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ARQUIVO - NO MUNDO DOS FAMOSOS
 


Entrevista Especial com GLÓRIA MENEZES

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Hoje é dia 25 de dezembro de 2016, é Natal! E como já é de praxe o “No Mundo dos Famosos” traz para você um incrível presente de Natal. A nossa “Entrevista Especial” de hoje, aliás, a última entrevista do ano é com uma das maiores atrizes brasileiras de todos os tempos. Ela já atuou em diversas novelas de sucesso, viveu mocinhas que marcaram a memória afetiva do público e deu vida a vilãs que o Brasil amou odiar como, por exemplo, a Laurinha Figueroa na novela “Rainha da Sucata”, em 1990. Com muito orgulho e gratidão que eu entrevisto hoje aqui “No Mundo dos Famosos” a brilhante e magistral atriz GLÓRIA MENEZES.

 

“Eu acho que o Brasil não conhecia o ator brasileiro e, Jéfferson, foi através da telenovela que o Brasil – de Norte à Sul – pôde conhecer o talento do ator brasileiro. Outra coisa que foi importante e que aconteceu por intermédio da telenovela brasileira foi essa unificação cultural, ou seja, mostrar através da telenovela algo da cultura gaúcha ou da cultura nordestina em todo o território nacional. A teledramaturgia brasileira fez com que os brasileiros conhecessem o Brasil através da ficção. E isso é incrível!”

(Glória Menezes)

 

Jéfferson Balbino: Glória, como surgiu seu interesse pela carreira de atriz? Foi alguém que te motivou ou surgiu de maneira natural?

Glória Menezes: Jéfferson, desde pequena eu sempre quis ser atriz, pois eu parava em frente ao espelho e ficava brincando de representar. Aí eu me casei cedo, fui mãe aos dezoito anos e daí quando eu já estava com meus filhos maiorzinhos eu soube da EAD – Escola de Artes Dramáticas e daí ingressei à Escola de Artes Dramáticas do Doutor Alfredo Mesquita aqui em São Paulo, aliás, eu conheci o Juca de Oliveira na Escola de Artes Dramáticas...

Jéfferson Balbino: Mas nessa época a EAD já estava na USP?

Glória Menezes: Não. Antigamente não fazia parte da USP, era uma escola particular do Doutor Alfredo Mesquita que, também, era dono do jornal O Estado de São Paulo, ele tinha uma casa na Avenida Angélica, aliás, esse homem, ainda, não foi homenageado como devia. E ele trouxe da Europa toda a formulação da escola e eu fiz o curso da escola e, evidentemente, fui bem, pois se eu não tivesse talento eu não teria construído a carreira que construí e daí fui convidada para fazer “As Feiticeiras de Salém” e daí a minha carreira começou quando eu fiz “O Pagador de Promessas”.

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Jéfferson Balbino: Na teledramaturgia brasileira a senhora atuou em diversas novelas de sucesso como, por exemplo: “Sangue e Areia”, “Passo dos Ventos”, “Rosa Rebelde”, “Irmãos Coragem”, “O Homem que Deve Morrer”, “O Semideus” e “Pai Herói”. Sendo todas essas novelas citadas escritas pela autora Janete Clair. O que a senhora ressaltaria dessa sua parceria com essa inesquecível novelista?

Glória Menezes: A Janete Clair é importantíssima, sobretudo, porque foi ela que escreveu as primeiras telenovelas gravadas, pois bem antigamente às novelas eram ao vivo, inclusive, eu fiz muita novela ao vivo na televisão.

Jéfferson Balbino: Uma de suas personagens que mais marcaram a história da teledramaturgia brasileira foi a Lara da novela “Irmãos Coragem”, pois ela tinha múltiplas personalidades. A senhora lembra como foi o processo de composição dessa complexa personagem?

Glória Menezes: Não lembro... Até porque essa novela é de 1970, ou seja, faz mais de quarenta anos que fiz esse trabalho então não dá pra guardar na memória. E depois de “Irmãos Coragem” eu acredito ter feito mais de quarenta novelas... Então, Jéfferson, não dá pra lembrar...

Jéfferson Balbino: Mas... Geralmente, como ocorre o processo de composição de suas personagens?

Glória Menezes: Eu leio, vejo e sinto a personagem. A gente faz uma mesa redonda com a diretora para discutir sobre aquele personagem, inclusive, antigamente nem tinha esse hábito. E daí a gente decora as falas, vai lá grava e põe pra fora e se tiver alguma coisa errada o diretor nos corrige. Antigamente, a única coisa que eu fazia era criar um passado para minha personagem, ou seja, eu criava uma história para justificar a personalidade do meu personagem.  

Jéfferson Balbino: Ou seja, a senhora fazia uso daquela prática brestiniana e criava um universo para suas personagens, né?

Glória Menezes: Sim, mas naquela época eu nem devia saber quem foi Brest, mas sempre procurava criar o universo que meu personagem estava inserido para assim eu poder abraça-lo e dar vida àquele personagem.

Jéfferson Balbino: Quando eu entrevistei o [Antônio] Fagundes ele me disse que ele tem personagens que não fizeram grande sucesso de público e crítica, mas que pra ele foi um personagem muito especial. A senhora, também, tem algum caso similar ao do Fagundes?

Glória Menezes: Eu sou uma atriz que tem um carinho enorme por todas as minhas personagens, pois fui privilegiada, afinal todas as novelas que fiz estouraram, pode parecer mentira ou pretensão, Jéfferson, mas não é (risos).

Jéfferson Balbino: E a senhora tem e/ou já teve preferência em interpretar só mocinha ou só vilã?

Glória Menezes: Não, pois o que eu procuro é bons personagens. Se é vilã ou boazinha ou mocinha não me interessa o que me interessa em ter em mãos um bom papel (risos). Quando você tem um bom papel você acaba criando coisas e jogando para o autor, ou seja, é como um jogo de bola do ator com o autor. E ele recebe aquilo que você mandou e com base naquilo já cria outras situações sendo uma troca, uma coisa em conjunto...

Jéfferson Balbino: E a senhora possui aquele vínculo afetivo com a personagem a ponto de sentir um vazio quando acaba a novela ou a peça e tem que deixar aquele outro ser que te acompanhou durante algum bom tempo?

Glória Menezes: Com certea, Jéfferson. Eu fico pensando: “Aí meu Deus eu fiz tanto sucesso com essa personagem e será que eu vou conseguir outra personagem boa igual essa?” (risos).

Jéfferson Balbino: Há outra personagem que a senhora fez que eu gosto muito que é a Baronesa de Bonsucesso da novela “Senhora do Destino”, pois ela era portadora do Mal de Alzheimer. A senhora que é atriz e que a vitalidade do cérebro é tudo, pois o cérebro é a principal ferramenta para desempenhar seu oficio creio que tenha se emocionado muito em viver essa marcante personagem...

Glória Menezes: Sim, Jéfferson, me emocionei com essa maravilhosa personagem. Ainda mais que trabalhei com o Raul [Cortez] e até hoje eu sinto muita falta dele, pois ele era uma pessoa maravilhosa, um colega exemplar, um ator extremamente competente. Que saudade me deu dele agora... Sabe, Jéfferson, na época dessa novela – e mais antigamente, porque agora não dá mais – eu tinha o hábito, quando eu ficava no Rio, de ir caminhar no calçadão da praia e eu encontrava com o Raul caminhando por lá, também e era muito gostoso encontra-lo por lá. Em “Senhora do Destino” foi uma época muito feliz tanto na profissão como na convivência diária que tinha com ele. Senti muito a morte do Raul!

Jéfferson Balbino: E que lembranças a senhora têm, então, da Baronesa de “Senhora do Destino”?

Glória Menezes: A Baronesa era ótima, inconsequente (risos). Foi e é muito bom fazer esse tipo de personagem, justamente, porque dá para você criar muita coisa.

Jéfferson Balbino: E o que é mais gratificante na carreira de atriz?

Glória Menezes: O que me dá mais alegria é o reconhecimento do público com a personagem que você faz. Acho ótimo quando alguém me chama pelo nome de alguma personagem que eu fiz ou estou fazendo, acho isso ótimo (risos). Vou te contar uma história bem interessante, Jéfferson: certa vez eu fiz uma novela com o Tarcísio [Meira] e ele foi participar de um bate-papo num clube e a novela que eu fazia eu estava presa num presídio e eu não fui nesse bate-papo com ele, pois tinha outro compromisso daí ele chegou e justificou minha ausência daí o pessoal foi logo falando para ele: “Ah, ela não pôde vir porque ela está presa” (risos).

Jéfferson Balbino: Por acaso essa novela que vocês estavam fazendo quando ocorreu essa situação foi “2-5499 – Ocupado” (risos)?

 

Glória Menezes: Sim, exatamente! Eu fazia a telefonista dessa que foi a primeira novela diária da televisão brasileira...



Escrito por No Mundo dos Famosos às 21h30
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Entrevista Especial com GLÓRIA MENEZES

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Jéfferson Balbino: E quando a senhora olha para trás e vê a jovem atriz Glória Menezes em “2-5499 – Ocupado” em sua primeira novela e depois olha agora para essa Glória Menezes que está na minha frente com mais de 40 novelas no currículo, com dezenas de personagens que marcaram a memória afetiva do brasileiro o que a senhora sente? Sente, por exemplo, que já chegou ao apogeu da carreira de atriz?

Glória Menezes: Não, Jéfferson. Sabe porque?

Jéfferson Balbino: Não, Glória. Por quê?

Glória Menezes: Porque mesmo eu tendo mais de quarenta novelas no currículo, mesmo eu já tendo mais de oitenta anos de idade ainda assim cada vez que me chamam e eu vou dar vida à uma personagem eu sinto aquela mesma ansiedade, aquele mesmo entusiasmo que a Glória Menezes protagonizando a novela “2-4599 – Ocupado” sentia (risos). Todo trabalho sempre foi e sempre vai ser pra mim uma novidade que sempre vai me fazer ter aquele friozinho gostoso na barriga, sabe?! (risos).

Jéfferson Balbino: E ainda falta algum tipo especifico de personagem que a senhora tem vontade de fazer?

Glória Menezes: Não! Pois eu não fico pensando em tipos de personagens eu espero as personagens virem até mim. Gosto quando cai uma personagem no meu colo e eu fico pensando se irei ou não conseguir fazê-la.

Jéfferson Balbino: Como a senhora se sente quando assiste num remake outra atriz vivendo alguma personagem que a senhora deu vida? Sente ciúmes?

Glória Menezes: Não. Eu sempre procuro, Jéfferson, observa o que aquela atriz está fazendo de diferente da minha intepretação. Eu assisto e penso: “Olha, ela está indo por outro caminho que eu não fui... Olha, ela está fazendo uma coisa que eu nem me dei conta que pudesse ser feito” (risos). Então, Jéfferson, eu não tenho sentimento de pertencimento, posse, ciúme diante das personagens que eu vivi...

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Jéfferson Balbino: Agora, em 2016, a telenovela brasileira comemorou seus 65 anos... O que a senhora acredita ter sido sua maior contribuição para a história da teledramaturgia brasileira?

Glória Menezes: Eu acho que o Brasil não conhecia o ator brasileiro e, Jéfferson, foi através da telenovela que o Brasil – de Norte à Sul – pôde conhecer o talento do ator brasileiro. Outra coisa que foi importante e que aconteceu por intermédio da telenovela brasileira foi essa unificação cultural, ou seja, mostrar através da telenovela algo da cultura gaúcha ou da cultura nordestina em todo o território nacional. A teledramaturgia brasileira fez com que os brasileiros conhecessem o Brasil através da ficção. E isso é incrível!

Jéfferson Balbino: E a senhora é uma atriz que gosta de assistir novelas? Quais foram às novelas que mais gostou de assistir?

Glória Menezes: Gosto de assistir novelas, mas eu não tenho preferencias até porque eu não acompanho assiduamente. Depois de um certo tempo a gente começa assistir novela com um olhar profissional, ou seja, começa a observar o posicionamento da câmera, a entonação de voz do ator, enfim, por isso eu vejo cenas avulsas e quando gosto eu aplaudo!

Jéfferson Balbino: Em Fevereiro/2015 eu entrevistei o Tarcísinho [Tarcísio Filho] e ele me disse que não foi nem a senhora e nem o Tarcísio Meira que o influenciou a seguir a carreira de ator. Como a senhora acha que ele se interessou pelo mesmo oficio dos pais?

Glória Menezes: Acho que foi de maneira natural, de estar sempre com a gente na coxinha do teatro ou no estúdio da televisão, pois nem eu e nem o Tarcísio mandou ele se tornar ator foi algo que partiu dele e não da gente. E, é claro que eu fiquei muito feliz com a escolha dele (risos).

Jéfferson Balbino: E existe algum personagem do Tarcízinho ou do Seu Tarcísio que a senhora mais gostou de ver eles fazerem?

Glória Menezes: Não tem uma coisa especifica, pois sempre admirei os momentos bons de cada um deles. E até nos momentos bons não me passou pela cabeça guardar e eternizar esse momento deles, engraçado isso, né?!

Jéfferson Balbino: Atualmente, está em cartaz no Canal Viva as novelas “Pai Herói” e “Torre de Babel” e em ambas a senhora dá um show de interpretação, respectivamente, como Ana Preta e Marta Toledo. Como é se rever num trabalho antigo? Chega a gerar estranheza?

Glória Menezes: É muito bom rever, pois a gente vê com saudade, com recordação e, sobretudo, a gente vê como a gente fazia muito bem televisão (risos).

Jéfferson Balbino: Em “Pai Herói” a senhora trabalhou com a nossa querida musa Rosamaria Murtinho. Como foi fazer esse e outros trabalhos com a Rosinha?

Glória Menezes: Eu a Rosinha começamos no Teatro e fizemos muita coisa juntas como, por exemplo, a novela “Pai Herói”. A Rosinha é uma pessoa vibrante, alegre e fomos dirigidas pelo Antunes no antigo TBC, trabalhamos com a Maria Della Costa, enfim tenho muito carinho e admiração pela Rosamaria Murtinho.

Jéfferson Balbino: Glória, querida, muitíssimo obrigado por essa “Entrevista Especial” que você concedeu ao “No Mundo dos Famosos”, foi uma grande honra entrevistar mais uma das maiores atrizes brasileiras de todos os tempos. Parabéns pela carreira e muito obrigado por tudo que fez, faz e fará em prol da teledramaturgia brasileira. Um grande beijo!

 

Glória Menezes: Eu que te agradeço, Jéfferson, pois foi muito bom reviver minha carreira através das maravilhosas perguntas que você me fez. Muito obrigada!



Escrito por No Mundo dos Famosos às 21h30
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TV Tudo: Feliz 2017, amigos!

O MELHOR E O PIOR DA TV BRASILEIRA EM 2016

Chegou a hora! Ano acabando, é hora de fazer um balanço do que aconteceu de bom e de ruim. Na televisão, momentos muitos bons, e outros péssimos. 2016 chega ao fim deixando esse tipo de legado. Marcado por uma porrada de novelas de sucesso, e programas de TV bem sucedidos. Porém, também com importantes perdas artísticas. Um verdadeiro misto de emoções vividas. Lá vai a seleção dos melhores e piores do ano. Aos vencedores, comemorem bastante! Aos piores, não se preocupem, podem melhorar na próxima vez.

MELHOR NOVELA - ETA MUNDO BOM! (GLOBO)Eta ano bom para as novelas! Variadas novelas fizeram sucesso, entre Globo e Record, mas foi a simples trama de Walcyr Carrasco que mais agradou na minha opinião. Mesmo às 18h, por muitos dias alcançou mais audiência que tramas de outros horários. Divertida para todos os públicos, acima de tudo resgatou a tradicionalidade de um folhetim clássico. Cumpriu a missão com louvor e deixou sua marca. Que sucesso! 2016 também foi excelente para o horário das 19h, onde Totalmente Demais e Haja Coração tiveram semelhante sucesso. Velho Chico, por sua vez, também conseguiu devolver o prazer de ver uma novela das nove, apesar de todos os contratempos. Na Record, A Terra Prometida se destacou, mantendo a qualidade das novelas bíblicas.PIOR NOVELA - SOL NASCENTE (GLOBO)Da melhor novela para a pior novela do ano, assim se resume o horário das 18h. Sol Nascente veio com a difícil missão de segurar o público da excelente antecessora. PASSOU LONGE. A trama do trio Walther Negrão, Julio Fischer e Suzana Pires peca pela falta de histórias envolventes. Apesar do bom elenco e mesmo segurando a casa dos 20 pontos (Eta passava facilmente dos 30), escancara-se os personagens sem graça, especialmente os protagonistas. Muito ruim! E A Lei do Amor não fica para trás.MELHOR ATOR - SÉRGIO GUIZÉ (ETA MUNDO BOM!) -HOMENAGEM PÓSTUMA À DOMINGOS MONTAGNER-Após o bi campeonato de Alexandre Nero, enfim o ator pode tirar um tempo sabático para dar chance a outros artistas do naipe jovem. E um novo protagonista caiu nas graças do público, dessa vez em uma novela tradicional. Sérgio brilhou em sua terceira novela, a segunda como protagonista, na pele de Candinho. Sua ingenuidade caipira conquistou o público, principalmente ao levantar o animador lema "tudo que acontece de rrruim na vida da gente, é pra melhorar". Da mesma novela, outra grande atuação vai para Marco Nanini, brilhante como Pancrácio. Nem parecia que estava longe das novelas há 17 anos. Destaco também os grandes trabalhos de Antônio Fagundes e Marcos Palmeira, por Afrânio e Cícero de Velho Chico. E é claro, da mesma novela, vai uma homenagem póstuma à Domingos Montagner, no auge da carreira como Santo dos Anjos, cujo trabalho foi tragicamente interrompido com sua inesperada morte, em 15 de setembro.PIOR ATOR - JOSÉ LORETO (HAJA CORAÇÃO)A história de Adônis era importante para a novela, tratando-se de um filho mau caráter que engana e tira dinheiro da própria mãe, mas algo esteve errado com Loreto. Pouco inspirado, sua trama perdeu destaque inicial, e acabou até sem sentido ao seu final. Trabalho para esquecer.MELHOR ATRIZ - SELMA EGREI (VELHO CHICO)Que esplendorosa atuação! A atriz de 69 anos pode se considerar realizada por seu melhor trabalho na carreira, como a ranheta Encarnação, única personagem de Velho Chico à perdurar as três fases, até falecer aos 100 anos. A matriarca da família Sá Ribeiro se destacou em todos os capítulos que apareceu do início ao fim, muito presente na trama central. Da mesma novela, Camila Pitanga, antes contestada pela escolha do papel, brilhou como Tereza, formando um dos melhores casais no ano ao lado de Santo. E ainda destaco Mariana Ximenes, excelente como a protagonista de Haja Coração, Tancinha. Além de Flávia Alessandra, novamente fazendo as vezes de vilã, como Sandra de Eta Mundo Bom. Ah, não posso esquecer de Adriana Esteves, brilhante mais uma vez em Justiça.PIOR ATRIZ - DÉBORA NASCIMENTO (ETA MUNDO BOM)A novelaça das seis não teve a perfeição que merecia da história principal, justamente pelo fato de errar a protagonista. Infelizmente, Débora foi muito mal e insegura como Filomena, o amor de Candinho. Em todo caso, Bianca Bin teve muito mais destaque posteriormente, como a empregada Maria. Pode-se dizer que foi alçada ao protagonismo, pelo seu romance com o ex-vilão Celso (Rainer Cadete). "Premiada" no ano passado, Tatá Werneck volta a ser citada nesta parte ingrata. Melhorou em Haja Coração, como Fedora. Problema mesmo foi que a personagem perdeu totalmente o rumo da história.MELHOR ATOR E ATRIZ COADJUVANTE - MARCO RICCA E LÍLIA CABRAL (LIBERDADE LIBERDADE)Novamente uma novela das onze rendeu grandes frutos para a Globo, e rendeu premiação para a categoria em questão. O prêmio é mais que merecido para Marco Ricca, o Mão de Luva. Todo jeitoso, o bandoleiro arrancou momentos até cômicos para a época em que a trama se passava, tendo um final feliz com Dionísia (Maitê Proença, outra que atuou bem). Até um spin-off (programete isolado da novela) ganhou, na internet. E na mesma novela, tivemos mais uma grande atuação de Lília Cabral. É verdade que sem a mesma repercussão que teve com Fina Estampa e Império, onde foi a protagonista em ambas, mas foi muito importante na história como a dona de um cabaré, Virgínia.MELHOR TEMA DE NOVELA - MORTAL LOUCURA (MARIA BETHÂNIA - VELHO CHICO)Mais uma forma de homenagear Domingos Montagner. Todas as marcantes cenas românticas de Santo e Tereza foram embaladas ao som dessa obra de arte. E que ano de Maria Bethânia! Homenageada e fundamental ao título da Mangueira no Carnaval carioca, emplacou com tudo nas trilhas sonoras. Não foi só essa música que ela esteve na trilha de Velho Chico. Outras duas tocaram durante a trama.PIOR TEMA DE NOVELA - NA HORA DA RAIVA (HENRIQUE E JULIANO - HAJA CORAÇÃO)Foi mal aí, Henrique e Juliano, mais uma das talentosas duplas de sertanejo universitário, mas que triste essa música que "animava" os momentos tristes do casal principal da trama! Apolo (Malvino Salvador) e Tancinha não curtiram.ATOR REVELAÇÃO - LEE TAYLOR (VELHO CHICO)A trama de Benedito Ruy Barbosa teve a clara intenção de revelar novos talentos, preenchendo o elenco com diversas revelações. Para os homens, destaque maior para o intérprete de Martim, cujo nome é uma singela homenagem ao lutador Bruce Lee. Gabriel Leone, que já foi bem em Verdades Secretas, se afirmou de vez fazendo parte da trama principal, como Miguel.ATRIZ REVELAÇÃO - LUCY ALVES (VELHO CHICO)E em especial para as mulheres. Além de cantora, Lucy Alves atua maravilhosamente bem! Finalista do The Voice Brasil 2015, ganhou a melhor recompensa possível, atuando muito no horário nobre, na pele de Luzia.MELHOR PAR ROMÂNTICO - FELIPE E SHIRLEI (HAJA CORAÇÃO)Foram muitos os casais jovens que se destacaram no ano, mas ninguém causou tanta vibração como a dupla "Shirlipe". De coadjuvantes foram rapidamente alçados à protagonistas, ganhando mútuo destaque ao longo da trama de Daniel Ortiz. Marcos Pitombo e, especialmente, Sabrina Petraglia, conseguiram o auge da fama com esse casal e essa novela. Que belo casal! O pior do ano é, disparado, Alice e Mário (Giovanna Antonelli e Bruno Gagliasso), protagonistas (???) de Sol Nascente. Não rolou química alguma.ATOR MIRIM - JP RUFINO (ETA MUNDO BOM)Esse aí pode se dizer TRI CAMPEÃO! Já condecorado vencedor no ano passado por mim, por Alto Astral, também levou prêmios por sua primeira novela, Além do Horizonte. Mas foi em Eta Mundo Bom que o carioquinha de 14 anos se afirmou de vez, como Pirulito, fiel amigo de Candinho e o burro Policarpo. Pode esperar por mais coisa boa! Destaco também Gabriel Palhares, o Caju de Liberdade Liberdade, de apenas 4 anos. Fofo!ATRIZ MIRIM - MEL MAIA (LIBERDADE LIBERDADE)Essa vitória vai mais pelo conjunto da obra da pequena notável, do que propriamente a sua atuação na novela das onze, já que foi apenas no primeiro capítulo, como a Joaquina criança. Mas um capítulo foi suficiente para afirmar a incrível maturidade de Mel, do alto de seus 12 anos, que já se consagrou nos trabalhos de Avenida Brasil e Joia Rara. Vale citar que começou esse ano terminando sua Felícia de Além do Tempo. E atualmente protagoniza A Cara do Pai, seriado especial de fim de ano com Leandro Hassum, que virará programa fixo em 2017. Tá podendo e muito! A vencedora do ano passado, Larissa Manoela, continuou brilhando com as gêmeas de Cúmplices de um Resgate, finalizada neste mês no SBT.MELHOR SÉRIE - JUSTIÇA (GLOBO)Não deu outra, Justiça foi o melhor acontecimento do ano para muitos telespectadores. Contando quatro histórias diferentes, uma em cada dia da semana, mostrou como que se podia fazer justiça (ou não) com as próprias mãos, cada qual de seu jeito marcante. Vale muito pela super competência da autora Manuela Dias, que no início do ano emplacou Ligações Perigosas.PIOR SÉRIE - SUPERMAX (GLOBO)Série de terror não é a cara da Globo. Valeu a tentativa e tudo mais, mas não colou!MELHOR APRESENTADOR(A) - ANA PAULA PADRÃO (MASTERCHEF)Em seu terceiro ano na Band, a jornalista se destaca cada vez mais no comando do bem sucedido Masterchef, que emplaca temporadas atrás de temporadas, sejam elas com cozinheiros normais ou profissionais. E ainda ganhará um programa jornalístico durante o verão. Para citar outras emissoras, destaco ainda Sabrina Sato, que cresce cada vez mais com seu programa de sábado na Record.PIOR APRESENTADOR(A) - MAÍRA CHARKEN (VIDEO SHOW)Encarregada para substituir Mônica Iozzi no início do ano, não demorou muito para chover críticas, e em muito pouco tempo Maíra perdeu espaço no programa, sendo deslocada para reportagens, aparecendo vez ou outra. Um fracasso, mas ao menos Maíra terminou bem o ano, sendo a grande campeã do "Saltibum", quadro do Caldeirão do Huck.MELHOR PROGRAMA - TAMANHO FAMÍLIA (GLOBO)Das muitas novidades televisivas ao longo do ano, com certeza esse foi que mais se destacou. Depois de muitos anos de espera, enfim Márcio Garcia ganhou um programa só para ele, feito para a família assistir e se divertir todas as tardes de domingo. A atração foi um grande sucesso, e já garantiu segunda temporada, merecidamente.PIOR PROGRAMA - XUXA MENEGHEL (RECORD)Em seu segundo ano de Record, a eterna rainha dos baixinhos ainda não se encontrou nas noites de segunda, onde amarga consecutivamente o terceiro lugar na audiência, e com programas sem o mesmo brilho de outrora. Tá feia a coisa!MELHOR HUMORÍSTICO - ENCRENCA (REDETV!)Pelo segundo ano seguido, o programa que reúne um conglomerado de vídeos de sucesso vindos da internet e do WhatsApp segue fazendo a alegria da RedeTV, quebrando recordes de audiência a cada domingo. Até a vice-liderança já ameaça alcançar.PIOR HUMORÍSTICO - PÂNICO NA BAND (BAND)O programa acima faz a emissora de Osasco voltar a brigar por importantes pontos na audiência, relembrando os bons tempos de "Pânico" anos atrás. O mesmo "Pânico" que mudou-se para a Band, começou bem, mas hoje em dia está em total declínio. É nítido como o programa se desgata ano a ano, já tendo sido anunciada troca de direção para a próxima temporada. E é isso, terminamos a seleção de 2016! Entre os melhores e piores, agora é esperar por mais um novo ano, que venha com muitas boas novidades e surpresas na telinha. E o TV Tudo está pronto para embarcar nas novas jornadas pela frente!



Escrito por No Mundo dos Famosos às 21h29
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