mestre criador ainda estava entre nós. Até sua morte, em 2012, Chico sempre implorou para a Globo que voltasse com a sua Escolinha na programação, onde esteve entre 1990 a 2001. Desse último ano em diante, o máximo que lhe foi oferecido eram pequenas e, talvez irrelevantes, participações no "Zorra Total". Como esteve doente nos últimos anos de vida, nada de gratificante foi oferecido pela emissora. Por esse motivo, a viúva Malga di Paula já se mostrou contrária à nova versão, mesmo que tenha exaltado os humoristas da nova geração, incluindo seu filho Bruno Mazzeo. Nizo Neto e Lug de Paula estiveram envolvidos na roteirização do novo programa.

Independentemente das desavenças do passado, agora é ver o presente e aplaudir de pé esta homenagem, iniciada no Viva e consagrada na Globo, cujo último episódio foi exibido no dia 24 de janeiro. Nessa nova geração, as piadas ficaram mais atualizadas, em meio a grande popularidade das tecnologias móveis. Chamou atenção o uso de expressões como "hashtag" e "upgrade". Tudo a frente do seu tempo, suficiente para cravar recordes na televisão. No Viva, garantiu com folga a liderança de maior audiência do ano em entretenimento.

E diante da excepcional repercussão na TV aberta (médias que chegaram a beirar os 20 pontos), o objetivo foi muito mais que cumprido. Uma segunda temporada, com DOZE episódios, já está garantida. Parabéns aos envolvidos por esse êxito enorme! E viva a velha e a nova "Escolinha"!

 

Para não haver injustiças, coloco abaixo o elenco completo da atração repaginada:



Escrito por No Mundo dos Famosos às 12h40
[] [envie esta mensagem
] []





TV Tudo

Bruno Mazzeo

Professor Raimundo Nonato               

Chico Anysio

Ângelo Antônio

Joselino Barbacena

Antônio Carlos Pires

Betty Gofman

Dona Bela

Zezé Macedo

Dani Calabresa

Catifunda

Zilda Cardoso

Ellen Rocche

Capitu

Cláudia Mauro

Evandro Mesquita

Armando Volta

David Pinheiro

Fabiana Karla

Dona Cacilda

Cláudia Jimenez

Fernanda de Freitas

Marina da Glória

Tássia Camargo

Fernanda Souza

Tati

Heloísa Périssé

Kiko Mascarenhas

Galeão Cumbica

Rony Cócegas

Lúcio Mauro Filho

Aldemar Vigário

Lúcio Mauro

Marcelo Adnet

Rolando Lero

Rogério Cardoso

Marcius Melhem

Seu Boneco

Lug de Paula

Marco Ricca

Pedro Pereira

Francisco Milani

Marcos Caruso

Seu Peru

Orlando Drummond

Maria Clara Gueiros

Cândida

Stella Freitas

Mateus Solano

Zé Bonitinho

Jorge Loredo

Otaviano Costa

Ptolomeu

Nizo Neto

Otávio Muller

Baltazar da Rocha

Walter D'Ávila

Rodrigo Sant´anna

Batista

Eliezer Motta



Escrito por No Mundo dos Famosos às 12h39
[] [envie esta mensagem
] []





TV Tudo

Desse ótimo elenco, meu destaque preferido e especial vai para o casal Marcelo Adnet e Dani Calabresa. O primeiro, irreverente como o eterno Rolando Lero, "incorporou" o jeito enrolante da interpretação original do saudoso Rogério Cardoso, "captando as vossas mensagens, amado mestre". E Dani fez de um jeito incorporável e debochado à "macumbeira" Catifunda, "sempre as ordens, prefessô". Saravá!

O mais veterano do elenco, Marcos Caruso, esteve IM-PA-GÁ-VEL como Seu Peru, a "biba louca" da turma. Do lado oposto, tivemos um surpreendente Mateus Solano (saudades do Félix?) como Zé Bonitinho, o "perigote das mulheres", como justa homenagem ao intérprete mais do que original, Jorge Loredo, falecido no último ano.

 

Quem também chamou atenção foi Lúcio Mauro Filho, como Aldemar Vigário, o puxa-sardinha de Raimundo Nonato. Justamente interpretado na versão original pelo seu pai, Lúcio Mauro, que fez uma participação especial num dos episódios inéditos exibidos na Globo. Cito ainda com destaque o cantor Evandro Mesquita como o malandro boa praça Armando Volta (sambarilove!).. Maria Clara Gueiros, bem de loira como Cândida... Fabiana Karla, a pessoa certa para reviver Cacilda... Otaviano Costa e o "nerd da turma" Ptolomeu... É tanto destaque bom que não acaba mais!

Talvez o que menos tenha agradado foi Rodrigo Sant´anna (a eterna bandida Valéria), como Seu Batista, que pouco lembrou a versão original. Fernanda Souza se mostrou um pouco forçada, mas não menos engraçada, como a jovem descolada Tati, papel que anteriormente consagrou Heloísa Perissé.. fala sério! :O

Por fim, é claro, ninguém melhor que Bruno Mazzeo, o filho do mestre Anysio, para reviver o papel principal de seu pai. O principal dentre as outras mais de 100 criações (Alberto Roberto, Coalhada, Nazareno...).

---------

A intitulada "nova geração" agradou, e muito, numa justa e merecida homenagem, celebração, que depois virará uma atração fixa na grade. Que venha logo a segunda temporada!

 

 



Escrito por No Mundo dos Famosos às 12h37
[] [envie esta mensagem
] []



 
  [ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]