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ARQUIVO - NO MUNDO DOS FAMOSOS
 


Entrevista Especial com ANA LIMA

 

Nossa entrevistada de hoje aqui “No Mundo dos Famosos” é uma das mais gratas revelações do mundo artístico nos últimos tempos. Além de linda e simpática ela, também, é muito talentosa. Atuou em diversas novelas e séries sempre conquistando o público e a crítica. Atualmente vem dando um show na nossa telinha na novela “Sol Nascente” aonde dá vida a Paula. A “Entrevista Especial” de hoje é com a querida atriz ANA LIMA.

“É sempre bom procurar algum referencial externo para criar uma personagem...”

(Ana Lima)

Jéfferson Balbino: Aninha, o que o público pode esperar da Paula sua nova personagem na novela “Sol Nascente” que marca uma nova parceria sua com o [Walther] Negrão?

Ana Lima: Então, Jéfferson, eu estava falando isso agora com ele... Pode esperar muita coisa boa... E, é muito bom voltar a trabalhar com ele, pois me sinto em casa. Esse é o meu terceiro trabalho com o [Walther] Negrão... Enfim, a novela está linda, pra você ter ideia eu li trinta capítulos numa levada só, pois está muito bom, você terminar de ler um capítulo e já quer ler os outros... A história está linda, está leve e está contando uma história contagiante.

Jéfferson Balbino: Como você define a Paula?

Ana Lima: Então minha personagem não tem característica nem de mocinha e nem de vilã, pois é muita safadinha. Ela tem 38 anos, sabe o que ela quer, gosta de iates, é uma mulher separada, era dona da pousada, mas com a separação teve direito à apenas um quarto, então ela mora na pousada, mas não trabalha lá, pois só tem o quarto dela, ela trabalha numa loja... Enfim, ela não é periguete, mas é uma mulher que não mede esforços para chegar onde ela quer.


Jéfferson Balbino: Geralmente, como ocorre o processo de composição de suas personagens? Deixa se guiar somente pelo texto ou procura algum referencial externo?

Ana Lima: É sempre bom procurar algum referencial externo para criar uma personagem. Eu sempre procuro saber qual música que minha personagem gosta de ouvir... Quando pego o texto ou a sinopse da personagem eu gosto muito de pensar como é a história daquela personagem, ou seja, eu crio a história passada daquela pessoa e procuro pensar/criar coisas do tipo: a música que ela gosta de ouvir, a música que ela gosta para dançar, criar uma rotina, um universo para aquela personagem, pois eu acho que isso aliado ao figurino, as cenas, enfim, tudo isso acaba compondo aquela personagem.

Jéfferson Balbino: E como é seu vínculo afetivo com suas personagens? Sente carência quando a novela acaba e você tem que deixar aquele “ser” que estava atrelado com você por vários meses?

 

Ana Lima: Olha Jéfferson, quando fiz a minha primeira novela, inclusive, com o [Walther] Negrão que foi “Desejo Proibido” que eu era a irmã da personagem da Grazi [Massafera] e filha do Lima Duarte eu sempre falava assim: ‘Acho que quando acabar a novela vocês terão que me internar’ (risos). Eu sentia muita falta dessa personagem quando acabou a novela. Na época até o Lima [Duarte] me falava que conforme eu fosse fazendo outras personagens eu ia absorvendo um pouquinho de cada uma, pois essas personagens nunca morrem, afinal sempre aproveitamos cada experiência que tivemos. 




Escrito por No Mundo dos Famosos às 20h38
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Entrevista Especial com ANA LIMA

 

Jéfferson Balbino: Por falar na novela “Desejo Proibido” você e a Grazzi Massafera criaram uma grande amizade nos bastidores dessa novela, né?

Ana Lima: Sim! Continuamos irmãs mesmo depois do término da novela (risos)...

Jéfferson Balbino: Eu sou de Jacarezinho/PR, a cidade natal da Grazzi [Massafera]. E lembro que no começo da carreira dela ela sofreu muitas críticas, inclusive, devido esse sotaque retroflexo que temos (risos). Enfim, você como amiga dela, desde essa época, como via esse fato?

Ana Lima: Ah, Jéfferson, críticas sempre irão existir, porém, é notória e inegável a evolução que a Grazzi [Massafera] teve, mas ela sempre teve potencial. “Desejo Proibido” que foi a segunda novela dela ela já demonstrou que tinha talento. Ela tem um potencial muito rico, pois é muito estudiosa, disciplinada e iluminada.


Jéfferson Balbino: Você já deu vida à personagem de época e, também, à personagem contemporânea. Tem preferência por um determinado tipo? E, quais os cuidados que você tem ao representar uma mulher de uma época divergente da sua?

Ana Lima: Não sei se tenho preferência... Então, em “Desejo Proibido” eu lembro que tive que estudar muito as décadas de 1930 e 1940 para saber os trejeitos e tal. O bom que há na Globo um grande preparo quando fazemos uma novela de época, ou seja, a Globo nos dá um grande suporte sobre aquele período que será contado na novela e depois se você quiser você busca outras informações.

Jéfferson Balbino: Mas têm algum tipo específico de personagem que você sonha em interpretar?

Ana Lima: Tenho vários tipos, pois acho que posso fazer muitas coisas ainda. Enfim, tenho inúmeros sonhos profissionais para realizar.

Jéfferson Balbino: E quais são seus maiores ídolos na (tele) dramaturgia brasileira?

Ana Lima: Eva Todor, Lima Duarte, Grazzi Massafera, Alinne Moraes, Mariana Ximenes...

Jéfferson Balbino: E você é uma atriz que gosta de assistir novelas? Quais foram às melhores novelas que assistiu?

Ana Lima: Assisto, porém, gosto muito de assistir séries. Mas já assisti muita novela na vida e tenho muito prazer de assistir. Gostei muito de assistir: “Roque Santeiro”, “O Clone”, “Desejo Proibido” que era uma novela linda e poética que eu queria muito que fosse reprisada no “Vale a Pena Ver de Novo”.

Jéfferson Balbino: Assim como ocorreu, recentemente, na novela “Velho Chico” em “Desejo Proibido” vocês tiveram uma grande perda no elenco que foi a morte do ator Luiz Carlos Tourinho. Como vocês da equipe da novela reagiram à essa grande perda?

Ana Lima: Foi uma perda muito forte, a gente contracenava muito. Eu lembro que ele passou mal numa sexta-feira e faleceu de sábado para domingo. Ele era uma pessoa muito querida e que tinha uma presença muito forte e nessa novela ele rodava todos os núcleos então foi uma perda muito grande e dolorosa tanto que quando homenageamos ele parecia que a presença dele se fazia presente ali com a gente.

Jéfferson Balbino: Se você pudesse fazer uma projeção de como queria que sua carreira estivesse no futuro... Como seria?

Ana Lima: Vou te falar uma coisa, Jéfferson, que eu sempre tive desde pequena mesmo quando passava pelos meus maiores ‘apertos’ e perdas: ‘Aninha, vai dar tudo certo!’.

Jéfferson Balbino: Querida, adorei essa entrevista que você concedeu ao “No Mundo dos Famosos”. Parabéns pela belíssima carreira que você vem construindo, muito mais sucesso e um grande beijo!

 

Ana Lima: Eu também adorei, querido. Um beijo!



Escrito por No Mundo dos Famosos às 20h38
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COMPARAÇÃO: ANJO MAU

ANJO MAU

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Uma carinha de anjo, um rosto inocente e uma carinha dócil, mas por trás de tanta doçura e sensibilidade, essa pessoa se mostra alguém capaz de tudo para concretizar seus objetivos, não importa o quão erradas suas atitudes sejam, parece um perfil típico de vilão ou vilã, mas não nesse caso, na volta dos comparativos, iremos relembrar as duas versões da novela Anjo Mau, escrita, em 1976, pelo mestre Cassiano Gabus Mendes e, em 1997, pela mestra Maria Adelaide Amaral, cuja a figura da dúbia babá Nice emocionou, chocou e revoltou alguns telespectadores.

SINOPSE:

Nice é a moça pobre que não mede esforços para atingir seus objetivos. Emprega-se como babá na mansão dos Medeiros, onde já trabalha seu pai, Augusto, e se apaixona por Rodrigo, o filho mais velho da família, irmão de sua patroa, Stela. A ambiciosa Nice usa de todas as armas para conquistar o rapaz e planeja o dia em que deixará de ser pobre e se transformará na dona daquele casarão.

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Uma cara de anjo, mas com atitudes nada corretas, e inconformada com o destino previsível – casar-se com algum suburbano e ter muitos filhos -, Nice aproveita as descobertas que faz na mansão para fomentar intrigas e tentar se aproximar de Rodrigo. Ele está prestes a se casar com Paula quando descobre – através de uma armação da babá – que a noiva o trai com seu próprio irmão, o playboy Ricardo. Desiludido com os dois e disposto a desafiar a família e a soberba da sociedade que o rodeia, Rodrigo começa a aparecer na noite carioca em companhia de Nice. Mas o caminho ainda não está totalmente aberto para ela. Rodrigo se encanta com a doce Léa/Lígia, apaixonada pelo rapaz, e a babá usa seu próprio irmão, Luís Carlos, para separar os dois.

 

Enquanto luta para conquistar Rodrigo na mansão dos Medeiros, Nice vive um inferno em sua casa. Ela é a filha adotiva de Augusto e Alzira. O pai ama a sua filha, mas Alzira nutre um estranho ódio por Nice e esconde um segredo do passado.



Escrito por No Mundo dos Famosos às 11h45
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COMPARAÇÃO: ANJO MAU

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CURIOSIDADES 1976:

A trama marcou a estreia do autor Cassiano Gabus Mendes a TV Globo depois de sua grandiosa contribuição na TV Tupi desde o início da década de 50, e trouxe o que consideravam o modelo ideal pro horário das sete, um mix de folhetim, comédia, charme, beleza e bom gosto.

Um grande sucesso que conquistou recorde de audiência no horário na exibição do último capítulo, em que Nice, que estava grávida de Rodrigo morre ao dar a luz. Há controvérsias (o próprio Cassiano teria negado), mas especula-se que a morte de Nice teria sido uma imposição da Censura do Regime Militar da época, que alertava que a protagonista era um mau exemplo e não via com bons olhos os métodos nada ortodoxos da babá para conquistar ascensão social.

O autor trouxe também Luiz Gustavo para fazer a novela, entretanto, em um papel menor, pois o ator estava ainda muito marcado pela figura inesquecível de Beto Rockfeller, seu protagonista de sucesso na novela da Tv Tupi, o ator interpretou o boa vida Ricardo, o irmão do protagonista, apesar do papel menor, ele ainda foi de suma importância no início da trama, onde Ricardo é flagrado aos beijos com a então noiva do seu irmão Paula.

No elenco, um casal se sobressaiu, e garantiu a simpatia do público, Stela e Getúlio, interpretados por Pepita Rodrigues e Osmar Prado, divertidas situações amorosas e crises de ciúmes de Stela fizeram o público rir bastante, um dos melhores momentos de Pepita Rodrigues na carreira, e claro, grande destaque pra Osmar Prado.

Claro que o elenco também teve a marcante presença de Suzana Vieira como a babá Nice, presente dado a ela após o ótimo desempenho como a Cândida da novela Escalada (Lauro César Muniz de 1975), como já citado, Nice foi uma personagem controversa, pelas atitudes nada corretas em conquistar o seu amado Rodrigo, entretanto, a audiência reagiu contraria a morte dela, pois parecia que tinham se apegado a personagem apesar das suas maldades.

Devido ao calendário dos Jogos Olímpicos de 1976, em Montreal, a TV Globo teve que alterar os capítulos finais de Anjo Mau, sendo que o último foi exibido numa terça-feira, sem reprise.

Vale destacar no elenco as interpretações de Renée de Vielmond como a doce Leia, José Lewgoy como Augusto, e Vanda Lacerda como a amargurada Alzira, Vera Gimenez como a vilã Paula, a beleza estonteante de Mário Gomes como Luís Carlos e Átila Iório como Onias.

 

Quatro meses após a estreia de Anjo Mau, um incêndio no prédio da TV Globo, na rua Von Martius, no bairro do Jardim Botânico (zona sul do Rio de Janeiro) danificou máquinas de VT e telecine, além de algumas dependências do edifício. As novelas exibidas na época passaram a ser gravadas em estúdios fora da emissora. As gravações de Anjo Mau foram transferidas para os estúdios da Cinédia, em Jacarepaguá, na zona oeste da cidade. Além disso, uma miniestação retransmissora, equipada com uma máquina de videoteipe, uma máquina de telecine e um controle mestre foi instalada no saguão do novo prédio da TV Globo, na rua Lopes Quintas, também no Jardim Botânico, para gerar imagens dos programas editados no Rio (as novelas Anjo Mau e O Feijão e o Sonho, e os programas da linha de shows).



Escrito por No Mundo dos Famosos às 11h28
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COMPARAÇÃO: ANJO MAU

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CURIOSIDADES 1997

Maria Adelaide Amaral estreou como autora solo após colaborar com os autores Cassiano Gabus Mendes (Meu Bem Meu Mal e O Mapa da Mina), Sílvio de Abreu (Deus nos Acuda e A Próxima Vítima) e Marcílio Moraes (Sonho Meu), e nada melhor do que começar sua carreira como autora solo fazendo um remake de um clássico de seu mestre.

Além das tramas já existentes da novela original, a autora criou personagens e núcleos novos, para manter o ritmo das telenovelas do final da década de 1990, personagens como Goreti, Clô e Elisinha não existiam na versão original, e deram um sabor extra a uma trama já interessante.

Nessa nova versão, nomes de alguns personagens foram trocados como o caso do bebê da novela original chamava-se Edinho, e seu avô, Edmundo Medeiros. Nessa nova versão, o bebê passou a chamar-se Téo, e o patriarca dos Medeiros, Eduardo.

Na versão original, o marido e a filha de Marilu eram Téo e Léa. Na nova novela eles foram Ciro e Lígia.

O marido de Stela em 1976 chamou-se Getúlio, e na nova versão, Tadeu.

Alguns temas sociais foram inseridos na trama, como a valorização da etnia negra e o preconceito racial em meio as personagens Vivian, Cida & Tereza, além do abuso sexual e da reintegração de menores abandonados.

Outra marca da autora estava presente na trama, a das referencias a outras obras, várias vezes inúmeros personagens citaram outras novelas, tais exemplos foram, o  personagem de Mauro Mendonça revelou ser primo de Filomena Ferreto, de A Próxima Vítima, ao anunciar seu nome completo: Rui Ferreto Novaes;

História de Amor foi lembrada num comentário de Goreti sobre suas brigas com a filha Simone, comparando com as brigas entre Helena e Joice naquela novela; Meu Bem Meu Mal foi citada várias vezes, no derrame de Américo, Cambalacho, quando Clô e Elisinha dão o calote em Goreti, Vale Tudo, no primeiro encontro de Clô e Nice, quando Clô pergunta se não conhece Nice de algum lugar, fazendo alusão à Odete Roitman e Maria de Fátima. A fala foi um “caco” de Beatriz Segall.

No elenco, destacam-se as atuações brilhantes de Glória Pires que defendeu bem o papel de Nice que foi de Suzana Vieira, Alessandra Negrini fez da vilã Paula, um dos seus melhores momentos na TV, com destaque na cena em que ela, louca, sequestra Nice e brinca de roleta russa com uma arma, revelando seu desequilíbrio psicológico, e de Mauro Mendonça como Rui, um vilão delicioso, e que rendeu ao ator, o Premio APCA de melhor ator coadjuvante de 1997.

Vale citar as atuações de Lilia Cabral como Goreti, Regina Dourado como Alzira, Cláudio Correa & Castro como Augusto, Maria Padilha e Daniel Dantas como o casal Stela e Tadeu, a hilariante dupla Clô e Elisinha vividas por Beatriz Segall E Ariclê Perez, Léa Garcia como Cida, Leonardo Brício como Ricardo, e Mila Moreira como Marilu, mas não podemos dizer o mesmo para Luiza Brunet, que foi muito criticada pela atuação de Tereza, um tanto quanto canastrona do início ao fim.

Átila Iório participou das duas versões interpretando o mesmo personagem, Osias, o verdadeiro pai de Nice, José Lewgoy que fez Augusto na primeira versão, fez uma participação especial na segunda como Eduardo Medeiros, que morre logo no início, e de Suzana Vieira que fez a babá Nice na primeira versão, fez uma participação especial como a nova babá do filho de Nice.

QUEM MATOU JOSIAS?

Anjo Mau teve um “quem matou?”, que culminou com a prisão de Nice, suspeita de assassinato. Ela havia recebido um chamado de Josias (Átila Iório), seu pai biológico, com quem havia se desentendido, para encontrar-se com ele num local distante e dar-lhe vultosa quantia em dinheiro. Entrando no local, uma construção inacabada, encontrou Josias morrendo. Ele, que acabara de ser esfaqueado, mal conseguia falar. Disse apenas “a faca” e morreu em seguida. Nice pegou a faca, deixando lá suas impressões digitais, quando a polícia chegou e a prendeu em flagrante. Tiana (Thelma Reston), cozinheira da família Medeiros, era a assassina de Josias, com quem estava de namoro. Ela demorou, mas confessou o crime: teve que matá-lo porque estava com medo de ser a próxima vítima dele, um criminoso. Depois de ter agido em legítima defesa, Tiana limpou a faca, com medo de ser presa. Por uma fresta, escondida, viu Nice, mas esperou até que todos fossem embora para sair, temendo ser desmascarada.

Na versão original da novela, Onias (o Josias de 1997) foi morto por Alzira (Vanda Lacerda), mãe de Nice, cansada de suas chantagens e com medo de que ele fizesse algum mal a ela ou a alguém de sua família.

CONCLUSÃO:

Nice, a primeira das personagens de caráter duvidoso que paira sobre nossa dramaturgia, talvez a mais famosa delas, mas tivemos tantas, a Nice de Suzana Vieira inaugurou, depois veio a de Glória Pires, depois veio Beatriz Ferraz de Sete Pecados (2007-Walcyr Carrasco), Rita/Nina de Avenida Brasil (2012-João Emanuel Carneiro), Amora Campana de Sangue Bom (2013-Maria Adelaide Amaral & Vincent Villari) e tantos outros, assim, podemos ver que é sempre bom explorar novas facetas de personagens, mesmo que controversos com doses de bondade e maldade em prol de ser feliz.

 

Espero que tenham gostado e até a próxima!



Escrito por No Mundo dos Famosos às 11h26
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TV Tudo: Homenagem à DOMINGOS MONTAGNER

O ADEUS À DOMINGOS MONTAGNER E A COMOÇÃO NO BRASIL

 

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Estava com vários planos para escrever este novo texto, relatando as últimas estreias e sucessos da TV brasileira. Mas dessa vez não vai dar, fica para a próxima... sinto muito. 

Uma lágrima ou várias lágrimas definem o último dia 15 de setembro de 2016.

Morreu aos 54 anos o ator Domingos Montagner Filho, vítima de afogamento nas águas do rio São Francisco, especificamente na cidade de Canindé de São Francisco, em Sergipe. Do susto de seu desaparecimento até o encontro de seu corpo, recebemos com enorme tristeza e consternação essa notícia, por volta das 18h.

Foi triste, foi trágico também. Após um dia rotineiro de gravações da novela "Velho Chico", ele e Camila Pitanga, principal parceria de cena, foram até uma "prainha" que dá margens ao rio. Durante o mergulho, foram surpreendidos por fortes correntezas. Ambos sabem nadar. Camila conseguiu ser salva. Domingos.... não. E a notícia da morte comoveu o Brasil inteiro, para quem ama trabalho artístico. 

Depois da tragédia, ficou provado que não havia uma necessária barreira de segurança na área onde foram nadar. Domingos Montagner deixou a esposa, Luciana, e três filhos. O corpo seguiu um traslado de avião até ser enterrado no sábado, em São Paulo.


CARREIRA E HOMENAGEM 


Vai o corpo, mas fica um enorme legado.

Domingos Montagner era do mundo do circo, dos mais veteranos. Para tanto, começou tarde a curta, mas expressiva carreira em outras artes. Na TV e no cinema.
Foi em "Cordel Encantado", em 2011, que se tornou famoso nacionalmente, como o temido cangaceiro Herculano. Aos 49 anos, ganhava prêmios de ator revelação. Tão logo alçou maiores voos na telinha, virando o protagonista da minissérie "O Brado Retumbante", como Paulo Ventura, deputado que se vê obrigado a assumir a presidência do seu país. Ainda nesse ano seguinte, fez o turco Zyah de "Salve Jorge".
Depois voltou a brilhar em nova trama da dupla Duca Rachid e Thelma Guedes, "Joia Rara", como Mundo. Após um tempo de descanso, já ganhava o carinho do público ao ter seu primeiro protagonista. Foi em "Sete Vidas", como Miguel, viajante doador de sêmen que foi em busca de suas sete gerações. 

Por fim, contemplava seu auge atualmente em "Velho Chico", como Santo dos Anjos, o amor eterno de Tereza (Camila Pitanga). E menos de um mês antes da trágica morte, protagonizou a cena meio que profética. Após um atentado sofrido, o agricultor é levado pelas águas do Velho Chico, até ser resgatado por uma aldeia indígena. Em estado corporal e depois espiritual, Tereza o salvou, em meio à um ritual impactante.
Cena forte e histórica, que infelizmente fica mais eternizada com o triste acontecido real.

A VIDA IMITOU A ARTE. Mas não houve um milagroso resgate. 

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Mais lamentável ainda é a segunda morte durante a novela das nove. Em abril, perdemos Umberto Magnani, intérprete do padre Romão. Após a morte, teve a substituição por Carlos Vereza, que assumiu como padre Benicio. Romão precisou fazer uma "viagem urgente". 
Remetemos à outras grandes perdas de artistas durante suas novelas. Como não se lembrar de Sérgio Cardoso em "O Primeiro Amor", Jardel Filho na mesma reta final de "Sol de Verão"? E tantos e tantas que não cabem num só texto...

E o final de Santo?

E agora, como será? 

Bem, foi decidido que as cenas do personagem estão mantidas até o fim. Como a novela acaba dia 30, faltavam poucas cenas a serem gravadas. De exemplo, o casamento dele com Tereza. A câmera será o ponto de vista de Santo, e os personagens irão olhar para o objeto, como se fosse Santo. E assim será o jeito de homenagear o ator. Terminar em respeitoso silêncio a obra de Benedito Ruy Barbosa... 

Ainda para ressaltar, uma outra triste e infeliz coincidência. No exato dia da morte de Domingos Montagner, havia uma cena de afogamento com a centenária Encarnação (Selma Egrei), em busca de Martim (Lee Taylor), outro desaparecido após sofrer um atentado. Nos próximos dias, outro protagonista sumirá no rio, dessa vez Afrânio (Antônio Fagundes). Mas ressurgirá purificado. 

E entre detalhes, mais detalhes do final da novela, ficamos por aqui com essa singela e sincera homenagem. Obrigado pela arte circense e televisiva que você nos pôde proporcionar. Palhaço operário agricultor, tudo num único e versátil artista que se foi. 

Domingos agora é um protetor do Rio São Francisco. E o seu lugar está garantido eternamente, nos céus e nos braços do Senhor. 

 



Descanse em paz. Amém.



Escrito por No Mundo dos Famosos às 17h53
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