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ARQUIVO - NO MUNDO DOS FAMOSOS
 


Entrevista Especial com MARIA ZILDA

 

Hoje eu tenho a honra de entrevistar uma querida e talentosa atriz. Ela já atuou em diversas novelas que marcaram época, se consagrou ao dar vida a mulheres ricas, sexy e sedutoras. Já foi mocinha, já foi vilã, já foi engraçada, já foi vários tipos de personagens... E, atualmente vem dando um banho de interpretação como a enigmática Emma na novela “Eta Mundo Bom”. A “Entrevista Especial” do “No Mundo dos Famosos” é com a brilhante atriz MARIA ZILDA.

“Jéfferson, só pra você ver como eu sou uma pessoa de muita sorte: em 44 anos de carreira eu não tive nenhuma personagem que eu lhe possa dizer que eu fiz com má vontade, ou seja, tenho muita sorte”!

(Maria Zilda)

Jéfferson Balbino: Como está sendo retornar às novelas após um período sabático de 3 anos?

Maria Zilda: Realmente, Jéfferson, faz um bom tempo que não fazia novelas, mas esse tempo sabático eu tirei pra cuidar de mim, da minha casa, da minha família... Foi um tempo de mudanças e quando você resolve dar esse tempo, você deve largar as outras coisas, pois senão você não consegue se dedicar um tempo integralmente e foi isso que eu fiz e foi por isso que eu fui minha durante 24 horas por dia e foi muito bom (risos).

Jéfferson Balbino: E nem por um momento você sentiu falta de ter alguma personagem atrelada a você?

Maria Zilda: Não, pois eu estava necessitada de ficar comigo mesma.

Jéfferson Balbino: Mas como foi o momento que você percebeu que deveria dar um ‘time’ pra cuidar somente de você?

Maria Zilda: Acho que foi quando terminei de gravar a novela “Aquele Beijo” em Abril de 2012. Terminei a novela em Abril, passou dois meses tive problemas de saúde e daí foi que percebi que deveria tomar conta de quem estava precisando.

Jéfferson Balbino: E como está sendo dar vida à Emma na novela “Eta Mundo Bom”?

Maria Zilda: É muito bom fazer à Emma. Ela vem de fora do Brasil o que deu aquela coisa enigmática, pois ninguém sabe bem a história dela. E, é muito divertido esse fato pra mim, pois fiz várias novelas que eu já sabia toda a história da minha personagem antes de começar a gravar. Então - como no caso dessa – que eu não sei o que irá ocorrer com ela acaba sendo uma surpresa tanto para o público como pra mim. Então eu estou fazendo dela um enigma mesmo... Quem é a Emma? Ninguém sabe! (risos).

Jéfferson Balbino: E você é daquelas atrizes que idealiza a trajetória que você quer que sua personagem tenha durante a novela?

Maria Zilda: Em novela não, pois novela é uma obra aberta. Em novela o autor pode acordar e resolver transformar a mocinha em bandida então não adianta você dizer, pois quem diz é o autor. O ator tem que dormir e acordar esperando qualquer coisa, afinal o autor tem o direito de brincar.

Jéfferson Balbino: Ainda existe algum tipo especifico de personagem que você sonha em interpretar?

Maria Zilda: Não, pois eu já estou muito realizada.

Jéfferson Balbino: Tem um trabalho que você que marcou uma geração que foi a novela “Hipertensão”...

Maria Zilda: Que devera ser reprisada no Canal Viva, mas como tem problemas técnicos dificilmente será...

Jéfferson Balbino: E como foi protagonizar essa inesquecível novela da magistral autora Ivani Ribeiro?

Maria Zilda: Jéfferson, só pra você ver como eu sou uma pessoa de muita sorte: em 44 anos de carreira eu não tive nenhuma personagem que eu lhe possa dizer que eu fiz com má vontade, ou seja, tenho muita sorte! E, foi ótimo ter protagonizado “Hipertensão” como também foi ótimo ter feito às outras tantas novelas que fiz ao longo da minha carreira...

Jéfferson Balbino: E você é uma atriz que gosta de assistir novelas?

Maria Zilda: Eu não sou noveleira, nunca fui. Eu quando sento na frente da televisão é pra ver um filme, um jornal... Mas quando é uma novela que as pessoas me dizem que vale a pena ver eu vou lá e vejo até pra ver os trabalhos dos meus colegas, dos diretores e do autor também, afinal é o meu mundo. Não é que eu não goste de ver até porque se é a minha profissão e se eu escolhi fazer aquilo acontece que as vezes não dá tempo de acompanhar tudo que está no ar.

Jéfferson Balbino: Quais dos atores dessa nova geração que você tem vontade de trabalhar?

Maria Zilda: Existem muitos, vários... É uma safra boa de atores que tem chegado...

Jéfferson Balbino: Vejo que você sempre posta coisas bacanas no seu Facebook. Como é estar em pleno contato com seus fãs através das redes sociais?

Maria Zilda: Eu gosto, mas não sou frenética por internet. Mas duas ou três vezes por semana eu vou lá na minha página, vejo, posto coisas, respondo...

Jéfferson Balbino: E você tem alguma obra-prima seja no teatro ou na televisão?

Maria Zilda: Não... Isso se eu tiver eu deixo para o público julgar.

Jéfferson Balbino: E o que você acredita ter sido sua maior contribuição para o seu oficio?

Maria Zilda: Primeiro: gostar do que eu faço. Segundo: fazer com verdade; e Terceiro: fazer para o público. Jéfferson, quando eu estou gravando uma cena eu não estou pensando na cena em si, mas estou pensando em quem está em casa e irá ver aquela cena. E se a pessoa tiver com o computador ou com o celular na frente ela vai parar pra ver a minha cena, pra olhar pra televisão quando ouvir minha voz, porque sabe que eu irei apresentar alguma coisa interessante pra ela. Nunca quis fazer alguma coisa que passasse em branco para as pessoas, pois sempre quis fazer com muito capricho.

Jéfferson Balbino: Quais os cuidados que você têm quando vai dar vida à uma personagem de época?

Maria Zilda: Pra você ter ideia, desde que eu acertei de fazer “Eta Mundo Bom” em setembro eu procuro ver filmes de época pra se aproximar cada vez mais do universo da Emma.

Jéfferson Balbino: E o que você gosta de fazer nas horas de lazer?

Maria Zilda: Eu gosto de ler, ver filmes, gosto de tanta coisa, porque eu adoro viver.

Jéfferson Balbino: Maria Zilda, adorei entrevistar você. Amo de paixão seu trabalho, por isso lhe digo que é muito bom ter você de volta nas novelas. Beijos e muito mais sucesso!

 

Maria Zilda: Obrigada Jéfferson, também amei nosso papo. Beijos!



Escrito por No Mundo dos Famosos às 23h03
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A TV NO CARNAVAL: TUDO MAIS DO MESMO

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Amigos, voltei descansado da folga de Carnaval,  para seguir "uma certa tradição", feliz ano novo para os brasileiros que só trabalham após ESSE feriado! E o mesmo Carnaval será meu texto da vez.

Antes de mais nada, digo que este Carnaval foi o melhor dos últimos anos, especialmente se tratando dos desfiles das escolas de samba, em São Paulo e, o melhor de todos, Rio de Janeiro, numa das mais acirradas disputas pelo título. E sobretudo, marcou a volta por cima, nos dois lugares, de escolas que não ganhavam havia um bom tempo.Merecidamente, parabenizo as campeãs, Império de Casa Verde e (a minha!!) Estação Primeira de Mangueira. A campeã carioca fez história com uma homenagem à cantora Maria Bethânia, que desfilou deslumbrante, sem gastar um centavo para arrumar seu marcante cabelo (não mexe comigo que sou a menina de Oyá!).. enquanto diversas rainhas de bateria torraram uma grana preta para usar, uma vez por ano, suas fantasias.. risos eternos.

Sem enrolação, vamos ao que interessa. E dessa vez busquei uma especial inspiração para dar meus pitacos sobre a folia na televisão. Todo ano meu amigo de telinha, Fabio Maksymczuk, dá sua opinião na cobertura televisiva, que nos últimos anos não anda lá essas coisas.

O SBT e a Band insistem nos carnavais nordestinos, que são cercados de trios elétricos com artistas famosos. Esse ano com uma ênfase maior ao hit da "Metralhadora". A RedeTV!, com Nelson Rubens e companhia, segue a tradição de mostrar "bastidores". As demais emissoras procuram "fugir" da folia, com programações alternativas.

E falemos da tenebrosa cobertura da Globo, a principal transmissora do país para a folia de 4 dias anuais, no chamado "Globeleza". Notoriamente, a qualidade decai ano a ano, o que gera enxurrada de críticas dos telespectadores. Diante de um excessivo número de apresentadores e comentaristas, fica um ar de desgaste, tanto para paulistas como para cariocas. Sem querer desmerecer as festas de outras diversas metrópoles brasileiras (igualmente boas, mas sem o mesmo charme carioca, por exemplo), foi-se o tempo de transmissão em rede nacional de dois dias para São Paulo, e outros dois para o Rio. A partir de 2013, a Globo regionalizou as transmissões carnavalescas. Ruim para os cariocas que gostavam dos desfiles paulistas, onde agora exibem, nos mesmos dois dias, o Grupo de Acesso carioca. Esse ano, com a péssima apresentação de Alex Escobar, que como narrador é um ótimo jornalista esportivo (ops).

Para o carnaval que terminou de passar, em São Paulo tivemos os comentários pouco pertinentes de Aílton Graça. A dupla de apresentadores Chico Pinheiro e Monalisa Perrone não se encaixa no entrosamento. Chico ainda sabe muito do carnaval de SP, por já ter apresentado desde muitos anos, e depois de um hiato, voltou em 2014. Mas Monalisa não tem esse perfil, infelizmente. No meio disso tudo, muitos comentários desnecessários, que atrapalham aquele que quer somente ouvir o desfile da agremiação. Pelo menos todas foram mostradas integralmente por onde passou, sem sofrer interferências. Nesse carnaval, além da campeã Império, se destacaram Mocidade Alegre, Vai-Vai e a surpreendente Acadêmicos do Tatuapé. Mas para variar, a apuração foi marcada por muita confusão e quebra-quebra durante a leitura das notas, tal qual ocorreu em 2012... isso pelo menos a Globo soube cobrir muito bem, pois jornalismo é com ela mesmo (sem ofensa).

Ao contrário do que acontece no Rio, lamentavelmente. A primeira escola de cada dia não é transmitida pelo canal (somente no G1). Nesse ano, Estácio de Sá e Unidos de Vila Isabel sofreram com esse absurdo aprovado pela LIESA (Liga Independente das Escolas de Samba). Pior que isso só mesmo o trio de apresentadores que não são "de raiz do samba", Luís Roberto, Tiago Leifert e Fátima Bernardes. Luís, que é chegado em "negros maravilhosos", manja mesmo é do futebol, assim como Tiago, que deixou a área de esportes para o entretenimento, onde está Fátima. Ainda havia uma espécie de camarote dentro do estúdio Globeleza, onde quando as mais tradicionais escolas encerravam seus desfiles, quase uma ala inteira o invadia para mostrar o que de melhor havia feito na Sapucaí. Citando de exemplo, a Acadêmicos do Salgueiro, após um ótimo desfile sobre o candomblé brasileiro ("Ópera dos Malandros"), mostrava o que fez de melhor, enquanto que a São Clemente, sua sucessora na noite, já caminhava para a metade de seu desfile, consequentemente menos lembrado no dia seguinte. Absurdo!

A salvação, por sua vez, chama-se Milton Cunha, legítimo carnavalesco que, anos atrás, organizou desfiles oficiais das escolas de samba, como na Beija-Flor de Nilópolis (a "queridinha" da Globo). Desde 2013 no time de comentaristas, que ainda inclui Eri Johnson (nada a ver), transmite sempre um vasto conhecimento da festa carioca, destacando tudo de enredo, fantasias e comissões de frente, escola por escola. Os termos utilizados por ele, como "sambou" e "lacrou" são muito popularmente usado por internautas, graças ao seu carisma afetivo. Esse sim é divino...

Claramente, mostrou preferência pelas alegorias e todos os apetrechos apresentados pela Mangueira para que vencesse a apuração carioca. Que transcorreu, como sempre, sem problemas e com acirrada e saudável disputa, décimo a décimo. A verde e rosa, merecidamente, encerrou um longo jejum de 14 anos sem títulos. Que linda volta por cima!

Encerrando meu textão sobre o carnaval na TV, agora fica o destaque positivo, que vai para a pequena TV Brasil, pela primeira vez transmitindo o Desfile das Campeãs, de ambos os principais carnavais. Para uma primeira experiência, está de ótimo tamanho, com narradores e comentaristas apresentando o necessário e prestigiando a escola que passa na avenida, sem interferências. Que tal correr atrás dos direitos de transmissão para mais eventos carnavalescos, hein?

 

 



Escrito por No Mundo dos Famosos às 23h23
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