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ARQUIVO - NO MUNDO DOS FAMOSOS
 


Entrevista Especial com ELIZABETH SAVALLA

 

Hoje, sexta-feira, dia 18 de Março de 2016, o portal “No Mundo dos Famosos” completa 9 anos no ar. E, para comemorar essa importante data, trouxemos para você, nosso fiel leitor, uma “Entrevista Especial” com uma maravilhosa atriz. Ela se casou aos 19 anos com o ator Marcelo Picchi com quem teve 4 filhos. Estudou na Escola de Artes Dramáticas da USP. Em 1978, foi eleita uma das 10 mulheres mais bonitas do Brasil, pelo programa “Fantástico”. Sua estreia em telenovelas aconteceu na versão original de “Gabriela”- sendo premiada por seu notório trabalho. Ela têm mais de 40 anos de carreira, uma brilhante trajetória trilhada, personagens marcantes que até hoje povoam nosso imaginário e atualmente vêm nos brindando com sua maravilhosa interpretação na novela “Eta Mundo Bom”. Minha querida entrevistada é a magnifica atriz ELIZABETH SAVALLA.

“Eu gosto de diretor exigente que me bota à prova”...

(Elizabeth Savalla)

Jéfferson Balbino: Atualmente, você vem dando um show de interpretação na atual novela das seis da Globo, “Eta Mundo Bom”. Como você define a Cunegudes?

Elizabeth Savalla: A Cunegudes é daquelas pessoas que visa apenas o próprio interesse. Ela é rígida, extremamente rígida, é má feito o pica-pau (risos), mas tem tudo haver com a rigidez da época, porém, sempre faz qualquer coisa para se dar bem.

Jéfferson Balbino: Ela seria uma espécie de parente da Imaculada – sua personagem na novela “A Padroeira”?

Elizabeth Savalla: Não, pois elas são diferentes, sobretudo, porque a Cunegudes fala com sotaque. A Imaculada era uma vilã cômica também, enfim, é diferente, mas não deixa de ser parecida. Elas são dá mesma vibe, Jéfferson (risos).

Jéfferson Balbino: Quando eu entrevistei a dona Laura Cardoso ela me disse sobre os cuidados que o ator deve ter ao interpretar uma personagem como sotaque. Gostaria de saber quais os cuidados que você possui?

Elizabeth Savalla: Eu faço brincando minhas personagens, Jéfferson. Vou levando... Não gosto de ficar preocupada... E, também, quando você faz brincando uma personagem o público sente isso.

Jéfferson Balbino: Embora você seja mais conhecida por suas personagens cômicas, você também deu vida há muitas personagens densas/dramáticas. Você prefere comédia ou drama?

Elizabeth Savalla: Quando você tem um personagem inteiro, conciso - que é oque o Walcyr [Carrasco] nos dá, você fará bem e não importa se ele é de comédia ou de drama.

Jéfferson Balbino: E você costuma fazer laboratório para construir uma personagem?

Elizabeth Savalla: Eu vou sempre pelo texto, mas é claro que dou também uma estudada na época para ter uma noção de como as pessoas se comportavam...

Jéfferson Balbino: Embora você seja uma grande estrela, você gosta de fazer alguma atividade doméstica como toda dona de casa (risos)?

Elizabeth Savalla: Eu gosto de lavar roupa – quando tenho tempo (risos).

Jéfferson Balbino: Nessa sua maravilhosa galeria de marcantes personagens, qual seria sua obra-prima?

Elizabeth Savalla: É, e sempre será o próximo personagem.

Jéfferson Balbino: Mas existe alguma personagem que lhe satisfez por completo e que por essa razão você possui um carinho um pouco mais especial?

Elizabeth Savalla: Olha, acho que sempre será minha primeira personagem – no caso a Malvina de “Gabriela” – que foi uma grande personagem. Mas tem outras tantas como a de “Pai Herói”, a Lili de “O Astro”, a Márcia de “Amor à Vida”, a Jezebel de “Chocolate com Pimenta”, existe um monte...

Jéfferson Balbino: E quando você vê outra atriz como, por exemplo, a Alinne Moraes no remake de “O Astro”, revivendo uma personagem que você já fez? Sente ciúmes?

Elizabeth Savalla: Não. Talvez, isso ocorra porque eu quase nem assisti e, dificilmente, assisto televisão, porque eu faço muito teatro e não dá tempo.

Jéfferson Balbino: E você fica triste quando acaba um trabalho e você tem que deixar a personagem que te acompanhou durante alguns meses?

Elizabeth Savalla: Não, pois tenho um desprendimento das minhas personagens até porque logo vem outra, mas quando estou muito apegada no começo – após o término da novela – sinto, mas logo depois já passa.

Jéfferson Balbino: Você gosta de assistir novelas?

Elizabeth Savalla: Quando uma história me pega como “Verdades Secretas” – até mesmo pelo horário que foi exibida e eu já estava em casa e tal – aí eu assisto.

Jéfferson Balbino: E o que é mais gratificante na carreira de atriz?

Elizabeth Savalla: Trabalhar.

Jéfferson Balbino: No passado, você fez muitos trabalhos com o inesquecível diretor Walter Avancini que era considerado o diretor mais rígido da televisão. Você teve algum problema com esse jeito austero do Avancini?

Elizabeth Savalla: Não! Até porque eu gosto de diretor exigente que me bota à prova – eu adoro.

Jéfferson Balbino: O Jorginho [Jorge Fernando] é sempre desse jeito alegre e divertido no set ou tem um lado severo também?

Elizabeth Savalla: Ele é um amor de pessoa, mas também tem seu lado severo. Enfim, cada um tem seu jeito.

Jéfferson Balbino: E você tem ou já teve vontade de dirigir alguma peça?

Elizabeth Savalla: Eu fiz, recentemente, uma supervisão na peça sobre o palhaço Carequinha que meu filho escreveu e o outro atuou, mas não foi uma direção e sim uma supervisão onde fiz pouca coisa.

Jéfferson Balbino: Esse ano marca o centenário de uma das maiores novelistas que esse país conheceu: Ivani Ribeiro. Você atuou em "Hipertensão" e em “Quem é Você?”, ambas novelas de autoria dessa magistral escritora. Já entrevistei diversos atores que trabalharam em novelas escritas por ela, mas que nunca chegaram a vê-la. Você teve algum contato com ela durante a novela ‘Hipertensão”, visto que a novela “Quem é Você?” foi uma obra póstuma da novelista?

Elizabeth Savalla: Eu tive contato com a Ivani [Ribeiro], pois certa vez fui à casa dela, porque a Renata – minha personagem em “Hipertensão” – não era a protagonista de novela, mas era uma personagem importante e ela queria que eu fizesse a novela e eu fui até a casa dela e ela acabou me convencendo para fazer a novela...

Jéfferson Balbino: E a que você atribui o imenso sucesso da Márcia – sua personagem na novela “Amor à Vida”?

Elizabeth Savalla: Ao fato dela ser uma personagem extremamente popular.

Jéfferson Balbino: E qual foi sua fonte de inspiração pra interpretar essa mulher do povo?

Elizabeth Savalla: A Rita Cadillac me deu algumas aulas, mas o resto tinha tudo no texto, afinal o Walcyr Carrasco é muito bom!

Jéfferson Balbino: Você também fez alguns trabalhos com uma querida amiga minha, a atriz Rosamaria Murtinho. Como foi contracenar com a Rosinha?

Elizabeth Savalla: A Rosinha é uma das atrizes mais lindas e queridas que eu já conheci. Eu a vi fazendo a primeira versão da novela “A Muralha”, na Excelsior, e eu era menina que via aquela personagem dela andando com uma jaguatirica o tempo todo e pra todo lado... A gente fez vários trabalhos juntas como em “Pai Herói”, “Sete Pecados” e “Amor à Vida”... Enfim, eu adoro a Rosinha, a gente sempre conversa muito, ela é uma atriz maravilhosa e uma pessoa maravilhosa.

Jéfferson Balbino: Querida, foi uma honra imensurável ter você aqui “No Mundo dos Famosos”. Parabéns pela belíssima carreira, muito mais sucesso e muito obrigado por ter aceito nosso convite e ter concedido essa maravilhosa entrevista pra gente. Beijos!

 

Elizabeth Savalla: Obrigada você querido, beijo!



Escrito por No Mundo dos Famosos às 19h16
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TV TUDO - 1 ANO

UM ANO DE “TV TUDO”

 

É um feliz aniversário a celebrar!

Não, não é de gente famosa, e sim de um singelo, porém, maravilhoso trabalho e passatempo que é escrever críticas de televisão para um grande site de entretenimento, como o “No Mundo dos Famosos”. Nesta primeira quinzena de março, nascia há um ano atrás o “TV Tudo”, coluna de grandiosa parceria com meu amicíssimo (queridão) Jefferson Balbino. Um ano de críticas televisivas! Produtivas, elogiosas ou não, divertidas e também sérias. Ao longo de um ano, misturou-se diversão e emoção nesses textões.

E no intuito de celebrar essa ocasião, farei este post especial com uma singela rememoração do melhor que escrevi nesse tempo, os melhores momentos do primeiro ao último texto.

O público do No Mundo dos Famosos há de se lembrar que foi no comecinho de março que essa parceria começou. Meu primeiro texto, oficial, reportou as retas finais simultâneas de dois novelões da Globo: Boogie Oogie e Império. A então trama das seis, apesar de durar expressivos sete meses, não chegou a ser um marco televisivo, diante de muitas barrigas e enrolações, prejudicando sua evolução. Já o mesmo não se podia dizer da novela de Aguinaldo Silva, que, em parte, recuperava o público das nove com uma ótima história, sobretudo liderada pelo antológico José Alfredo, brilhantemente interpretado por Alexandre Nero. O ponto alto desse primeiro texto foi citar que "há muito tempo um protagonista de novela não conquistava tanto o público". Tanto que sua morte, no último capítulo, foi muito lamentada pelos noveleiros.

Depois de Império, o império do horário nobre desabou, com duas novelas seguidas retratando favelas e tiroteios. "Babilônia" e "A Regra do Jogo", duas bombas. Especialmente a primeira, a quem nunca cheguei a fazer um textão comentando sobre a novela, porque dava pena de ver. Só vi o último capítulo. No próximo comentarei sobre o término de "A Regra", junto com o início de "Velho Chico" (será a salvação?).

Voltando ao principal assunto, meus primeiros textos ainda eram simplórios, mas claramente objetivos a fazer críticas construtivas sobre o que passava à época. Basta relembrar que naquele março de 2015 estreava a elogiadíssima "Sete Vidas". Embora curta, deixou muita saudade. E ainda fiz um texto divertidíssimo sobre o programa "Tá no Ar", melhor atração da linha de shows global (esse ano a história se repete). E outro texto divertido, agora sobre as intermináveis e eternas reprises do SBT. À época, anunciava-se mais uma volta de "A Usurpadora", e nisso, emendei: "não duvido que depois voltem com Maria do Bairro pela enésima vez". Acertei, mizeravi! A novela de Thalía foi reexibida de novo, entre outubro passado e fevereiro agora. Pena que apenas para São Paulo e parabólicas.

 

Depois de tudo isso, ainda fiz a sucinta análise de títulos "horrendos" de novelas, com a estreia de "I Love Paraisópolis". Critiquei o nome, mas depois a novela não. Um sucesso imediato, mesmo apostando apenas na comédia, deixando a história um pouco confusa, e deu muito certo. Mais pela frente, destacaram-se textos que criticaram uma medida de Justiça que proibiram crianças na apresentação do "Bom Dia e Cia." no SBT, contrastando com uma sucessão de críticas divertidas ao saudoso (?) "Tomara que Caia", exibido fracassadamente pela Globo nas noites de domingo. Os esportes também tiveram destaque no TV Tudo, com um post sobre a cobertura dos Jogos Pan-Americanos, no Canadá.

Passadas as críticas, vieram uma fase de somente elogios para muitas produções que se destacavam. A mais especial delas, "Além do Tempo", com a transição da fase antiga para os tempos atuais, mostradas diante de belíssimas cenas. Uma novela que sustentou a ótima fase das 18 horas. O "lacre" que foi a novela das onze "Verdades Secretas", especialmente em seu último e vibrante capítulo. Sem falar de "Os Dez Mandamentos", que trouxe de volta à Record os grandes números de audiência, junto com vitórias absolutas sobre a maior rival. A abertura do Mar Vermelho foi uma cena histórica, para marcar gerações. E vem aí a segunda temporada (que eu não aprovei tal decisão dos bispos). Em meio também a boa estreia de "Totalmente Demais". Atualmente a melhor novela em exibição para muitos noveleiros.

Encerrei 2015 elegendo os melhores e piores daquele ano, no que foi sem dúvida o maior dos meus textões. Nesse princípio de 2016, reportei com muito gosto a nova "Escolinha do Professor Raimundo", o sucesso imediato de mais uma boa novela das seis, "Eta Mundo Bom", a cobertura do Carnaval e o sensacionalismo que impera nos programas de auditório, especialmente com Gugu.

O meu último texto? Mais diversão pura, sobre o Oscar... e Glória Pires... bacana!

Pois é, foi isso tudo e um pouco mais que escrevi, elogiei, critiquei e chorei ao longo deste um ano de TV Tudo, que fiz com muito prazer. Por isso, fica o meu feliz aniversário dessa parceria que já é vitoriosa! E que muitos aniversários venham pela frente, em nome de todos os telemaníacos. Abrações! :D

 

 



Escrito por No Mundo dos Famosos às 01h14
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COMPARACÃO: "A VIAGEM"

“A VIAGEM”

 

Um homem revoltado com a vida pode transformar e modificar a rotina de todos, apenas pelo espírito atormentado. A reencarnação e a evolução do espírito baseada na doutrina de Allan Kardec criaram as duas versões de “A Viagem” uma trama de imenso sucesso. Hoje iremos analisar as duas versões de A VIAGEM da saudosa autora Ivani Ribeiro...

HISTÓRIA

Pego em flagrante em uma tentativa de roubo, Alexandre mata o funcionário da agência bancária e tenta fugir. Porém, o irmão Raul e o cunhado Téo o entregam à polícia. Só sua irmã Diná é que se esforça para defendê-lo. E ao procurar o renomado advogado, César Jordão, para que represente Alexandre, se depara com um homem revoltado e disposto a fazer de tudo para condená-lo, uma vez que o morto era seu grande amigo. Assim sendo, Alexandre é condenado e, para não passar o resto da vida apodrecendo na cadeia, suicida-se, prometendo vingança "senão nessa vida, na outra".

Com o suicídio de Alexandre, o médico e amigo da família, Dr. Alberto Menezes, põe-se a tentar ajudar a mãe dele, Dona Izaura, e a todos da família, dada a tragédia. Alberto é apaixonado por Estela, outra filha de Izaura, que vive as voltas com a filha problemática Maria Lúcia, que criou sozinha já que o marido Ismael é um mau caráter que a abandonou. Raul, o irmão que denuncia Alexandre, vive um casamento mais que feliz com Andrezza e se dá muito bem com a sogra, Dona Guiomar. Diná é uma mulher bonita, charmosa, casada com um homem mais jovem, Téo, o que provoca crises de ciúme. O Dr. César, com quem Diná passa a viver uma relação de amor e ódio, culpando-o por tudo de ruim que aconteceu a seu irmão, é viúvo e pai de dois filhos, o jovem César Júnior e o garoto Dudu. Todavia, Alexandre, noutro plano, passa a atormentar a vida de todos, cumprindo o que prometera antes de morrer, como por exemplo: deixar Júnior, filho de César Jordão, drogado; e tornando Téo um marido violento. Seus principais alvos são o advogado, o irmão e o cunhado. Diná e César se apaixonam, bem como Téo e Lisa, antes namorada de Alexandre. A única pessoa que se dá conta da negra influência maligna de Alexandre sobre os vivos é o Dr. Alberto, adepto do Espiritismo, que tenta fazer algo através de suas reuniões mediúnicas.

Morre o advogado César e, depois, morre Diná. Eles se reencontram na colônia espiritual "Nosso Lar" e de lá, juntos, com seu amor capaz de superar todas as barreiras, tentam (e afinal conseguem) reverter a influência perversa de Alexandre, que está preso no "Vale das Sombras", sobre os seus entes queridos na Terra.

 

CURIOSIDADES – VERSÃO DE 1975

 

Lançada com grande estardalhaço pela Rede Tupi em 1/10/1975, a trama tinha como missão, vencer a reprise de Selva de Pedra da TV Globo, pois a emissora foi prejudicada com a censura de Roque Santeiro e a reprise foi colocada para que a produção seguinte (Pecado Capital) fosse feita a tempo.

O slogan de divulgação da trama era, ''Assista uma novela inédita com capítulos inéditos'', se referindo a trama de Selva de Pedra que no caso era uma reprise.

A novela tratou da vida após a morte, baseando-se no Espiritismo, a filosofia de Allan Kardec (1804-1869). A autora, Ivani Ribeiro, usou de sua história e de seus personagens para apresentar detalhes da doutrina kardecista. Foram levantadas todas as dimensões da crença, desde o preconceito dos leigos até estudos científicos. Inclusive a comunicação entre vivos e mortos através da mediunidade, espíritos encarnados e desencarnados, possessões, crendices populares, etc.

Grande momento da autora Ivani Ribeiro, em sua última novela contratada pela TV Tupi, depois disso, foi contratada pelo SBT (antiga TVS), escreveu uma novela (O Espantalho), e depois foi emprestada pela TV Tupi (O Profeta & Aritana).

Grande momento para Eva Wilma, que fez uma personagem riquíssima, Diná era um poço de ciúmes, insegura e possessiva, mas que foi se transformando em uma personagem mais humana, mais amorosa, pra dizer a verdade, ela era uma pessoa humana e justiceira, apesar do ciúme doentio pelo marido mais jovem, ela amava ele e principalmente amava seu irmão Alexandre.

Destaque também para Irene Ravache como Estela, onde ela e Diná presenciam tudo o que aconteciam com elas, além de Tony Ramos mostrando todo seu charme rústico como Téo, Altair Lima também merece destaque na pele do protagonista César Jordão, além de Elaine Cristina como a rebelde Lisa.

A Tupi teve dificuldades em encontrar uma igreja para realizar o casamento entre Téo e Lisa. Na época, a Cúria Metropolitana baixou uma ordem negando qualquer colaboração com a novela, alegando que a história se voltava contra os princípios católicos.

Última novela de Lúcia Lambertini, que morreu de parada cardíaca em 23/08/1976.

 

CURIOSIDADES – VERSÃO DE 1994

 

Em 11/04/1994, dezenove anos da exibição na TV Tupi, a Globo lança um remake no horário das sete.

 

O remake foi produzido em 20 dias para entrar no ar, porque houve um atraso na produção de sua sucessora no horário, Quatro por Quatro. Segundo o diretor Wolf Maya, isso só foi possível porque os cenários que representam o céu e inferno só surgiriam na trama depois do capítulo 60, dando tempo à equipe de produzir as cenas ambientadas nesses espaços.

Cristiane Torloni, Antônio Fagundes & Guilherme Fontes viveram Diná, Otávio (antes César) e Alexandre, papéis defendidos por Eva Wilma, Altair Lima e Ewerton de Castro na versão anterior.

Cristiane Torloni, que viveu um drama na sua vida após a morte acidental de seu filho Guilherme, que morreu aos doze anos de idade, relutou em aceitar o papel de Diná, mas Wolf Maya insistiu para que ela fizesse o papel que era a cara dela, relutou, pensou e aceitou, e viveu um dos melhores momentos na sua carreira, com uma personagem densa e dramática.

Mas também vale destacar Guilherme Fontes que brilhou do início ao fim como o marginal Alexandre, Andréa Beltrão viveu um de seus melhores momentos na sua carreira vivendo a rebelde Lisa, Lucinha Lins também brilhou como Estela, cuja cena quando ela descobre que a irmã morre, se desaba em lágrimas, emocionando o público, brilho intenso também para Laura Cardoso como Guiomar, Nair Belo como Cininha e Cláudio Cavalcante como Dr. Alberto.

Cláudio Cavalcanti conta que recebia muitas cartas de telespectadores dizendo-se reconfortados por suas palavras na novela. As cartas eram dirigidas ao seu personagem, o médium Dr. Alberto.

Laura Cardoso lembra que as cenas em que sua personagem, Guiomar, era obsediada pelo espírito de Alexandre eram exaustivamente ensaiadas, para transmitir credibilidade ao telespectador. Segundo a atriz, algumas crianças chegavam a ter medo dela por causa das cenas em que Guiomar assumia uma expressão de ódio.

Na versão original de A Viagem, o protagonista era o advogado César Jordão (Altair Lima). Como na novela anterior da Globo no horário das sete, Olho no Olho, o protagonista já se chamava César (Zapata, de Reginaldo Faria), Ivani mudou o nome de seu personagem para Otávio Jordão nessa reedição de A Viagem.

Outros personagens também tiveram seus nomes alterados. Maria Lúcia (Suzy Camacho), a filha de Estela, chamou-se Bia em 1994 (Fernanda Rodrigues). Dona Isaura (Carmem Silva), mãe de Diná, passou a ser Dona Maroca (Yara Côrtes). Josefina (Yolanda Cardoso), mãe de Téo, teve seu nome reduzido para Josefa (Tânia Scher). E a Dona Cidinha (Lúcia Lambertini), proprietária da pensão na vila, passou a ser Dona Cininha neste remake (Nair Bello).

 

A jovem atriz iniciante Chris Pitsch (que viveu a personagem Bárbara) faleceu em 1995, um ano depois da novela, aos 25 anos de idade, vítima de uma parada cardíaca.

Infelizmente, essa foi à última novela da autora Ivani Ribeiro, que morreu em 17/07/1995, aos 79 anos de idade vítima de insuficiência renal provocada pela diabetes.

CONCLUSÃO

Uma das mais famosas obras sobre o espiritismo, a trama mostra com detalhes uma religião vista com olhos tortos por outros grupos religiosos, mas que a novela era feita para todas as religiões, cujo tema maior era o amor e a caridade perante todos nós, irmãos.

 

Espero que tenham gostado da análise e até a próxima!



Escrito por No Mundo dos Famosos às 17h13
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