Arquivos

Votação
 Dê uma nota para meu blog

Outros links
 UOL - O melhor conteúdo
 BOL - E-mail grátis




ARQUIVO - NO MUNDO DOS FAMOSOS
 


Entrevista Especial com ARACY BALABANIAN

Resultado de imagem para IMAGEM ARACY BALABANIAN

 

Hoje eu entrevisto aqui “No Mundo dos Famosos” uma das maiores atrizes que esse país já conheceu. Ela é de origem armênia, viveu numa época em que mulher sofria preconceito por querer ser atriz, estreou na extinta TV Tupi, já contracenou com praticamente todos os grandes atores da nossa dramaturgia e viveu inúmeras personagens marcantes tanto nos palcos sagrados do teatro quanto na televisão. Atualmente brilha na novela “Sol Nascente” aonde vive a amorosa Geppina. A “Entrevista Especial” de hoje é com a maravilhosa atriz ARACY BALABANIAN.

“A minha seriedade, a minha dedicação e o meu respeito pelo meu trabalho é sem nenhuma dúvida a maior contribuição que eu pude dar para meu ofício”.

(Aracy Balabanian)

Jéfferson Balbino: O que o público pode esperar da Geppina sua personagem na novela “Sol Nascente?

Aracy Balabanian: Pode esperar muita alegria, muito amor, muita generosidade, muita vontade de viver, muita paixão. Essa é uma personagem alegre que ama muito a vida, que ama os que estão a sua volta e não apenas seus familiares, mas também seus amigos. Enfim, Jéfferson, a novela toda é muito voltada para a valorização humana, do amor e do afeto.

Jéfferson Balbino: E como você avalia esse trio de autores: Walther Negrão, Júlio Fischer e Suzana Pires?

Aracy Balabanian: Estupendos (risos). Eles riram de mim quando eu disse isso, pois falaram que é uma palavra antiga. Eu acho que o [Walther] Negrão esta cercado de ótimos companheiros de trabalhos.

Jéfferson Balbino: Podemos equiparar a Geppina com a Germana que você fez na novela “Da Cor do Pecado”?

 

Aracy Balabanian: Eu acho que sim, mas a Geppina é mais briguenta que a Germana. Ela briga demais, porém, dá afeto demais. 



Escrito por No Mundo dos Famosos às 21h44
[] [envie esta mensagem
] []





Entrevista Especial com ARACY BALABANIAN

 


Jéfferson Balbino: A sua carreira confunde com a própria história da teledramaturgia brasileira uma vez que você é uma das maiores atrizes do nosso país. Qual seria o momento mais marcante dessa sua trajetória de sucesso?

Aracy Balabanian: Eu tenho muitos momentos marcantes, pois fiz na vida muitas coisas importantes tanto para menos quanto para mais. Porém, eu fiz uma novela que deu muito certo tanto que confunde muito com nossas vidas de hoje que era, também, uma novela que o Silvio de Abreu que insistiu pra eu fazer – detalhe: conheço o Silvio e o [Walther] Nerão há uns cinquenta e tantos anos (risos), somos muito amigos – enfim,  um dia o Silvio colocou nas minhas mãos uma armênia para eu fazer, pois eu sou de descendência armênia e como todas as mães amorosas são a Dona Armêmia também se tornou um grande sucesso. E agora em “Sol Nascente” eu sou mãe pela terceira vez do meu filho querido que é o Marcello Novaes. E ele me chama nos bastidores de “mamy”. Então eu acho que a minha carreira é uma conjunção aonde tudo termina na Dona Armênia que é a minha origem. Enfim, estou muito feliz de fazer “Sol nascente”, pois conheço esse grupo de amigos há muitos anos.

Jéfferson Balbino: Além da novela “Rainha da Sucata”, você trabalhou com o nosso querido Silvio de Abreu em outras novelas como, por exemplo: “Guerra dos Sexos”, “Deus nos Acuda”, “A Próxima Vítima” e “Passione”... Atualmente, o Silvio deixou a função de novelista para ocupar o cargo de Diretor de Teledramaturgia da Globo. Você sente falta de tê-lo escrevendo novelas?

Aracy Balabanian: O Silvio agora é um ‘manda-chuva’ (risos). O Silvio faz muita falta, pois ele escreve novela muito bem. Tudo que o Silvio de Abreu faz, ele faz bem. Até mesmo nessa nova função gestora dele aonde ele decide quais novelas vão ser produzidas ele faz bem. Eu acho que o [Walther] Negrão é um pouco de Silvio [de Abreu] e o Silvio é um pouco de Negrão só assim para gente ir levando sem ter o Silvio escrevendo para gente. O importante disso tudo, Jéfferson, é que todos nós formamos uma grande família, tomara que essas novas gerações mantenham essas relações tão profundas dentro do trabalho.

Resultado de imagem para IMAGEM ARACY BALABANIAN

Jéfferson Balbino: O que é mais gratificante no seu ofício?

Aracy Balabanian: O trabalhar com felicidade, convivendo com pessoas agradáveis. Acho que o trabalhar, o estudar, o gravar, o ficar nervoso antes da estreia é tudo o que é mais gratificante na nossa profissão.

Jéfferson Balbino: Ainda existe algum tipo específico de personagem que você sonha em interpretar?

Aracy Balabanian: Não. Eu sempre entreguei a vida à Deus. Tudo que vem para mim eu procuro gostar e fazer com amor. Não tenho nenhum objetivo de personagem ou na carreira.

Jéfferson Balbino: Se você pudesse fazer uma personagem que outra atriz fez, qual seria?

Aracy Balabanian: Tem uma personagem que muitas atrizes fizeram que eu gostaria, sim, de fazer que é a Clarice Lispector. Eu apreciei todas as atrizes que fizeram e isso é muito bom, pois você os pontos de vistas diferentes em cada interpretação. Outro dia eu vi a Beth Goulart fazendo e foi um prazer enorme ver as diversas encenações da mesma personagem. Eu gosto dessa diversidade!

Jéfferson Balbino: Como você sente quando vê outra atriz fazendo uma personagem que você já interpretou? Sente ciúmes?

Aracy Balabanian: Ainda não tive na televisão uma experiência dessa só no teatro, mas sinto, sim, um pouco de ciúmes, pois os personagens são como se fossem meus amigos, mas eu gosto que meus amigos sejam gostados por outras pessoas. Daí acaba virando uma compensação, uma alegria...

Resultado de imagem para IMAGEM ARACY BALABANIAN

Jéfferson Balbino: O que você acredita ser sua maior contribuição para a história da nossa teledramaturgia?

Aracy Balabanian: A minha seriedade, a minha dedicação e o meu respeito pelo meu trabalho é sem nenhuma dúvida a maior contribuição que eu pude dar para meu ofício.

Jéfferson Balbino: E você é uma atriz que assiste novelas? Quais foram às melhores novelas que assistiu?

Aracy Balabanian: Sim, adoro assistir novelas. Gostei muito de “Etâ Mundo Bom”, “Anjo Mau” que reprisou recentemente. Gosto muito de televisão!

Jéfferson Balbino: E gosta de se ver no vídeo?

Aracy Balabanian: Não gosto muito, não. Tenho muitas restrições a mim. Mas gosto muito de assistir o trabalho de meus amigos.

Jéfferson Balbino: Alguma vez você já teve algum problema nos bastidores com algum colega?

Aracy Balabanian: Graças à Deus eu nunca tive. E se tive a vida soube me afastar e não precisei nem entrar em conflito. Eu gosto muito dos meus colegas, tenho muito prazer em vim trabalhar, encontrar com meus colegas...

Jéfferson Balbino: E dessa nova geração de atores que vem surgindo existe algum que você tem vontade de trabalhar?

Aracy Balabanian: Eu só tenho pensado nessa meninada que vem surgindo. Dá vontade de trabalhar com todos. Eu me dou muito bem com essa turma jovem!

Jéfferson Balbino: Querida, foi uma honra ter você aqui “No Mundo dos Famosos”, parabéns por ser essa atriz estupenda (risos). Beijos e sucesso sempre!

 

Aracy Balabanian: Obrigada querido, beijos!  



Escrito por No Mundo dos Famosos às 21h44
[] [envie esta mensagem
] []





TV Tudo: Um balanço sobre "Justiça"

MANUELA DIAS INOVA MAIS UMA VEZ COM "JUSTIÇA". JUSTIÇA MESMO! 

 

Resultado de imagem para imagem logo novela justiça


Finalmente o TV Tudo volta com as tradicionais críticas televisivas, e nesta edição posso dedicar o espaço para analisar a série "Justiça", escrita por Manuela Dias e exibida entre 22/08 e 23/09. Mais um acerto da inovadora autora e da Globo. Não bastasse "Ligações Perigosas", que passou em janeiro, vimos mais um show de história e interpretações! 
E "justiça" seja feita, foi um dos melhores acontecimentos da TV de 2016, senão o melhor. Com uma história inovadora e ousada, roteiro impecável e excelente direção. Logo, logo Manuela estará escrevendo para o horário nobre, se a justiça for feita. Sem trocadilhos! 
"Justiça" foi toda rodada em Recife, Pernambuco, e contou quatro histórias diferentes, cada uma exibida em um dia da semana, exceto quarta, durando cinco capítulos cada, totalizando vinte no geral. Os quatro protagonistas são presos por diferentes crimes, num mesmo dia de 2009, sendo soltos também em um mesmo dia, mas sete anos depois. Vicente (Jesuíta Barbosa), Fátima (Adriana Esteves), Rose (Jéssica Ellen) e Maurício (Cauã Reymond), cada um de um jeito diferente, vão atrás de suas justiças. De alguma forma ou de outra, todas as quatro histórias se cruzam em determinantes momentos. 
Analisemos uma a uma como foram os rumos de cada trama:


SEGUNDA: o preso do dia era Vicente, por matar sua então namorada Isabela (Marina Ruy Barbosa), mas quem estava sedenta por justiça era a mãe da jovem, Elisa (Débora Bloch). Mas a busca vira sadomasoquismo (não sei a palavra certa), e surpreendentemente se envolve com o criminoso, e ficaram juntos em um final controverso. Mas beleza... mais um bom trabalho de Débora. 

TERÇA: disparada a melhor história, sobre a doméstica Fátima, que trabalhava na casa de Elisa. Presa injustamente por tráfico de drogas, cuja responsabilidade foi do vizinho Douglas (Enrique Diaz). Ao sair da cadeia, vê a sua família destroçada, visto que sua filha se prostituiu com a esposa do vilão, Kellen (Leandra Leal). Com a mesma já liberta dessa maldade, Fátima perdoa todas as desavenças, em vez de se vingar, e teve um final feliz.E claro, incrível atuação de Adriana Esteves. Que atriz!

QUINTA: Talvez a história mais nada a ver e com focos trocados. Rose foi presa por porte drogas, quando ia iniciar seus estudos na mesma faculdade em que Vicente e Elisa se envolvem. Porém é sua melhor amiga Débora (Luísa Arraes) que ganha mais destaque na trama, pois vai à caça do homem que a estuprou. Não foi das mais satisfatórias. 

SEXTA: a última história tem o casal Maurício e Beatriz (Marjorie Estiano), que acaba atropelada por um ônibus com o político corrupto Antenor (Antônio Calloni). A pedido dela, é morta pelo namorado que pratica eutanásia, e vai preso. Depois de solto, busca vingança contra o político, que ainda comanda a rede de prostituição que envolve a filha de Fátima. Mas o mesmo sai impune...

Assim se resumiu "Justiça", com a competente direção de José Luiz Villamarim. Mesmo que poderiam haver desfechos melhores, saímos satisfeitos com a intrigante série que soube prender seu público, que correspondeu com uma excelente audiência. 

Tenhamos mais inovações assim, para futuras produções! 

 


----

No próximo post, falarei sobre a nova transição das novelas das nove. Do fim melancólico, mas emocionante, de "Velho Chico", mais as primeiras impressões de "A Lei do Amor", aparente folhetim clássico. Até mais o/



Escrito por No Mundo dos Famosos às 21h43
[] [envie esta mensagem
] []



 
  [ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]