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ARQUIVO - NO MUNDO DOS FAMOSOS
 


Entrevista Especial com RODRIGO AMARAL

Resultado de imagem para IMAGEM RODRIGO AMARAL E MARIA ADELAIDE AMARAL

 

Às vésperas da estreia de “A Lei do Amor”, a nova novela das nove da TV Globo, trago a vocês leitores do “No Mundo dos Famosos”, uma “Entrevista Especial” com um dos colaboradores dessa trama. Ele é arquiteto por formação, mas por ser filho da magistral Maria Adelaide Amaral – autora titular da novela – não poderia deixar de ter no sangue o talento para a escrita. Já colaborou em diversos trabalhos para a televisão e, assim, vem construindo uma brilhante carreira como roteirista. Meu entrevistado de hoje é o querido e brilhante autor RODRIGO AMARAL.

“Televisão é entretenimento. Nossa função é basicamente criar um produto de qualidade que divirta as pessoas. Entretanto, não podemos esquecer que a telenovela entra nos lares de boa parte da sociedade brasileira, de todas as classes sociais, e passa a fazer parte da vida das famílias por vários meses...”

(Rodrigo Amaral)

Jéfferson Balbino: Antes de tudo: O que o público pode esperar de “A Lei do Amor”, a nova novela das nove da Globo?

Rodrigo Amaral: Uma grande história, muita emoção e um produto de muita qualidade, feito com muito carinho por todos os envolvidos. “A Lei do Amor” é um novelão, daqueles que você se apaixona, que você se identifica com as personagens e histórias contadas.

Jéfferson Balbino: Como toda novela das nove da Globo, “A Lei do Amor”, também, terá um cunho sociocultural? Como você vê a responsabilidade da telenovela diante à sociedade?

Rodrigo Amaral: Vamos começar pelo fim. Televisão é entretenimento. Nossa função é basicamente criar um produto de qualidade que divirta as pessoas. Entretanto, não podemos esquecer que a telenovela entra nos lares de boa parte da sociedade brasileira, de todas as classes sociais, e passa a fazer parte da vida das famílias por vários meses. Crianças nascem e são batizadas com nomes de personagens. Jovens adotam o estilo das personagens. Produtos são vendidos porque os consumidores querem ser como fulano ou ciclano da novela das nove. Isso dá a medida da responsabilidade que nós, roteiristas, temos quando escrevemos uma telenovela, pois sabemos que o que vai ao ar pode influenciar as pessoas.  

Jéfferson Balbino: O fato da novela ter sido adiada para depois de “Velho Chico” desagradou vocês da equipe?

Rodrigo Amaral: Não, ao contrário. Nos deu a oportunidade de melhorar ainda mais.

Jéfferson Balbino: Pegar o principal horário da grade de programação da Globo com baixa audiência é algo que preocupa vocês da equipe da novela?

Rodrigo Amaral: Acredito que aquela época em que o Brasil parava por conta de uma novela passou. Hoje, existe uma oferta imensa de novas mídias, de novos conteúdos e formatos. É natural que uma parcela da população tenha abandonado a TV aberta, o que se percebe fazendo uma simples análise dos dados de audiência. “A Lei do Amor” é uma novela que está sendo preparada com muito carinho, e esperamos que a audiência do horário volte a subir!

Jéfferson Balbino: E como é trabalhar com a sua mãe – a nossa querida Maria Adelaide Amaral?

Rodrigo Amaral: Minha mãe é uma profissional extremamente exigente e perfeccionista e eu sou tão ou mais exigido que os outros colegas de equipe. Trabalhar com ela e com o Vincent Villari – que é um gênio, sabe tudo de teledramaturgia – é uma honra e uma escola.

Jéfferson Balbino: O fato de ser filho da Adelaide é algo que facilita ou que dificulta sua firmação na carreira televisiva?

Rodrigo Amaral: É natural que exista uma cobrança. As pessoas acabam querendo que eu seja parecido, até mesmo que eu pense como ela. Mas somos pessoas distintas, com visões distintas. Ela sabe escrever sobre relações humanas de uma forma que eu não sei. A influência de minha mãe em minha carreira é inegável e sou muito grato a ela por isso.  



Escrito por No Mundo dos Famosos às 22h03
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Entrevista Especial com RODRIGO AMARAL

 

Jéfferson Balbino: Aliás, o que levou um arquiteto a se enveredar pela carreira de escritor? Foi a Adelaide que lhe influenciou?  

Rodrigo Amaral: Essa história é engraçada. Eu jamais imaginei que me tornaria escritor e que fosse escrever para televisão, apesar de sempre ter escrito algumas coisas pra minha gaveta e pras namoradas, nos tempos de adolescência. Esse dom ficou adormecido até que eu li uma entrevista do Anthony Hopkins, onde ele fazia referência à Duquesa de Malfi, peça de John Webster de 1612. Eu fui ler a peça e achei que dava pra adaptar a história para os dias de hoje. O formato que me era familiar – até porque eu lia as coisas que minha mãe escrevia – era o de uma sinopse televisiva. Eu escrevi e mandei pra ela este texto que está inédito até hoje! Ela estava escrevendo “A Casa das Sete Mulheres” e não tinha tempo de ler. Sem eu saber, ela mandou para o Sílvio de Abreu e para o Juca de Oliveira, amigos dela que eu já conhecia pessoalmente desde criança. Seis meses depois, ela me liga e me manda telefonar para eles, pois eles tinham “coisas” a me falar sobre o que eu havia escrito. Liguei, conversamos a respeito, ambos haviam gostado muito e disseram que eu tinha jeito para a coisa. Bem, nessa época, eu estava atarefado com as coisas da arquitetura e deixei o texto na gaveta. Quando surgiu “Um Só Coração”, minha mãe me chamou para que eu participasse da confecção de um livro sobre a história de São Paulo, tema que me é muito caro. Mas, por sugestão do próprio Sílvio de Abreu, eu fui colocado na equipe de roteiristas, primeiro para fazer pesquisas sobre determinados personagens e depois para escrever algumas cenas. Foi aí que a mosca azul da televisão me picou!

Jéfferson Balbino: Na minissérie “JK” foi de sua responsabilidade fazer a pesquisa histórica sobre a arquitetura e urbanismo de Brasília e desenvolver as cenas da minissérie acerca disso, ou seja, deve ter sido um deleite esse trabalho para um escritor/arquiteto, né? O que você destacaria desse trabalho que resultou numa das melhores minisséries da história da nossa teledramaturgia?

Rodrigo Amaral: Eu adoro JK! Foi um prazer imenso fazer parte desta minissérie! Nesta pesquisa, tive a oportunidade de conhecer pessoas que ajudaram a fazer Brasília, que participaram da equipe de Lúcio Costa e Oscar Niemeyer e ouvir coisas de bastidor, histórias daquela aventura que resultou na construção da nossa Capital!

Jéfferson Balbino: Quando você está escrevendo você tem preferência e/ou rejeição para escrever para determinados personagens? Ou seja, existe personagem preferido ou personagem que você não gosta?

Rodrigo Amaral: Eu adoro escrever diálogos. Não tenho personagens preferidos ou odiados.

Jéfferson Balbino: Entre os trabalhos que você fez para televisão qual foi aquele que mais lhe exigiu e/ou que lhe foi mais satisfatório?

Rodrigo Amaral: Todos eles têm um determinado tipo de exigência peculiar, mas fazer “Ti-Ti-Ti” foi engraçadíssimo!

Jéfferson Balbino: E você tem planos de torna-se autor titular?

Rodrigo Amaral: Se Deus quiser! Acho que ainda tenho que “amassar muito barro”, como se diz, mas eu chego lá!

Jéfferson Balbino: E você é um escritor que gosta de assistir novelas? Quais foram às melhores que já assistiu?

Rodrigo Amaral: Adoro! “Cordel Encantado”, “Cheias de Charme”, “Meu Bem, Meu Mal”, “Roque Santeiro”, “O Bem Amado” e “Água Viva”, para citar algumas.

Jéfferson Balbino: Querido, muito obrigado por conceder essa entrevista ao “No Mundo dos Famosos”, parabéns pela carreira que você vem construindo. Abraços e muito mais sucesso!

 

Rodrigo Amaral: Obrigado, querido! Abraço!



Escrito por No Mundo dos Famosos às 22h03
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